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Entre hienas e leões - CARLOS JOSÉ MARQUES

LEÃO E HIENAS

 

O mandatário, todos sabem, tem uma visão muito própria — beirando o pueril — sobre os inimigos que assolam seus pesadelos dia e noite. Difícil mesmo é quando ele avança com essas fantasias sobre aqueles que até outro dia eram tidos como aliados, tratados com tapinhas nas costas. Ministros do Supremo, por exemplo. Foram eles ou não foram que acataram os apelos presidenciais e imolaram as investigações por corrupção para salvaguardar a honra e impunidade do filhote Flavio?

Bolsonaro, em diversos momentos, é injusto. Pouco agradecido. Até cruel. Em um vídeo publicado nas suas redes sociais — que, por mais que possa ter sido ato dos desvarios do outro rebento, Carluxo, o Messias assumiu como responsável final —, o STF é tratado aos pontapés. Seus ministros, classificados de hienas. No post, o leão Bolsonaro é rodeado por uma alcateia de hienas na savana.

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Dona de navio grego provocou acidente na Rússia e foi alvo de ataques piratas

Gabriel AlvesNicola Pamplona / FOLHA DE SP
 
NAVIO PETROLEIRO DA GRECIA
SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO

Sede da empresa proprietária do navio Bouboulina, suspeito de derramar o óleo que atinge as praias do Nordeste, a Grécia é líder global no mercado de navegação comercial, com a maior frota do mundo em termos de capacidade de transporte, mas não nutre boa fama.

A Delta Tankers, proprietária do navio sob suspeita, não tem bom histórico. Em 2016, um navio da empresa provocou um acidente na Rússia. Houve colisão no porto de Primorsk, na região de São Petesburgo. O prejuízo foi de US$ 27 milhões (R$ 107 milhões).

O próprio Boubolina já havia ganhado o noticiário internacional por ter sido atacado por piratas em julho de 2016, próximo ao litoral da Nigéria. Depois disso, seguiu sua rota e, entre os dias 20 e 27 de julho, atracou em portos brasileiros em São Francisco do Sul (SC), São Sebastião (SP) e Angra dos Reis (RJ).

A ligação da Grécia com o setor de navegação tem personagens polêmicos, como magnata Aristóteles Onassis, morto em 1975, e denúncias de corrupção, como caso investigado pela Lava Jato envolvendo propina paga a armadores gregos pela diretoria de Abastecimento da estatal em governos petistas.   

Rodrigo Luiz Zanethi, advogado e professor de direito marítimo portuário em Santos, cidade que abriga o maior porto do país, diz que os navios gregos não são conhecidos por serem bem-cuidados. "Como eles transportam a granel, o frete é mais baixo. E as empresas gastam pouco com a conservação do navio para dar lucro." Em geral, os navios conteineiros e de grandes empresas são melhor conservados, diz.

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A indústria da construção continua confiante

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2019 | 04h00

Ao contrário do que ocorre com a indústria brasileira em geral, o segmento da construção civil está em recuperação firme e tem bons prognósticos. É consequência da melhora do mercado imobiliário, que registra aumento tanto da produção como das vendas – visível pelo número de lançamentos na cidade de São Paulo.

Em outubro, a Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) mostrou que o Índice de Confiança da Construção (ICST) dessazonalizado atingiu 87,5 pontos, segunda melhor marca em 12 meses.

Embora o indicador ainda esteja abaixo da linha divisória de 100 pontos, que separam os campos positivo e negativo, cresceu a confiança dos empresários da construção no momento atual. Mas, como notou a coordenadora de Projetos da Construção da FGV-Ibre, economista Ana Maria Castelo, os empresários ainda não estão seguros quanto à continuidade da melhora. A demanda não é forte o bastante e limita a melhora dos negócios. Afinal, “o cenário de baixo crescimento do investimento responde por parte importante dessa insegurança em relação à retomada”, segundo Ana Maria.

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Escola Sem Partido divulga fotos de menores para criticar suposta lavagem cerebral

Anna Virginia Balloussier / FOLHA DE SP
PROTESTO DE ESCOLA SEM PARTIDO
RIO DE JANEIRO

"Lavagem cerebral concluída com sucesso", diz um tuíte do Escola Sem Partido publicado na segunda-feira (28). "Alunos transformados em militantes das pautas da esquerda —desarmamento, ambientalismo, causa LGBT."

À legenda somam-se fotos de estudantes, a maioria deles adolescentes, do Colégio Anchieta, instituição privada em Nova Friburgo (RJ) que pertence à Rede Jesuíta de Educação.

A exposição dos alunos pelo movimento, que critica o que julga como doutrinação ideológica nas escolas, é uma infração ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O documento, reconhecido como lei desde 1990, estabelece o direito à preservação da imagem e da identidade de menores de idade.

 

Situação fiscal é crítica ou difícil em 74% dos municípios do país, aponta Firjan

Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (31) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) revela um quadro grave da situação fiscal no país. A grande maioria dos municípios têm gestão fiscal considerada crítica ou difícil, e 1/3 deles sequer conseguem se sustentar financeiramente.

A análise foi feita a partir do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), construído com base nas contas municipais de 2018 enviadas pelas prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Foram analisados 5.337 dos 5.568 municípios brasileiros - 100 descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e não deram transparência às suas contas, e outras 131 enviaram dados inconsistentes para a STN, o que impediu a análise pela Firjan.

O índice é composto por quatro indicadores (Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez, e Investimentos) e vai de 0 a 1 – quanto maior, melhor a gestão fiscal.

Do total de prefeituras analisadas, 40,5% têm situação crítica, 33,4% difícil, 22,1% boa, e apenas 4% obtiveram excelência na gestão fiscal.

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Quem colocou o porteiro na tuba?, eis o mistério...

Josias de Souza

31/10/2019 01h38

https://conteudo.imguol.com.br/blogs/58/files/2019/10/BolsonaroSergioLimaAFP-300x200.jpg 

Está entendido que a voz do "seu Jair" não pode ter soado no interfone da casa 58 do condomínio Vivendas da Barra, no Rio, no dia 14 de março de 2018. Proprietário do imóvel, o então deputado Jair Bolsonaro dava expediente na Câmara, em Brasília. Não teria como autorizar a entrada de Élcio Queiroz, hoje preso sob a acusação de matar Marielle Franco. A voz que soa no sistema de áudio da portaria, atesta a perícia, é a do morador da casa 65, Ronnie Lessa, outro suspeito preso pelo mesmo crime. Falta esclarecer o seguinte: Quem colocou na tuba do inquérito um porteiro capaz de inventar em dois depoimentos à polícia que falou com "seu Jair"?

Afora os depoimentos, o áudio da portaria e os rastros de Bolsonaro em Brasília há sobre a mesa a planilha com os lançamentos feitos pelo porteiro naquele fatídico 14 de março do ano passado, dia da execução de Marielle Franco. Nesse documento, está anotado o nome de Élcio Queiroz e o número da casa 58 de Bolsonaro, não do imóvel 65 de Ronnie Lessa. Supondo-se que o porteiro não fosse um vidente capaz de antecipar a futura conversão de Bolsonaro de deputado em presidente da República, cabe perguntar: por que meteu o capitão na encrenca?

Há outro mistério no lance da irritação do presidente da República com a reportagem em que o Jornal Nacional levou os depoimentos do porteiro ao ventilador, sem sonegar à plateia a informação de que seu relato não ornava com os registros de presença do "seu Jair" na Câmara. Numa live improvisada na madrugada da Arábia Saudita, o capitão perdeu a linha: "Patifaria", "porra", "canalhas", "imprensa porca", "jornalismo podre"…

Entende-se que uma resposta era necessária. Mas isso poderia ter sido feito organizadamente, sem a teatralização bizarra que apequenou o ofendido. O próprio Bolsonaro declarou que o governador fluminense Wilson Witzel lhe informara 20 dias antes sobre as menções que o porteiro fizera ao seu nome. O caso subiu para o Supremo, disse o governador ao presidente. Por que Bolsonaro esperou a encrenca chegar à vitrine do Jornal Nacional para tomar providências?

Para que todo o mistério seja esclarecido, é essencial que os investigadores e a lógica comecem a caminhar na mesma direção.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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