Em nove meses, presidente priorizou na agenda eventos militares e evangélicos
RIO - Em quase nove meses de gestão, o presidente Jair Bolsonaro priorizou despachos no Palácio do Planalto com seus ministros e funcionários; encontros com empresários, diplomatas e artistas amigos; eventos militares e evangélicos; conversas com seus filhos e congressistas mais próximos, entre eles o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Helio Negão. Por outro lado, Bolsonaro recebeu poucos representantes de grandes multinacionais, de acordo com levantamento feito pelo GLOBO nos compromissos registrados na agenda presidencial nesse período.
Segundo a agenda pública de Bolsonaro, foram recebidos no Planalto presidentes e CEO´s do Santander Brasil, Shell e Fiat Chrysler. A lista de empresários que se reuniram com o presidente inclui companhias menos conhecidas e, em outros casos, próximas a Bolsonaro desde a época da campanha, como o grupo Havan de Luciano Hang. Mas a interação com grandes grupos empresariais estrangeiros é limitada. Nem mesmo no Foro Mundial de Davos, na Suíça, o presidente dialogou, segundo sua agenda, com empresários de projeção internacional.
O envelhecimento da população e o preço dos imóveis residenciais
A tendência de urbanização crescente implica no aumento da população nas cidades. E um impacto muitas vezes esquecido que acompanha esse processo é a grande mudança na estrutura etária de seus habitantes.
Várias pesquisas mostraram que existe uma forte conexão entre faixas etárias e demanda por habitação. O “baby boom” nos EUA, na década de 1950, por exemplo, explica o substancial aumento nos preços dos imóveis residenciais na década de 1970, momento em que a demanda foi aquecida.
Porém, muitos países estão entrando numa fase de rápido envelhecimento populacional, e existe uma grande preocupação no sentido de compreender de que forma esse fenômeno afetará o mercado imobiliário e, em especial, o preço das habitações.
Longe da qualidade DE ENSINO
Em meio à pilha de dados produzida pelo novo Censo da Educação Superior, destacou-se o protagonismo assumido pelo ensino a distância na expansão da oferta universitária nacional.
No ano passado, o número de vagas oferecidas nessa modalidade ultrapassou pela primeira vez a do ensino presencial —7,2 milhões ante 6,4 milhões; em 2017, eram 4,7 milhões contra 6 milhões. Esse aumento decorre da multiplicação de cursos, cuja quantidade saltou no período de 2.108 para 3.177.
Trata-se de um mercado dominado pelo setor privado e que apresenta grande concentração. Os dados do censo mostram que mais de 80% dos alunos a distância estão matriculados em 20 instituições —somente uma delas pública— e 52% deles estudam em cinco grandes faculdades particulares.
Uma resposta para Greta
Participo nesta segunda (23), em Nova York, de uma mesa de debates sobre o meio ambiente, em um evento paralelo à Cúpula do Clima da ONU, que busca acelerar de forma ambiciosa os compromissos do Acordo de Paris para a contenção do aumento da temperatura do planeta.
Preparei-me para a discussão organizada pelos Movimentos Acredito, Agora e Livres sob o peso das notícias recentes, como o veto da União Europeia a 28 ativos de agrotóxicos liberados no Brasil e a cobrança por maior proteção da Amazônia feita por fundos de investimento de 30 países, que sozinhos somam R$ 65 trilhões.
Depois de o governo Bolsonaro observar nossa floresta queimar por dias a fio antes de esboçar uma ação e a ONU ter vetado o discurso que o Brasil faria hoje, por não termos apresentado novos compromissos contra as mudanças climáticas, reconheço, envergonhada, que entramos nessa semana do clima pela porta dos fundos.
Diante dos acontecimentos mais recentes, acompanhei com muita esperança a viagem de Greta Thunberg, a ativista sueca de apenas 16 anos que atravessou o Atlântico rumo à mesma NY em um veleiro movido a energia solar com zero emissão de gás, em protesto contra a indústria da aviação.
Sem articulação, oposição investe em ações no STF contra Bolsonaro
22 de setembro de 2019 | 05h00
Sem articulação ou votos suficientes no Congresso, partidos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro elegeram o Supremo Tribunal Federal como campo para atuar contra medidas tomadas pelo governo federal.
Levantamento feito pelo Estado aponta que nos nove primeiros meses deste ano o STF já recebeu 45 pedidos de derrubada de algum tipo iniciativa determinada pelo Palácio do Planalto. O número supera com folga as contestações apresentadas, no mesmo período, contra os antecessores de Bolsonaro desde a primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
O levantamento foi feito com dados do Supremo e abrange ações julgadas, arquivadas e ainda em tramitação desde 2003. Este ano, foram 29 ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) e 16 arguições de descumprimento de preceito fundamental (ADPFs), instrumentos jurídicos usados para contestar leis e atos normativos (mais informações nesta página).
Descubra a trajetória do vinho no Brasil na edição de setembro da revista do Clube Paladar

“Como tudo começou, afinal?” É com esse questionamento que a revista do Clube Paladar de setembro inicia os leitores na jornada do vinho pelo Brasil. Essa bebida, antes restrita às elites, perdeu seu aspecto de item exclusivo e adentrou os lares de milhões de brasileiros em todas as regiões do território nacional. De norte a sul, indo do Planalto Catarinense ao Vale do São Francisco, o guia está posto para quem deseja conhecer a produção local.
Os vinhos produzidos por aqui são precisamente o tema central desta edição. Mas não paramos por aí. Para montar um mapa completo com tudo o que a vida oferta de melhor, não poderiam faltar as viagens e a culinária. Há opções para os mais caseiros, que preferem explorar a metrópole em busca de pequenos tesouros escondidos, mas não deixamos de lado quem busca viajar à procura de paraísos naturais.

