Operação Gremlins – PF do Ceará deflagra 4ª fase da Operação

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira, a quarta fase da Operação Gremlins. O objetivo foi coletar novos elementos de prova relacionados à atuação de grupo criminoso responsável pela contratação fraudulenta, nos anos de 2013 e 2016, de financiamentos habitacionais e empréstimos consignados junto à agência da Caixa Econômica Federal de Pacajus (Região Metropolitana de Fortaleza).
Segundo a assessoria de imprensa da pF do Ceará, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Fortaleza e Morada Nova. As medidas foram determinadas pela 32ª Vara da Justiça Federal em Fortaleza, que autorizou, ainda, o bloqueio de contas e o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.
Fraudes
A dinâmica da fraude envolveu a geração de aproximadamente 100 Cadastros de Pessoas Físicas (CPF’s) para sujeitos inexistentes, criação de matrículas de imóveis fictícias e, ainda, falsos servidores da prefeitura de Pacajus/CE, sendo esses dados falsos inseridos nos sistemas de informação da CEF para levantamento dos valores, os quais transitarem em contas abertas com CPF`s fictícios e, ainda, nas contas de familiares dos envolvidos. As investigações apontam que o esquema criminoso gerou prejuízo à Caixa Econômica Federal de mais de R$ 3 milhões.
Os indiciados, entre os quais funcionários do banco, poderão responder, de acordo com o nível de participação, pelos crimes de associação criminosa e fraude na obtenção de financiamento, com aumento de pena em razão do prejuízo causado à instituição bancária oficial. Já os bancários, em razão da função exercida, poderão responder também pelo crime de gestão fraudulenta e corrupção.
DETALHE – O nome da operação é uma alusão ao personagem do filme homônimo da década de 80, que retratava um pequeno bichinho, aparentemente inofensivo, que se multiplicava rapidamente e causava transtornos no meio social. com blog do eliomar
Bolsonaro encantado com ‘bijuterias’ de nióbio
Em sua visita ao Japão, para participar de encontro do G-20, o presidente Jair Bolsonaro reencontrou um de seus “xodós” de campanha: o nióbio. Em sua transmissão nas redes sociais desta quinta-feira, 27, o presidente revelou algumas “lembranças” feitas do material que comprou em Osaka e aproveitou para reforçar sua fé no potencial do metal. “Riram muito de mim na eleição. E eu falei de bijuteria. Eu comprei aqui. O pessoal faz cordãozinho de nióbio. As vantagens em relação ao ouro são as cores e que não tem reação alérgica. Isso vale US$ 1 mil. Bijuteria de nióbio sendo produzida aqui no Japão e tem gente que fica criticando por causa do nióbio”, disse o presidente, que ainda mostrou outros produtos do material comprados em sua viagem. BR 18
Presidente do STJ: ‘Combate à corrupção não é tarefa de juiz’
Crítico da Lava Jato, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio Noronha, questionou o trabalho da força-tarefa de Curitiba em entrevista ao Blog do Josias, bem como de juízes, sem citar nomes, que se dizem combatentes da corrupção. “Todo mundo parou como se a Lava Jato fosse uma Copa do Mundo. Todas as nossas grandes empresas estão destruídas porque a Lava Jato tem uma coisa que nós precisamos questionar. Paramos as empresas quando deveríamos segregar os empresários”, disparou. Para ele, as demandas da operação não deveriam ter sido concentradas em um único juiz. “A Lava Jato era uma operação específica que ganhou uma dimensão maior que deveria porque acabou concentrando demais num único juiz demandas que eu acho que poderiam ter sido julgadas por outros juízes. Nós não temos um juiz só no Brasil, temos vários”.
Noronha, combatido pela força-tarefa após ter revogado ordem de prisão do ex-governador Beto Richa, também avaliou que o combate à corrupção não é tarefa de um juiz. “É uma questão do Executivo, da Polícia Federal, do Ministério Público. O juiz aplica a lei, assegura a lei. Juiz que quer combater a corrupção não é juiz imparcial. Juiz não formula política, juiz aplica a política, que está esculpida no texto da lei. Nós não podemos querer ser formuladores de política. Judiciário agindo assim começa a se dar mal, como se deu mal no mundo inteiro”, disse.
Guedes fala em liberar mais R$ 100 bi em compulsórios
O ministro Paulo Guedes revelou nesta quinta-feita, 27, que o governo pretende liberar mais de R$ 100 bilhões em compulsórios para estimular o crédito privado. “Estamos desestatizando o mercado de crédito e ontem (quarta-feira) o Banco Central já liberou compulsórios para aumentar o crédito privado. Vão vir mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório no futuro”, disse Guedes após encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Após a fala de Guedes, o Banco Central emitiu uma nota afirmando que a ação relativa aos compulsórios ainda está em curso, “sem definições de prazos ou montantes” e que o BC “não antecipa decisões ou regulações”, como mostra o Estadão.
‘Lamentável decisão de alguns líderes sobre MP dos sindicatos’
O presidente Jair Bolsonaro criticou na noite desta quinta-feira, 27, os líderes do Congresso que segundo ele, deixaram caducar a MP que acabava com a contribuição sindical em folha. O prazo para os parlamentares votarem a medida provisória acaba amanhã e a Comissão Mista não chegou a ter seus trabalhos iniciados por constantes faltas de quórum. “Sabemos a quem interessa isso aí. A MP não recebeu por parte dos partidos a relação dos integrantes (na comissão) a partir de amanhã (sexta-feira, 28) os sindicatos voltam a recebe recursos com desconto automático. O que pese os bons sindicatos, sabemos o que eles fazem com esse dinheiro”, disse o presidente em sua transmissão pelas redes sociais diretamente do Japão, onde participa de cúpula do G-20.
“É lamentável essa decisão por parte de alguns lideres. Que fosse a MP ao plenário e que fosse votada, sem problema nenhum. Não vou entrar em detalhes que eu quero paz. Queremos resolver esse grave problema que é a reforma da Previdência”, completou o presidente. BR 18
Para destravar reforma, Guedes faz gesto para o Congresso
Por Marcelo de Moraes / BR18
O ministro da Economia, Paulo Guedes, teve de entrar em campo, nesta quinta, para tentar apagar o incêndio político em que se transformou a discussão da reforma da Previdência. Nos planos originais da Comissão Especial que discute o assunto, o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) leria seu parecer complementar nesta quinta e o texto seria votado na próxima terça.
O cronograma foi barrado no fim da noite de ontem, quando os líderes partidários avaliaram que não havia clima para sequer abrir uma sessão da comissão. Somente um movimento de Guedes falando com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por telefone e se reunindo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e se propondo a participar mais ativamente das negociações políticas da reforma serviu para abaixar a temperatura e sinalizar com a possibilidade de a reforma voltar aos trilhos na próxima semana.
Vale de lágrimas. Além de ainda terem dúvidas técnicas sobre pontos da proposta, como a inclusão de Estados e Municípios e as regras para policiais e professores, os parlamentares não escondiam sua insatisfação com o tratamento recebido do governo. Nas conversas, vários líderes reclamaram que se sentiam como bucha de canhão na discussão da reforma. Ao votar pela proposta, assumiam o ônus do desgaste político em mexer com um tema tão sensível como a Previdência, sem qualquer respaldo do governo, que seria o maior beneficiado com a aprovação. Pelo contrário: deputados e senadores se queixavam que estavam sendo xingados e chamados de ladrões nas redes sociais por iniciativa de grupos e políticos ligados ao bolsonarismo. E qualquer pleito legítimo para liberação de recursos ou emendas era carimbado nas redes como “toma lá, dá cá” ou fisiologismo. E, nesse quadro, não seria possível discutir nada na reforma.

