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Chuvas encerram ciclo de estiagem e dão origem a 'seca verde' no sertão

João Pedro Pitombo / FOLHA DE SP
SECA VERDE 2019
CANUDOS E MONTE SANTO (BA)

Em caminhos por onde um dia passaram Antônio Conselheiro e seus beatos, José Alves da Silva, 64, surge em meio a uma estrada de terra na zona rural de Canudos, a 410 km de Salvador.

Usando chapéu e gibão de couro, ele vem montado em um cavalo também encourado. Ao seu lado, plantações de bananas emolduram a paisagem na qual predomina o verde. Acima, nuvens escuras escondem o forte sol do sertão

Depois de sete anos de estiagem, o semiárido nordestino registrou entre novembro do ano passado e abril de 2019 um volume de chuvas que chegou ao patamar da média histórica da região.

O semiárido tem dois regimes de chuvas. Na área mais ao sul, que inclui predominantemente a Bahia, elas acontecem entre novembro e fevereiro. No trecho mais ao norte, onde fica o Ceará e oeste de Pernambuco, a água cai entre fevereiro e maio.

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Que venha o tiroteio

O ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, não precisa de muito esforço para impor respeito. Com 48 anos de serviços prestados ao Exército, ele comandou duas missões de paz da Organização das Nações Unidas. Em 2007, derrotou gangues que aterrorizavam moradores de uma favela em Porto Príncipe, a capital do Haiti. Em 2013, no Congo, enquadrou o grupo rebelde M23, com ataques de infantaria, artilharia e lançadores múltiplos, numa ofensiva que deixou centenas de mortos. Além do currículo, Santos Cruz tem cara de poucos amigos e olhar intimidador. Por isso, quando foi escolhido para trabalhar na articulação política, difundiu-se em Brasília a seguinte pergunta: qual parlamentar teria a ousadia de tratar de assuntos não republicanos com o ministro? Sua nomeação, segundo os bolsonaristas, era a prova irrefutável daquilo que chamavam de “nova política”.

Em pouco mais de quatro meses de governo, Santos Cruz passou de solução a problema — pelo menos para alguns colegas de governo. Os adversários criticam sua avidez por abocanhar novas áreas para sua responsabilidade. Em abril, durante uma reunião no Planalto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que coordenaria o processo de privatização dos Correios. Santos Cruz atalhou: “Deixa comigo. Tenho um time do Programa de Parcerias e Investimentos que sabe fazer análises de projetos e pode cuidar dos Correios”. Guedes não retrucou, mas não gostou da intervenção.

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A Deus o que é de César

Toda quarta-feira às 8 horas o plenário 6 da Câmara dos Deputados se converte em igreja. Com a Bíblia nas mãos, parlamentares e assessores, alguns acompanhados da esposa, agrupam-se para o “culto devocional”. Religião e poder dão-se as mãos. O culto de 27 de março, por exemplo, começou com aleluias e glórias ao senhor, enquanto a deputada e cantora gospel Lauriete Rodrigues (PR-ES) — ex-­mulher do ex-senador Magno Malta — puxava o louvor com seu violão. O deputado e pastor Francisco Eurico da Silva (Patriota-­PE), capelão da bancada evangélica, fez a pregação do dia. Depois, uma questão mundana se impôs: a escolha do novo líder da Frente Parlamentar Evangélica, composta hoje de 120 parlamentares ativos, um recorde desde a sua fundação, em 2002 — e maior, muito maior, do que qualquer partido político no Congresso Nacional.

Não há nem nunca houve votação para o posto de líder da frente religiosa: após discussões por vezes ásperas, Silas Câmara (PRB-AM) foi sagrado por aclamação. Há diferenças e divisões na frente, mas a unidade de ação da bancada, nesta legislatura, vem amparada por uma convicção renovada na força política que o eleitorado evangélico demonstrou: foram os evangélicos que, proporcionalmente, mais sustentaram a eleição de Jair Bolsonaro. E o presidente dá repetidas mostras de alinhamento com o setor. Agora mesmo, matou no nascedouro a ideia de um novo imposto que incidiria também sobre as igrejas, o que mostra a força da bancada evangélica.

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Relator da "lava jato" no TRF-4, Gebran quer acabar com regime semiaberto

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região João Pedro Gebran Neto quer que o regime semiaberto acabe. Segundo ele, o sistema "existe no papel, mas não na prática". A ideia foi divulgada no dia 22 de abril, durante o Fórum Jurídico de Lisboa, do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

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PROGRAMA DESTAQUE POLITICO 04 DE MAIO

PROGRAMA DESTAQUE POLITICO EDIÇÃO DO DIA 04 DE MAIO 2019

AS MANCHETES

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA LANÇA A CAMPANHA DE CIDADANIA IDEIA CERTA

PARA QUE SERVEM AS AGÊNCIAS REGULADORAS? NADA

PALOCCI ATUOU PARA BENEFICIAR AMIL, DIZ RECEITA

CONSTITUIÇÃO PREVÊ QUE ENSINO BÁSICO É PRIORIDADE DE ESTADOS E MUNICÍPIOS;

DEPUTADA DO PDT APOIA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PARA COMBATER DESIGUALDADE

REGUFFE CONDENA GASTOS COM MORDOMIA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O COMENTÁRIO DO DIA

ENTRE MALUCOS E CACHACEIROS / ISTOÉ

A que nível desceu o debate político. O Brasil não se envolve mais em discussões sobre plataformas, soluções, caminhos a seguir. Nada construtivo. Prefere o xingamento entre facções distintas nesse embate polarizado, à direita e à esquerda. Seus proeminentes líderes atiçam e participam ativamente do bate-boca. Eles próprios estabeleceram assim o nível rastaquera, invariavelmente rude e ignorante da luta ideológica.

Lula, o comandante condenado dos petistas, o escroque das finanças públicas que não perde, jamais, a verve um tanto quanto tosca com pitadas de blague, disse que o País não pode ser governado por esse “bando de maluco”. Bolsonaro, que deveria ter ficado calado, preservando o rito cerimonioso do posto que ocupa, tascou de lá a resposta no estilo apoquentado que já o marcou:”pelo menos não é um bando de cachaceiros”. Ficamos assim então, entre malucos e cachaceiros.

Cada um falando para a sua claque. Ambos mostrando o misto de despreparo e condutas equivocadas que trouxeram o Brasil até o atual e lastimável estágio de indigência de ideias. As reações desbocadas só servem para cevar o ódio digital que explodiu nos últimos tempos. Os haters partidários estão na ordem do dia. E curiosamente, de sua parte, a esmagadora maioria da sociedade mostra rejeição veemente à prática da disseminação da intolerância. Tanto que seus promotores, seja ele Bolsonaro ou Lula, foram perdendo popularidade na mesma proporção em que se enfronhavam por essa trilha.

Curioso contrassenso: logo aqueles que buscam, ou buscaram, se perpetuar no poder por meio de condutas populistas não demonstram o menor feeling para os reais anseios da população. Vamos nos ater, por vez, ao atual mandatário e aos inúmeros – diários digamos assim – gestos de insensatez administrativa que estão a colocar suas ambições de reeleição no extremo oposto da vontade do eleitorado.

Será que ele e o seu “bando de maluco” acharam mesmo razoável o estímulo à homofobia e ao turismo sexual, incentivando gringos a vir para cá pegar mulher, gay não porque o capitão não quer e não vai permitir? Que diabos de chefe da Nação é esse que ofende, ao mesmo tempo, boa parte dos extratos sociais que estão sob sua tutela? E o que dizer da investida contra a diversidade na forma de proibição de um comercial do Banco do Brasil para as camadas jovens? Como explicar o ministro da Educação, Abraham Weintraub, recém conduzido à vaga após gestão caótica do antecessor, falar de corte nas verbas de universidades públicas que, nas palavras dele, promoverem “balbúrdia” nos campus?

Lembrando que a tal algazarra nada mais seria que a abertura dessas instituições à livre manifestação dos alunos. Talvez com o endosso superior, o MEC parece promover de maneira abjeta a ideia de uma “lei da mordaça” nas faculdades. Só faltava essa.

No mundo dos gurus tresloucados, de filhos com sensores verbais belicistas e ministros barbeiros, sobejamente despreparados, Bolsonaro encarnou de forma primorosa códigos de desprezo à democracia e de quebra sistemática do respeito à individualidade humana.

Encaminhou ao Congresso um projeto que dispensa de punição o produtor rural disposto a atirar em invasores de terra — mesmo o garoto pilhado ali roubando galinhas ou arrancando uma fruta do pé de manga.

Estamos prestes a abrir uma longa temporada de licença para matar. Barbárie pode ser o passo seguinte. Em tempo: por que investir mesmo em filosofia ou sociologia? Esse papo cabeça é coisa de esquerdopata maluco — perdão, cachaceiro. Tira os recursos dessas bobagens!

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ainda encaminhou uma contribuição relevante à era dos extremos com o plano de demonizar a qualquer custo a preservação ambiental. Lógico! Somente ambientalistas seguidores de Lula e do blábláblá rançoso do barbudo pensam na ladainha de salvar a Amazônia.

Os “ecochatos” saíram de moda. Está dessa maneira resumida a discussão. Repleta de estampas partidárias, preconceitos ideológicos, crendices rasteiras e distorção de enfoque em qualquer plataforma minimamente relevante para o desenvolvimento nacional.

Caso tenha viés programático identificado com Lula não serve aos bolsonaristas e vice-versa. Onde foi parar a sensatez e o interesse maior da Nação? Lula e Bolsonaro, no afã de protagonizarem quem sabe um terceiro turno imaginário, alimentam mutuamente fantasmas e biscates políticos. Assim se desenrola a disputa no tabuleiro Brasil.

Na base do maniqueísmo. Matando-se uns aos outros, malucos e cachaceiros pregam a guerra incessante para o triunfo final. Os petistas trabalham agora para evitar a qualquer custo a aprovação da Reforma da Previdência. Bolsonaro, por sua vez, como fanfarrão incorrigível, já disse a aliados que se a reforma passar será reeleito tomando chope na piscina. E os brasileiros que se acostumem às bravatas.

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Nome da confiança de Mariana Lobo entra na disputa pelo cargo de defensora-pública geral do Estado

A defensora pública Elizabeth Chagas deixou o cargo de secretaria executiva da Defensoria Pública Geral do Estado (DPGE). Vai se candidatar ao cargo de defensora-pública geral do Estado, tendo o apoio da atual titular dessa posição, Mariana Lobo, com mandato se encerrando em novembro.

Elizabeth Chagas submeterá seu nome aos 314 colegas que compõem o colégio eleitoral.

Elizabeth Chagas é paraibana e mora no Ceará desde 2006. No interior, trabalhou em Várzea Alegre, Crato e Maranguape. Em Fortaleza, já atuou no Juizado da Mulher e no Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Nudem), desenvolvendo ações educativas contra a violência junto às mulheres da periferia e de acampamentos rurais e adolescentes de escolas públicas.

Dedicou cinco anos à Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADEPEC) participando inicialmente da Comissão de Mobilização e depois assumindo a Diretoria Jurídica e de Prerrogativas, sempre pautando uma atuação coletiva, ativa e presente em cada luta e conquista.

DETALHE – Além de Elizabeth Chagas, estão no páreo Sandra Sá e Rubens Lima. O pleito, de lista tríplice, ocorre em outubro próximo.

(Foto – Divulgação) COM BLOG DO ELIOMAR

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