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Quem vigia o vigia? FOLHA DE SP

Na vida pública, quem ganha poder deveria também ter mais responsabilidade. Por esse prisma, agiu bem o Senado Federal ao aperfeiçoar e aprovar dispositivos que punem criminalmente o abuso de autoridade, no bojo de projeto que aperta o cerco contra a corrupção.

O juiz, de acordo com o texto votado na quarta (26), estará sujeito a penas que vão de seis meses a dois anos de detenção se praticar atos como o de proferir julgamento em situações em que a lei o impede ou opinar sobre processos ainda pendentes de decisão.

Já o integrante do Ministério Público submete-se ao mesmo espectro de punição se emitir parecer em situação proibida pela legislação ou se investigar alguém sem mínimos indícios de prática criminosa, entre outros atos tipificados.[ x ]

A motivação político-partidária nas condutas de magistrados, procuradores e promotores também vai se tornar crime na hipótese de esse trecho do projeto passar incólume pela Câmara dos Deputados.

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Lava Jato desconfiou de empreiteiro pivô da prisão de Lula, indicam mensagens

Folha e The Intercept Brasil
SÃO PAULO e BRASÍLIA

O empreiteiro que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso que o levou à prisão foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações, segundo mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações.

Enviadas por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site, as mensagens indicam que Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, só passou a ser considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá (SP) que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista.

“Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apt. Guaruja”, escreveu o promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes a outros integrantes da equipe que negociou com os advogados da OAS em agosto de 2016, numa discussão sobre a delação no aplicativo Telegram. “Diziam q não tinha crime.”

Léo Pinheiro só apresentou a versão que incriminou Lula em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações com a Lava Jato, quando foi interrogado pelo então juiz Sergio Moro no processo do tríplex e disse que a reforma do apartamento era parte dos acertos que fizera com o PT para garantir contratos da OAS com a Petrobras.

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Bolsonaro cala esquerda colonizada

José Nêumanne / O ESTADO DE SP

28 de junho de 2019 | 18h01

Esquerda reclamou da reação irritada do presidente às malcriações de Merkel e Macron, mas a UE terminou cancelando suas queixas ao assinar acordo com Mercosul. Foto: Ludovic Marina/AFP

O PT e seus asseclas preferenciais na rapina dos cofres de nossa República miserável torceram o nariz para a reação ríspida de Bolsonaro às críticas intrometidas e mal educadas da alemã Merkel e do francês Macron. A turminha que confunde diplomacia com se curvar à arrogância colonialista e racista dos brancos europeus logo reclamaram do efeito maléfico que a reação do presidente brasileiro, ao cumprir seu óbvio papel de defender a soberania nacional, poderia produzir jogando água no chope do eventual acordo Mercosul-União Europeia. Mas, depois de 20 anos de puxa-encolhe e vaivém, o acordo saiu, com perspectivas de US$ 100 bilhões de novos negócios que beneficiarão o Brasil. E agora? Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

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Você come camarão? Então é pra você…

Você come camarão? Então, melhor se informar sobre o que está em jogo…

Nestes tristes dias que vivemos, o país ameaçado de quebrar, população dividida, e perspectivas nada otimistas pela frente, talvez não fosse o momento para levar mais problemas à população. Feliz, ou infelizmente, é essa nossa profissão e nosso foco, como já dito, “estudar e divulgar as questões relativas ao mar e à zona costeira.” Então, vamos lá, você come camarão?

imagem de balde de camarões para ilustrar post Você come camarão?
Você come camarão? Foto: theecologist.org.

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'Não deixe que as telas digitais sejam tudo', alerta a neurocientista Maryanne Wolf

André Cáceres, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2019 | 16h00

Quem lê com atenção a passagem do romance Anna Kariênina, de Liev Tolstoi, em que a protagonista comete suicídio, não passa incólume por essa experiência. “Os mesmos neurônios que você utiliza quando mexe as pernas e o tronco são ativados também quando você lê que Anna se jogou na frente do trem”, descreve a neurocientista cognitiva e pesquisadora da leitura Maryanne Wolf, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, em seu livro O Cérebro no Mundo Digital, lançado no Brasil pela editora Contexto. “Uma grande parte de seu cérebro foi ativada tanto pela empatia ante o desespero visceral da personagem, quanto pela ação motora de neurônios-espelho interpretando esse desespero. Quem leu essa passagem no romance de Tolstoi também se jogou.” No entanto, Wolf argumenta que somente quem leu atentamente passou por esse processo mental – e estamos perdendo a capacidade de imergir dessa forma nos livros.

Livro digital
A instalação ‘Light Reading’, criada em 2010 pela artista contemporânea sul-coreana Airan Kang, cria uma espécie de biblioteca digital com livros em luzes néon multicoloridas Foto: BRYCE WOLKOWITZ GALLERY

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Deixem Moro trabalhar, exige juíza Frossard à CCJ da Câmara

José Nêumanne / O ESTADO DE SP

29 de junho de 2019 | 12h49

 

Denise avisa aos ministros das altas cortes e a quem se diz seu representante no Poder Legislativo, avessos à pressão popular, que, tal como juiz, povo também julga. Foto: Tasso Marcelo/AE

Denise Frossard, a juíza carioca que condenou 14 membros da cúpula do jogo do bicho do Rio em 1993, tornando-se nacionalmente conhecida ainda jovem por esse feito no combate à corrupção, não se exime agora de dar sua opinião a respeito do vazamento do site The Intercept Brasil de prováveis conversas de Moro com procuradores da Lava Jato. Segundo a ex-deputada federal, “até aqui só se sabe que o material apresentado foi criminosamente obtido, portanto, estamos a falar de criminoso ou criminosos. Criminosos buscam sempre o anonimato. Fácil denunciar no anonimato… Quero ver mostrar a cara!”. Protagonista esta semana da série Nêumanne entrevista no Blog do Nêumanne, ela também opinou sobre a votação do recurso do ex-presidente Lula a ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto: “A imparcialidade do juiz consiste na ausência de vínculos subjetivos com o processo, mantendo-se o julgador distante o necessário para conduzi-lo com isenção. Ser imparcial é diferente de ter opiniões pessoais. Afinal, o juiz também é um ser humano”. Ela não escondeu sua opinião sobre a reação popular contra tribunais que abusam da leniência em crimes contra a corrupção. “O povo é sempre subestimado diante da profusão de notícias com as quais ele é confrontado diariamente.  Mas ele sempre surpreende. Até porque há sempre um contraditório nas publicações e aí ele vai buscando no entrechoque das posições, num processo semelhante ao do juiz, aquela posição que entende mais confiável. Enfim, o povo também julga”, opinou.

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