Entre hienas e leões - CARLOS JOSÉ MARQUES

O mandatário, todos sabem, tem uma visão muito própria — beirando o pueril — sobre os inimigos que assolam seus pesadelos dia e noite. Difícil mesmo é quando ele avança com essas fantasias sobre aqueles que até outro dia eram tidos como aliados, tratados com tapinhas nas costas. Ministros do Supremo, por exemplo. Foram eles ou não foram que acataram os apelos presidenciais e imolaram as investigações por corrupção para salvaguardar a honra e impunidade do filhote Flavio?
Bolsonaro, em diversos momentos, é injusto. Pouco agradecido. Até cruel. Em um vídeo publicado nas suas redes sociais — que, por mais que possa ter sido ato dos desvarios do outro rebento, Carluxo, o Messias assumiu como responsável final —, o STF é tratado aos pontapés. Seus ministros, classificados de hienas. No post, o leão Bolsonaro é rodeado por uma alcateia de hienas na savana.
Dona de navio grego provocou acidente na Rússia e foi alvo de ataques piratas

Sede da empresa proprietária do navio Bouboulina, suspeito de derramar o óleo que atinge as praias do Nordeste, a Grécia é líder global no mercado de navegação comercial, com a maior frota do mundo em termos de capacidade de transporte, mas não nutre boa fama.
A Delta Tankers, proprietária do navio sob suspeita, não tem bom histórico. Em 2016, um navio da empresa provocou um acidente na Rússia. Houve colisão no porto de Primorsk, na região de São Petesburgo. O prejuízo foi de US$ 27 milhões (R$ 107 milhões).
O próprio Boubolina já havia ganhado o noticiário internacional por ter sido atacado por piratas em julho de 2016, próximo ao litoral da Nigéria. Depois disso, seguiu sua rota e, entre os dias 20 e 27 de julho, atracou em portos brasileiros em São Francisco do Sul (SC), São Sebastião (SP) e Angra dos Reis (RJ).
A ligação da Grécia com o setor de navegação tem personagens polêmicos, como magnata Aristóteles Onassis, morto em 1975, e denúncias de corrupção, como caso investigado pela Lava Jato envolvendo propina paga a armadores gregos pela diretoria de Abastecimento da estatal em governos petistas.
Rodrigo Luiz Zanethi, advogado e professor de direito marítimo portuário em Santos, cidade que abriga o maior porto do país, diz que os navios gregos não são conhecidos por serem bem-cuidados. "Como eles transportam a granel, o frete é mais baixo. E as empresas gastam pouco com a conservação do navio para dar lucro." Em geral, os navios conteineiros e de grandes empresas são melhor conservados, diz.
A indústria da construção continua confiante
01 de novembro de 2019 | 04h00
Ao contrário do que ocorre com a indústria brasileira em geral, o segmento da construção civil está em recuperação firme e tem bons prognósticos. É consequência da melhora do mercado imobiliário, que registra aumento tanto da produção como das vendas – visível pelo número de lançamentos na cidade de São Paulo.
Em outubro, a Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) mostrou que o Índice de Confiança da Construção (ICST) dessazonalizado atingiu 87,5 pontos, segunda melhor marca em 12 meses.
Embora o indicador ainda esteja abaixo da linha divisória de 100 pontos, que separam os campos positivo e negativo, cresceu a confiança dos empresários da construção no momento atual. Mas, como notou a coordenadora de Projetos da Construção da FGV-Ibre, economista Ana Maria Castelo, os empresários ainda não estão seguros quanto à continuidade da melhora. A demanda não é forte o bastante e limita a melhora dos negócios. Afinal, “o cenário de baixo crescimento do investimento responde por parte importante dessa insegurança em relação à retomada”, segundo Ana Maria.
Escola Sem Partido divulga fotos de menores para criticar suposta lavagem cerebral

"Lavagem cerebral concluída com sucesso", diz um tuíte do Escola Sem Partido publicado na segunda-feira (28). "Alunos transformados em militantes das pautas da esquerda —desarmamento, ambientalismo, causa LGBT."
À legenda somam-se fotos de estudantes, a maioria deles adolescentes, do Colégio Anchieta, instituição privada em Nova Friburgo (RJ) que pertence à Rede Jesuíta de Educação.
A exposição dos alunos pelo movimento, que critica o que julga como doutrinação ideológica nas escolas, é uma infração ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O documento, reconhecido como lei desde 1990, estabelece o direito à preservação da imagem e da identidade de menores de idade.

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