CNM defende programas focados na realidade dos Municípios para evitar obras inacabadas
Utilizar editais padronizados, fazer um bom planejamento e melhorar a fiscalização são alguns dos pontos levantados em audiência da comissão externa que analisa a situação de obras inacabadas no país a fim de evitar novos cenários. O debate, na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 30 de outubro, teve a participação do consultor da Confederação Nacional de Municípios (CNM) Humberto Canuso.
A forma como os programas são pensados no Brasil – de maneira centralizada no governo federal e igual para todo o país – foi apontada como uma lacuna que não prevê as especificidades de cada local. “Há projetos que são bons para uma região, mas que não atendem às outras. O prefeito fica encantado e assina o convênio, mas depois não sabe o que fazer”, advertiu Canuso. Ele listou que isso pode ocorrer porque a obra é inadequada à realidade local, mal projetada ou por falta de recursos para, de fato, oferecer o serviço.
Para evitar essas inadequações, o consultor lembrou que é preciso planejar as políticas públicas da base. “Com uma visão de baixo para cima, saber o que de fato é a necessidade no Município. É onde deve começar o planejamento”, opinou.
Uma grata surpresa - FOLHA DE SP

Jair Bolsonaro (PSL) retornou ao Brasil na semana passada após o maior giro externo desde que assumiu. Como seria previsível, polêmicas institucionais sérias se alternaram com episódios anedóticos que explicitam o provincianismo algo calculado do brasileiro.
O que é uma pena, não só pelo valor negativo intrínseco a essas distrações, mas também porque a viagem a cinco países registrou um balanço de pragmatismo e correção diplomática inauditos até aqui na gestão bolsonarista.
Tome-se por exemplo a escala de Bolsonaro na China. Apenas essa construção, unindo o presidente direitista e a ditadura comunista por ele tanto espicaçada, já causaria estranhamento. Mas foi uma visita bastante profissional.
Não eram esperados anúncios grandiosos, até porque a tradição chinesa desse tipo de contato interpessoal é a do estabelecimento de confiança. Qual avaliação Xi Jinping fez de Bolsonaro é incógnita, mas foi surpreendente ver o ideológico brasileiro se comportando de acordo com o objetivo da visita.
Países da antiga Iugoslávia mantêm relíquias brutalistas

A Torre Genex é impossível de não ser vista na estrada que vai do aeroporto de Belgrado, na Sérvia, até centro da cidade.
Seus dois blocos altos, conectados por uma ponte suspensa e cobertos por um restaurante rotativo que parece uma cápsula espacial, fechado há tempos, são uma visão tão incomum que a torre de 1977 virou ímã para turistas, apesar de anos de descuido.
A torre é um grande exemplo do brutalismo —um estilo arquitetônico popular nas décadas de 1950 e 1960, baseado em formas brutas de concreto armado. Ele foi muito adotado em todo o bloco oriental da Europa, mas a antiga Iugoslávia criou o seu próprio, aproveitando-o como uma maneira de forjar uma identidade visual equilibrada entre o Leste e o Ocidente.
Feudos - FOLHA DE SP
No século 18, todos os países eram pobres. A renda média por habitante era de cerca de US$ 1 por dia, mesmo na Inglaterra, e a expectativa de vida, perto de 40 anos.
Desde então, houve uma revolução econômica: a renda dos países desenvolvidos aumentou cem vezes e a expectativa de vida duplicou. Nas últimas décadas, cerca de 1 bilhão de pessoas saíram da linha da pobreza extrema nos países emergentes.
Um típico morador da África subsaariana atual vive melhor do que uma pessoa na França de 1700.
Jangada, uma das glórias do litoral, terá chegado ao fim?
Jangada, uma das glórias do litoral, terá chegado ao fim?
A jangada é tão onipresente no litoral do Brasil que foi notada logo na primeira vez que um europeu pôs os pés, oficialmente, no país.
Aconteceu no dia 26 de abril de 1500. A frota cabralina desembarcara em Coroa Vermelha, Bahia, para acompanhar a primeira missa. O que rolou naqueles dias tumultuados foi testemunhado por um especialista da pena: o escrivão Pero Vaz de Caminha:
…E alguns deles se metiam em almadias…duas ou três que aí tinham…as quais são feitas como as que eu já vi – somente três traves, atadas entre si. E ali se metiam quatro ou cinco, ou esses que queriam, não se afastando quase nada da terra, senão enquanto podiam tomar pé…
O esforço para domar a dívida - O ESTADO DE SP
03 de novembro de 2019 | 03h00
Apertadas no dia a dia, as famílias podem nem perceber os efeitos da política de corte de juros. Para o consumidor o crédito pode até estar mais acessível, mas continua caro. Para os cofres públicos, no entanto, a redução do custo financeiro produz benefício rápido, claro e traduzido em bilhões. Mesmo com esse alívio, o governo continua forçado a conter gastos importantes para a produção, o emprego e o bem-estar dos brasileiros. Mas alguns sinais positivos nas contas oficiais são incontestáveis. Os juros custaram R$ 360,03 bilhões ao setor público nos 12 meses até setembro. Nos 12 meses terminados em setembro do ano passado essa despesa havia chegado a R$ 401 bilhões. Com essa mudança, o custo financeiro nas contas governamentais passou em um ano de 5,94% para 5,10% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados são das Estatísticas Fiscais elaboradas mensalmente pelo Banco Central (BC).
O peso da dívida continua muito grande, mas pelo menos alguns fatores vêm facilitando a administração do problema. Juros em queda e inflação contida explicam boa parte da melhora. Ainda será necessário, no entanto, muito trabalho para conter o enorme endividamento e reduzi-lo a proporções mais seguras.


