Livro de Palocci detalhará negociação de acordo de delação na Lava-Jato
acordo de delação na Lava-Jato

O livro que o ex-ministro Antonio Palocci está escrevendo para lançar nos próximos meses terá mais do que histórias dele na prisão e nos tempos de todo-poderoso dos governos de Lula e Dilma Rousseff.
Na obra, Palocci também detalhará bastidores dos quatro meses de intensas negociações até conseguir fechar seu acordo de delcação com a Polícia Federal.
O ex-ministro fez acordo com a PF depois de ter sua proposta de delação rejeitada pela força-tarefa de Curitiba, que é chefiada pelo procurador Deltan Dallagnol.
Atualmente, Palocci tem três delações assinadas: uma com PF Curitiba, outra com a PF de Brasília e outra com o Ministério Público Federal de Brasília.
Siga a coluna no Twitter e no Facebook
Leia Mais:
De Lula a rivotril: a vida de Palocci nos seus 794 dias de prisão
O GLOBO
Contas do ensino

Ainda que relevante do ponto de vista legal, a controvérsia em torno dos gastos paulistas com educação carece de foco no que diz respeito aos objetivos da política pública.
Como todos os estados brasileiros, São Paulo está obrigado a destinar um mínimo de 25% da receita ao ensino, conforme os termos da Constituição Federal. A Carta estadual, por sua vez, determina 30%.
O percentual maior, entretanto, só tem sido atingido por meio da inclusão de despesas com o pagamento de aposentadorias de servidores —o que suscita recorrentes objeções do Tribunal de Contas.
Trata-se, sem dúvida, de um drible nos propósitos da legislação.
Ao chegar ao Japão, Bolsonaro diz que não aceitará ser advertido no G20
Ao chegar ao Japão para participar da reunião do G20, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que não aceitará advertências de outros países ao comentar declaração da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre estar preocupada com o desmatamento no Brasil.
"Eles [alemães] têm a aprender muito conosco. O presidente do Brasil que está aqui não é como alguns anteriores que vieram aqui para serem advertidos por outros países. Não, a situação aqui é de respeito para com o Brasil. Não aceitaremos tratamento como no passado de alguns casos de chefes de estado que estiveram aqui", disse, sem citar exemplos a quem se referia.
Bolsonaro disse não ter problema em falar com a alemã, que afirmou que aproveitará o G20 para ter "uma conversa clara" com o brasileiro.
Segundo a assessoria de imprensa da Presidência, a chanceler não buscou a comitiva do Brasil para marcar um encontro.
Na quarta (26), Merkel disse ver com grande preocupação as ações do governo brasileiro em relação ao desmatamento.
"Assim como vocês, vejo com grande preocupação a questão das ações do presidente brasileiro [em relação ao desmatamento] e, se ela se apresentar, aproveitarei a oportunidade no G20 para ter uma discussão clara com ele", afirmou a chanceler alemã a deputados de seu país.
Questionado sobre se achava que a primeira-ministra da Alemanha havia sido desrespeitosa, ele disse que só sabia do que foi relatado pela imprensa e que "lamentavelmente, grande parte do que a imprensa escreve não é aquilo"
Diálogos entre Moro e Lava Jato têm caminho improvável para autenticidade; entenda
Exclusão de mensagens, falta de acesso a equipamentos e dificuldade de inspecionar os arquivos mantidos pelo aplicativo Telegram devem ser entraves de uma eventual perícia para atestar a autenticidade dos diálogos divulgados pelo site The Intercept Brasil e atribuídos ao ex-juiz Sergio Moro e a procuradores da Lava Jato.
Nesta terça-feira (25), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes defendeu adiar o julgamento que pode beneficiar o ex-presidente Lula, entre outros motivos, para dar mais tempo para que as mensagens vazadas ao longo deste mês sejam analisadas pelas autoridades.
Moro não fez nada de errado, e STF tem sido o violador da ética, diz juiz da Satiagraha
O hoje ministro Sergio Moro (Justiça) não fez nada de errado como juiz ao trocar mensagens com o procurador Deltan Dallagnol. Isso não compromete em nada as sentenças da Lava Jato, baseadas em provas irrefutáveis.
A opinião é do juiz federal Fausto De Sanctis, que integra o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, desde 2010.
“Conversas podem existir desde que não haja desrespeito de parte a parte”, afirma De Sanctis, que não tem perfil no Facebook ou Twitter, por exemplo, por considerar que a sua opinião em rede social pode afetar a sua imparcialidade.
Antes de virar juiz do TRF-3, De Sanctis julgara duas das operações mais barulhentas da Polícia Federal, que acabaram desfiguradas pelo Supremo: a Satiagraha, em torno do banqueiro Daniel Dantas, e a Castelo de Areia, sobre a Camargo Corrêa e uma espécie de miniesboço da Lava Jato.
No caso da Satiagraha, De Sanctis sofreu censura pública do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Em entrevista à Folha, Sanctis, 53, diz que os problemas éticos da Justiça não estão no primeiro grau, no qual os juízes são concursados, mas nos tribunais superiores, nos quais chegam por indicação política.
PF cumpre mandados de prisão contra organização que desviou R$ 15 milhões em aposentadorias no Ceará
A Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada em fraudar o beneficio previdenciário por idade rural no Ceará. O esquema causou prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos. A Operação intitulada como Frenesi é realizada em parceria com o Ministério da Economia foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (26).

