Deixa de ser cínico, Levy
José Nêumanne
27 de junho de 2019 | 16h17
Levy foi à CPI do BNDES repetir o que todos os ex-dirigentes do banco público dizem – que não há caixa preta -, mas como eles não explicou empréstimos sem garantias a juros a custo de banana. Foto: André Dusek/Estadão
O cúmulo do cinismo foi o ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy, ir à CPI do banco estatal para dizer que não há caixa preta com transações ilícitas e suspeitas no Brasil e no exterior. Tá tudo muito bom, tá tudo bem. Mas conta aí, doutor: como explicar o empréstimo de R$ 7 bilhões à empreiteira corrupteira Odebrecht sem garantia nenhuma? Como justificar o calote de R$ 2,2 bilhões da Venezuela e a inadimplência de dívida semelhante de Cuba? Agora o banco, que serve para tomar dinheiro do trabalhador para dar a juros de bananas e sem garantias a empresário que compra políticos e partidos com propinas, sequer reage à decisão rápida e pra lá de estranha do juiz da 1.ª Vara de Falência de São Paulo, João de Oliveira Rodrigues Filho, que, um dia após pedido da corrupteira, transferiu a dívida direto pro bolso sem fundo do cidadão? Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
Veja como renovar a CNH pela internet
27 de junho de 2019 | 13h34
SÃO PAULO - O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo anunciou nesta quarta-feira, 26, a renovação simplificada, via internet, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O serviço funciona para 85 cidades, entre elas a capital, mas ainda sem outros grandes municípios como Guarulhos, Campinas e Santos. Segundo a autarquia, ele será expandido gradativamente. A lista completa pode ser conferida aqui.
Pesquisa Ibope: governo Bolsonaro tem queda na aprovação e reprovação sobe para 32%
27 de junho de 2019 | 14h26
BRASÍLIA - A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo do presidente Jair Bolsonaro passou de 35% em abril para 32% em junho, em uma tendência de queda, mostra pesquisa feita pelo Ibope e divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% para 32% no mesmo período.
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Dos entrevistados, 32% consideram o governo regular (eram 31% na pesquisa anterior). Desde o início do governo, em janeiro, o porcentual de pessoas que consideram o governo ótimo ou bom caiu 17 pontos, de 49% para 32%, mostra a série histórica do Ibope. Já a avaliação negativa subiu 21 pontos nesse período, de 11% para 32%.
Servidor do INSS e família levavam vida de luxo

Viagens a Dubai, nos Emirados Árabes, e às Ilhas Maldivas, festas, bebidas caras, compras de veículos, relógios e joias de alto valor. Um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará e a sua família levavam uma vida de luxo, com o dinheiro obtido nas fraudes ao benefício previdenciário da aposentadoria rural por idade.
O esquema criminoso, iniciado em 2014 e em vigor até ontem, foi desarticulado com a deflagração da Operação Frenesi, pela Polícia Federal (PF) com apoio da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A investigação identificou que, em cinco anos, a quadrilha causou um rombo de, pelo menos, R$ 15 milhões aos cofres públicos, mas esse valor poderia chegar a R$ 157 milhões - com o cálculo da expectativa de vida dos 600 beneficiados pelo crédito.
CGU identifica falhas no controle de gastos com Cartão Pesquisa do CNPq
RIO — Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) , identificou deficiências no monitoramento dos gastos feitos por meio dos cartões pesquisado Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( CNPq ). Eles são cartões de crédito do Banco do Brasil dados aos pesquisadores para que paguem por insumos ou serviços necessários a seus estudos.
A CGU analisou despesas entre os anos de 2013 e 2018, feitas por 22.867 pesquisadores que dispunham do cartão, e que gastaram, no total, R$ 1,4 bilhão. O relatório apontou que em apenas 14% desses dispêndios foi possível identificar a natureza dos gastos realizados.
Além disso, 83% das despesas feitas pelo cartão se concentram nas modalidades de saque, pagamento de títulos e transferências entre contas correntes. Segundo a CGU, esses gastos têm como característica comum o fato de não apresentarem de forma direta o destinatário final dos recursos, o que dificulta o controle por parte do CNPq.


