Aprovação a Maia e ao Congresso é maior na base de Bolsonaro, diz Datafolha
Apesar da retórica de confronto que Jair Bolsonaro (PSL) direcionou ao Congresso e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os apoiadores do presidente da República são os que mais aprovam a atuação do Legislativo e do deputado, que assumiu agendas e discursos que levaram colegas a vê-lo como um "primeiro-ministro".
Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de agosto, o desempenho de Maia é avaliado como ótimo/bom por 25% dos entrevistados que dizem conhecê-lo. Esse índice vai a 35% entre aqueles que também avaliam dessa forma o governo Bolsonaro.
A atuação de deputados e senadores também é mais bem avaliada pelos apoiadores do chefe do Executivo.
Enquanto o trabalho do atual Congresso é classificado como ótimo/bom por 16% dos entrevistados em geral, essa avaliação sobe para 30% entre aqueles que dizem ter o PSL como partido de preferência, e para 33% entre aqueles que aprovam o governo.
‘Crime organizado é responsável pelo desmatamento da Floresta Amazônica’, afirma Raquel
Luiz Vassallo e Fausto Macedo / o estado de sp
02 de setembro de 2019 | 20h15
Foto: Gabriela Biló/Estadão
A procuradora-geral, Raquel Dodge, afirmou, nesta segunda, 2, que o crime organizado é responsável pelo desmatamento da Floresta Amazônica. Segundo ela, informações apuradas pelo Ministério Público Federal revelam ‘indícios da existência de associação entre os grupos que derrubam a mata e os compradores de madeira no exterior, para onde segue grande parte do produto extraído ilegalmente no território nacional’.
As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.
O PT não aprende mesmo
O PT já trabalha nos bastidores para implodir no nascedouro a candidatura de Flávio Dino (PC do B) a presidente em 2022. Ou seja, o partido mostra que não aprendeu nada com as eleições de 2018: em seu delírio hegemônico, parte para rachar a esquerda de novo. Um dos artífices da operação é Tarso Genro, que trabalha novamente por uma chapa com Fernando Haddad na cabeça. Dino, com muito esforço, ficaria com a vice. E olhe lá. Genro, como articulador político, é o pior sogro. ISTOÉ
Brasil tem queda de 22% no número de mortes violentas no 1º semestre, revela Monitor da Violência
O Brasil registra uma queda de 22% nas mortes violentas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. A região Nordeste é a que tem a maior diminuição. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.
Em seis meses, houve 21.289 assassinatos, contra 27.371 no mesmo período do ano passado. São 6 mil a menos.
O Nordeste responde por mais da metade dessa queda (3.244 mortes a menos), ou seja, 53% do total no país.
A tendência de queda nos homicídios foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, e no balanço das mortes violentas de 2018, que teve a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%.
O número de assassinatos, porém, continua alto. O dado mostra que há uma morte violenta a cada 12 minutos no Brasil – 118 por dia, em média.
- PÁGINA ESPECIAL: Mapa mostra mortes violentas no país mês a mês
- ANÁLISE DO NEV-USP: Depois de se tornar região mais violenta, Nordeste lidera redução de homicídios
- ANÁLISE DO FBSP: Apesar da queda nos homicídios, reformas na segurança pública seguem urgentes
- MINISTRO DA JUSTIÇA: Moro atribui queda de mortes violentas a ações dos governos, transferências de chefes de facções e apreensões de drogas
- METODOLOGIA: Monitor da Violência
O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Pela primeira vez, Bolsonaro perde apoio entre os mais escolarizados
Terreno acidentado A nova pesquisa Datafolha traz indícios de que a erosão na avaliação do governo Jair Bolsonaro acelerou em estratos do eleitorado que o apoiaram durante a campanha. Entre os eleitores mais escolarizados, com ensino superior, o índice dos que classificam a gestão do presidente como ruim ou péssima mudou de patamar pela primeira vez. Em abril, este grupo totalizava 35%. Depois, em julho, oscilou irrisoriamente para 36%. Neste levantamento, porém, chegou à marca de 43%.
Dois contra um Às vésperas do segundo turno, de acordo com o Datafolha, 55% dos eleitores com ensino superior declararam intenção de voto em Bolsonaro, enquanto outros 34% diziam preferir Haddad.
Olho vivo Os números que ilustram a frustração com o governo oscilaram negativamente no Sul, um reduto do bolsonarismo. Os que diziam que o presidente vem fazendo mais do que eles esperam saíram de 14% para 12%, em comparação com a pesquisa anterior. Os que dizem que ele fez menos do que o projetado passaram de 51% para 55%.
Inaugurada às pressas por Temer e Lula, transposição do São Francisco já definha

A bilionária transposição do São Franciscodefinha na região mais pobre do Brasil. O cenário é desolador.
O eixo leste, que corta Pernambuco e Paraíba, não resistiu à gambiarra oficial. O trecho foi inaugurado às pressas pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), em março de 2017, e logo em seguida, de maneira simbólica, pelo petistas Lula e Dilma Rousseff.
A água sumiu há cinco meses e parte da região, que vislumbrou o fim da indústria da seca, continua sendo abastecida por carros-pipas.
A transposição é a maior obra hídrica do Brasil. O eixo leste foi inaugurado às pressas e, o norte segue sem previsão para conclusão. O orçamento inicial de toda a obra saltou de R$ 4,5 bilhões para R$ 12 bilhões.
A obra, sempre apontada como a redenção do Nordeste a partir do beneficiamento de 12 milhões de pessoas e do impulsionamento de um novo modelo econômico, hoje apresenta sinais visíveis de deterioração: paredes de concreto rachadas, estações de bombeamento paralisadas, barreiras de proteção rompidas, sistema de drenagem obstruído e assoreamento do canal em alguns trechos.
Devido aos atropelos gerados pela conveniência do prazo político, o empreendimento hídrico não suportou entrar em funcionamento antes do tempo. Foi inaugurado sem nem sequer ter a drenagem completamente executada e o sistema operacional de controle implantado.

