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Férias de 60 dias custam R$ 4 bi por ano Estadão Conteúdo

A estimativa foi feita pelo governo e inclui despesas como o pagamento do adicional de 1/3 de férias e do abono pecuniário – a popular “venda de férias”. Os principais beneficiados são membros do Judiciário e do Ministério Público, que têm direito a dois meses de descanso remunerado. É o dobro da maioria dos trabalhadores, que conta apenas com 30 dias.

Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo no domingo, 10, apesar do desejo do governo de reduzir os “penduricalhos”, juízes, promotores e procuradores, além de parlamentares, deverão ficar de fora do texto da reforma administrativa que será enviada ao Congresso Nacional. Isso porque a análise jurídica é que somente o Legislativo poderia modificar as regras que regem as carreiras dos membros desses poderes.

A equipe econômica, porém, apoia iniciativas para eliminar, durante a tramitação da proposta, as benesses pagas a essas categorias. Já há conversas nesse sentido e deputados interessados em apresentar emendas incluindo promotores, juízes e parlamentares na reforma.

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Mensalidade escolar mais que dobrou em sete anos e deve ter novo aumento

Angela Pinho / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

Enquanto a renda do brasileiro ficou praticamente estagnada, as mensalidades escolares mais que dobraram nos últimos sete anos —e vão subir ainda mais em 2020.

Um boleto do ensino fundamental que, ao final de 2011, era de R$ 1.000, atualmente é de R$ 2.080, se ajustado pela inflação acumulada para essa etapa da escolaridade, calculada pelo IBGE.

Se o aumento tivesse seguido o índice inflacionário geral, medido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o valor seria consideravelmente menor: R$ 1.538.

Não que os colégios privados não tenham sentido a crise econômica. Os índices de aumento vêm caindo desde 2016 em quase todas as etapas, com exceção da creche. Mas seguem acima da inflação registrada no país —o único ano em que isso não ocorreu foi 2015.

A alta contínua dos custos tem levado famílias a trocar as escolas de seus filhos por outras mais baratas.
Foi a decisão que tomou Caroline Michalaros após saber que o colégio onde sua filha mais nova estuda hoje, o Maria Imaculada (zona sul de São Paulo), elevará a mensalidade em 6,5% em 2020.

Seu orçamento já estava apertado há dois anos e meio, quando ela perdeu o emprego. Ao saber do novo aumento, ela e o marido decidiram que não dava mais.

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Na Era Lula, bancos tiveram lucro recorde de R$ 199 bilhões

SÃO PAULO - A era Lula chega ao fim com um recorde na área financeira. O lucro líquido de uma amostra de nove bancos (entre eles, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco) somou R$ 174,075 bilhões entre 2003 e 2010, em valores nominais. Corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), essa cifra pula para R$ 199,455 bilhões, batendo de longe os resultados registrados durante a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. As mesmas nove instituições, entre 1995 e 2002, acumularam um ganho nominal de R$ 19,113 bilhões e R$ 30,798 bilhões a valores atuais. A diferença entre os lucros corrigidos pela inflação nos dois períodos é de 550%.

 

Os números foram compilados pela consultoria Economática, que usou na sua amostra as instituições que já divulgaram os resultados fechados de 2010. A consultoria também mediu a rentabilidade dos bancos. Durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique, o retorno sobre o patrimônio líquido oscilou entre a mínima de 8,41% (em 2000) e a máxima de 13,98% (1996). Com Luiz Inácio Lula da Silva à frente do Planalto, a rentabilidade mediana nunca foi inferior a 13,08% (2008) e o teto para a amostra estudada chegou a 17,66% (em 2006).

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Empresas nunca ganharam tanto, diz Lula

Presidente pede ousadia no comércio exterior e critica "trambique" de companhias com derivativos

MARCELO NINIO / FOLHA DE SP
ENVIADO ESPECIAL A ISTAMBUL

Uma provocação e uma crítica. Assim o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu os disparos que fez ontem contra o empresariado brasileiro, em visita a Istambul (Turquia). Ele criticou aqueles que aplicaram em derivativos, que chamou de "trambique", e provocou os que não têm ousadia para buscar novos mercados no exterior.


Ao falar sobre as origens da crise financeira mundial a um grupo de empresários turcos e brasileiros, o presidente atacou a ganância de empresas brasileiras, que decidiram especular em vez de lucrarem apenas com a produção.


"Se tem uma coisa que nenhum empresário brasileiro pode se queixar nos meus seis anos de mandato é que nunca se ganhou tanto dinheiro como no meu governo", disse Lula.


O presidente repetiu as críticas que costuma fazer à falta de regulação no mercado financeiro, que permitiu a bancos dos países desenvolvidos alavancar seus investimentos de forma especulativa e descontrolada. Para ele, o lado bom da crise é que, com ela, "a máscara caiu", revelando a necessidade de maior intervenção estatal.


Em seguida, disparou contra as empresas que aplicaram em derivativos (operações financeiras para assumir, limitar ou transferir riscos) e apostaram no câmbio. Na plateia, havia representantes de pelo menos duas companhias que fizeram esse tipo de operação, Sadia e Embraer. Ambos preferiram não reagir aos ataques.

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Lula morde isca de Bolsonaro e Guedes ao atacar economia

Fernando Canzian / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

Em São Bernardo do Campo no sábado (9), o ex-presidente Lula evocou a “destruição” das estatais e dos empregos da população mais jovem, além da recém aprovada reforma da Previdência, como bases do “projeto econômico que vai empobrecer ainda mais a sociedade brasileira”.

Citando nominalmente grandes empresas e bancos, Lula sugeriu a existência de um conluio entre as classes dominantes e o governo de Jair Bolsonaro (PSL) contra o povo mais humilde. 

Disse ainda que a queda dos juros não chegou ao bolso dos trabalhadores e que o atual governo está tirando dinheiro da área social —numa referência ao teto de gastos.

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Eles contra eles - FOLHA DE SP

Há muito mais dúvidas do que certezas a respeito do futuro político e jurídico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva —agora livre, mas ainda inelegível, alvo de  processos e sujeito a novas jurisprudências.

Fato é que o cacique petista se mostra disposto a empregar sua versão mais messiânica no esforço de despertar uma oposição de esquerda carente de ideias e lideranças. Seus primeiros movimentos fora da cela o confirmam.

No imediato reencontro com palanques e microfones, Lula atacou os inimigos imagináveis: o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro Sergio Moro, claro, mas também milicianos, a reforma da Previdência, Donald Trump e, como seu antípoda, a imprensa.

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