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Lula exige ‘coragem de mamar em onça’ do STF

*JOSÉ NÊUMANNE, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 03h00

 

Ao manter as condenações de Lula na primeira instância, pelo ex-chefe da Lava Jato, Sergio Moro, e no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou de uma vez algumas lorotas petistas. A decisão mais importante, adotada por unanimidade por oito julgadores – o juiz do primeiro grau, os três da turma do segundo e quatro da do terceiro –, 8 a 0, como lembrou o Estado em editorial publicado sexta-feira 25 de abril, fecha o veredicto: ele é corrupto e lavador de dinheiro. Ou seja, o presidiário mais famoso do País está a milhões de anos-luz de poder se proclamar o mais inocente dos brasileiros. Para chegar a essa conclusão, o penúltimo destino dos recursos de sua defesa considerou haver provas que destroem tal falácia. Os representantes do criminoso também propiciaram aos ministros inocentar o primeiro julgador da pecha de parcial.

No entanto, a mesma decisão produziu outra, esta inédita no relato dos julgamentos da turma: conhecida como “câmara de gás” do pináculo judicial, ela não tem o hábito de reduzir – como o fez – penas dos níveis anteriores do Judiciário. A mudança da “dosimetria” da pena foi um ponto radicalmente fora da curva da rotina do tribunal. No primeiro grau o petista foi condenado a nove anos e meio e no segundo a 12 anos e um mês. O terceiro fixou em oito anos, dez meses e 20 dias. Tal diminuição de 26% permitirá ao réu pedir para sair do regime fechado para o semiaberto, no qual ele seria autorizado a trabalhar durante os dias úteis e passar as noites, os fins de semana e feriados confinado numa prisão. Em teoria. Na prática, se Lula não for condenado pelo TRF-4, pela segunda vez em segunda instância, poderá responder aos outros seis processos criminais, quatro em Brasília, um em Curitiba e outro em São Paulo, livre, leve e solto. Embora nunca tenha frequentado um presídio de verdade neste ano e quase um mês de pena cumprida, ninguém negará que seria um alívio poder dormir em casa.

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Análise: Oposição a Bolsonaro não estabelece diálogo com sociedade

Marco Antonio Teixeira *, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 05h00

 

A eleição de Jair Bolsonaro, que gerou várias expectativas de mudanças, acabou desencadeando rapidamente um profundo sentimento de incerteza. Tal fato decorre não apenas do anúncio de várias medidas controversas que impactam diversos setores da administração pública e cidadãos de maneira geral, mas, sobretudo, das dificuldades demonstradas pelo governo de enfrentar o desafio de encaminhar reformas, como a da Previdência, e de atender compromissos assumidos com diferentes segmentos sociais que o apoiaram durante as eleições.

Como pôde ser observado no decorrer dos vários episódios que geraram crise na relação do governo com o Congresso, nenhum dos problemas responsáveis pelo atraso nos debates da reforma da Previdência, ou mesmo em relação à paralisação das discussões do projeto anticrime, foi fruto de alguma ação organizada dos partidos de oposição. Declarações e tuitadas do presidente e de assessores, ou mesmo de seus filhos, foram responsáveis por um conjunto de mal-estar que deteriorou a relação do governo com a sua própria base parlamentar.

Jair Bolsonaro
O presidente da República, Jair Bolsonaro; centrais sindicais farão protestos no 1º de Maio Foto: Adriano Machado/Reuters

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Atos do Dia do Trabalho costumam criticar políticas econômicas e servir de palanque político

Carla Bridi, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 05h00

 

A oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro pretende utilizar os atos comemorativos ao 1.º de maio como uma grande mobilização contra ao governo. Diferente de anos anteriores, onde eventos de organizações diferentes eram considerados rivais e nem sempre defendiam as mesmas causas, dez centrais sindicais brasileiras estarão reunidas nesta quarta-feira, 1º, para solidificar o ato.

Tendo como alvo principal a reforma da Previdência e discursos políticos, os atos desta quarta não devem se divergir daqueles de governos anteriores nos aspectos de criticar políticas econômicas do governo, além de servir de palanque para a oposição.

1º de Maia
Comemoração do 1º de Maio, em 2018, em São Paulo Foto: JF DIÓRIO/ESTADÃO

Confira como foram celebrados os atos do Dia do Trabalho em governos anteriores no marco de quatro meses de novas administrações.

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Liberais 'simplificam, reduzem ou fazem substituição', mas não elevam impostos, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (30) que não o governo não fará aumento de impostos. Segundo Guedes, liberais, como definiu os integrantes da equipe econômica, podem reduzir ou fazer substituição tributária, mas não elevar impostos.

A declaração foi dada após almoço com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e motivada por uma entrevista do secretário-especial da Receita Federal, Marcos Cintra, ao jornal "Folha de S.Paulo". Na entrevista, Cintra disse que, com o imposto sobre pagamentos em discussão na área econômica do governo, até mesmo fiéis de igrejas serão tributados quando contribuírem com o dízimo.

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A indústria das indústrias

*ALMIR PAZZIANOTTO PINTO, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 03h00

A Máquina que Mudou o Mundo é o título de livro escrito por James P. Womack, Daniel T. Jones e Daniel Roos, provavelmente o mais difundido entre aqueles que apreciam a história da indústria automobilística. É conhecido, também, Iacocca, uma Autobiografia, escrito por Lee Iacocca em parceria com Willian Novak, cuja leitura se recomenda a jovens engenheiros. Relata os anos em que Iacocca trabalhou para Henry Ford II e as experiências vividas no interior da grande empresa, onde se projetou como executivo e criador do automóvel Mustang, em 1964.

A indústria das indústrias, como a denominou Peter Drucker, surgiu no início do século 20, quando Henry Ford evoluiu da oficina artesanal para a produção em massa, introduzindo a linha de montagem e a intercambialidade de componentes e peças, para permitir que se substituíssem e se ajustassem facilmente entre si. Com a criatividade que fez dele um dos pais da 2.ª Revolução Industrial, Henry Ford projetou máquinas-ferramentas e treinou milhares de empregados na operação dos novos equipamentos. Na década de 1920, da fábrica instalada em Detroit saíam anualmente 2 milhões de veículos exatamente iguais cujos preços haviam sido reduzidos graças a inovações no processo de fabricação.

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Soluções exigem sintonia entre os três Poderes

Situação é tratada como 'trágica' e 'show de horror' por gestores públicos, que prometem mobilização para solucioná-la

OBRAS PARADAS 1

Não existe uma bala de prata para resolver o problema das obras de infraestrutura que estão paralisadas no Brasil. A solução passa por um conjunto de ações e esforços que envolvem diversos órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A boa notícia é que os atores envolvidos na questão se mostram interessados e se comprometeram a buscar alternativas para a retomada das obras.

O secretário especial da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal, Adalberto Santos de Vasconcelos, que participou do seminário "Paralisação e Retomada de Obras de Infraestrutura no Brasil", disse que esta é a hora exata para colocar o tema na agenda do Executivo.

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