Busque abaixo o que você precisa!

Piscinas com algo a mais

MARCELO LIMA - O ESTADO DE SÃO PAULO

Além de proporcionar momentos de lazer e descontração, a piscina pode ter também uma função contemplativa. Confira sete projetos que fogem do convencional

Com projeto de Alexandre Furcolin, piscina natural reproduz lago, incluindo vegetação submersa e areia no fundo
 

Com projeto de Alexandre Furcolin, piscina natural reproduz lago, incluindo vegetação submersa e areia no fundo Foto: Zeca Wittner

Seja para se exercitar ou para desfrutar de momentos de relaxamento e lazer, nos dias de calor é ao redor da piscina que tudo acontece. Engana-se, no entanto, quem atribui à piscina apenas um papel recreativo. Além de proporcionar momentos de descontração, uma boa piscina pode ter também uma função contemplativa. Como acontece nestes projetos, nos quais, independentemente de seu formato, tamanho e condições de implantação, elas se harmonizam perfeitamente com seu entorno, valorizando os imóveis nas quais estão inseridas. Confira:

Monica Antunes
Ver G

Drone de US$ 11 milhões utilizado em ataque foi guiado dos EUA

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

04 de janeiro de 2020 | 06h00

O ataque veio do ar, veio em silêncio - e foi brutal: os dois mísseis do tipo Hellfire disparados por um drone americano MQ-9 Reaper, atingiram os dois carros blindados que rodavam no centro de um comboio maior. As ogivas de 10 kg explodiram com intervalo de 1,2 segundo, segundo relatório do Comando Conjunto de Operações Especiais, do Departamento de Defesa, em Washington, matando nove pessoas.

Drone americano MQ-9 Reaper
Uma foto do arquivo da Força Aérea dos EUA mostrando um veículo aéreo não tripulado MQ-9 Reaper durante uma missão de combate no sul do Afeganistão em 2008  Foto: Tenente-coronel Leslie Pratt / Força Aérea dos EUA através do New York Times

O general iraniano Qassim Suleimani era o alvo. O sub-comandante Abu Mahdi al-Muhandis, da Força de Mobilização Popular (FMP), um movimento iraquiano pró-Irã, também morreu. A ação foi o resultado de um longo e complexo processo de apuração de dados de inteligência coletados por agentes de campo, informantes secretos, interceptação eletrônica de mensagens, rastreamento por meio de aeronaves de reconhecimento e "outras plataformas de caráter reservado", de acordo com o Pentágono. O procedimento utilizou recursos de tecnologia comprovada. O Reaper é o maior modelo da sua classe, podendo permanecer em voo durante 14 horas levando carga externa máxima de 1,4 tonelada - uma combinação de sensores digitais e até quatro Hellfire, com alcance entre 500 metros e 11 km, guiados por um feixe de luz laser.

Leia mais...

Milhares de pessoas evacuadas por incêndios na Austrália que ameaçam cortes de energia

Redação, O Estado de S. Paulo

04 de janeiro de 2020 | 14h10
Atualizado 05 de janeiro de 2020 | 00h49

O céu escureceu e choveu cinzas neste sábado, 4, no sudeste da Austrália, região devorada por incêndios violentos que expulsaram dezenas de milhares de pessoas de suas casas e que ameaçam com cortes de energia cidades como Sydney. Ao todo, estima-se que pelo menos 24 pessoas já tenham sido vítimas das chamas.

Incêndio na Austrália
Bombeiro combate incêndio em floresta de Tomerong, em Nova Gales do Sul, na Austrália. Foto: Matthew Abbott / The New York Times

Neste sábado, foram registradas novas temperaturas acima de 40°C e ventos fortes que inflamam as centenas de incêndios florestais que devoram o país há quatro meses. A maioria deles está fora de controle.

A primeira-ministra de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, alertou que as piores hipóteses previstas para este sábado "estão sendo cumpridas".

"Esses ventos fortes e as altas temperaturas" devem continuar pela noite, afirmou o chefe dos Bombeiros do estado, Shane Fitzsimmons.

As autoridades alertaram que pode haver cortes no fornecimento de energia na maior cidade da Austrália, pois o incêndio destruiu as linhas de transmissão de energia. Por isso, pediram aos habitantes que reduzissem o consumo energético.

No sudeste do país, a região mais populosa, foi declarado estado de emergência. Na sexta-feira, 3, foi dada a ordem de evacuar mais de 100 mil pessoas de três estados.

Leia mais...

Pecuária intensiva e integrada à soja faz fazenda ecológica multiplicar produção

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2020 | 05h00

Correções: 04/01/2020 | 15h18

SÃO PAULO - Quando Pelerson Penido decidiu modificar o negócio de décadas da família, sua maior preocupação era fazer a velha fazenda de gado dar certo. Os animais cultivados de modo extensivo não se mostravam rentáveis, a terra estava seca, o pasto, improdutivo. Era quase mais vantajoso deixar o dinheiro no banco do que na fazenda. Ele, então, intensificou a pecuária, integrou com o plantio de soja e, em apenas dez anos, aumentou a produção de alimentos em 40 vezes sem derrubar nenhuma árvore. Sustentabilidade não era sua meta, mas se tornou a consequência de suas ações. E hoje é seu plano futuro. Com a agropecuária, ele quer melhorar o planeta.

ctv-qgr-roncador
Fazenda Roncador, no norte de Mato Grosso, que já teve pecuária extensiva, passou por um processo de intensificação da pastagem e integração com a lavoura de soja Foto: Marcos Lopes

Penido, que comanda uma das principais fazendas de gado e soja do Brasil, a Roncador, em Querência (MT), trilha um caminho considerado uma das melhores alternativas para um setor que vem acumulando má fama em sua relação com o ambiente. A agropecuária é a atividade econômica responsável pela maior parte das emissões de gases de efeito estufa no País, tanto por causa do desmatamento associado para expansão da fronteira quanto pela fermentação entérica dos animais.

No início de agosto, quando as queimadas escancaravam a alta do desmate na Amazônia provocado em parte por madeireiros e pecuaristas, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) revelou que 23% das emissões de gases-estufa mundiais são provenientes da agropecuária e do desmatamento. O corpo científico declarou que combater a perda das florestas e produzir alimentos de forma mais sustentável são fundamentais para conter o aquecimento global. E ainda sugeriu que a humanidade consuma menos carne.

“Todo mundo fala mal do boi. Coitado do boi...”, reflete Penido. “Mas não precisa ser assim. Fazendo as coisas certas, em vez de emitir, passamos a sequestrar carbono”, diz, em referência a um dos principais resultados da transformação da Roncador. Considerando o balanço de toda a operação, a fazenda, que na safra de 2007-2008 emitia 46,7 mil toneladas de CO2-equivalente, passou a capturar, em 2018, 89 mil toneladas de CO2-equivalente. “A gente neutraliza as emissões anuais de 51 mil carros”, calcula.

Por “coisas certas”, Penido resume: “fazer gestão, medir, aplicar”. Para ele, falta isso para o pecuarista tradicional: medir e entender os dados da própria fazenda. Foi o que lhe deu base para saber quais vacas retirar do pasto porque não ficavam prenhes, recuperar a área e ajustar a taxa de lotação. 

A pecuária, que ocupava quase 60 mil hectares da fazenda (cerca de metade era degradada), foi intensificada e hoje alcança cerca de 30 mil hectares (o equivalente a cerca de 30 mil campos de futebol). A produção de carne, por sua vez, cresceu 30%. Parte da área original foi convertida para um sistema consorciado que alterna pasto com soja - a chamada integração lavoura-pecuária (ILP). 

A fazenda cria 70 mil cabeças de gado e, na última safra, produziu 1,4 milhões de sacas de 60 quilos de soja - no total, produz 40 vezes mais alimentos que há uma década. “E a expectativa é dobrar a produção de carne em quatro anos”, diz Penido.

Leia mais...

Fundo de Participação dos Municípios precisa mudar

A PEC do Pacto Federativo propõe que municípios de menos de 5.000 habitantes, e que não tenham receita tributária equivalente a 10% da sua receita total, devem ser incorporados a outros. A ideia é acabar com administrações municipais pequenas, que oferecem poucos serviços públicos e gastam a maior parte do dinheiro com os salários da burocracia.

De fato, desde 1980 foram criados 1.579 municípios. Atualmente, 23% dos 5.570 municípios têm menos de 5.000 habitantes. 

É preciso, contudo, entender que a criação de municípios é impulsionada pela possibilidade de receber elevadas transferências. Em especial, aquelas provenientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).O FPM é uma transferência, da União para os municípios, de 24,5% das receitas de Imposto de Renda e IPI.

Está prevista na Constituição e existe desde a Carta de 1946. Em 2018, transferiu R$ 104 bilhões. Para 30% dos municípios é a principal fonte de receita.

Várias leis definem regras complexas de partilha do FPM entre os municípios. Na prática, essas regras beneficiam os municípios de baixa população. Por isso, estimulam as emancipações. Em 2017, municípios de até 5.000 habitantes receberam, em média, R$ 2.300 per capita do FPM. Valor quatro vezes maior que os R$ 567 per capita transferidos às cidades com 30 mil a 50 mil habitantes.

Esse viés nas regras de partilha decorre, provavelmente, da ideia de que município pequeno é município pobre. Nos anos 1940 e 1950, quando surgiu o FPM, isso talvez fizesse sentido. Os menores municípios do país ficavam no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Sete décadas depois, essa realidade mudou.

A migração e a multiplicação dos municípios fizeram com que a região Sul passasse a ter os municípios menos populosos, com média de 25 mil habitantes, contra 34 mil no Nordeste e 44 mil no Norte.

Em consequência, o FPM passou a aguçar a desigualdade regional. Um município do Norte recebe, em média, R$ 811 per capita. No Nordeste, R$ 948. No Sudeste, R$ 1.144. No Sul, R$ 1.396. A correlação entre FPM per capita e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é zero: não há redistribuição para os mais pobres.

Para piorar, o perdedor típico é o município médio, localizado em região metropolitana, de alta densidade demográfica e rápido crescimento populacional.

É nessas localidades onde há pressão de demanda por serviços públicos: bairros periféricos crescem e requerem urbanização, saneamento e escolas. Movimentação entre municípios demanda corredores de transporte. Crime, favelas, pobreza e desemprego estão aí concentrados.

A maior capacidade de arrecadação tributária desses núcleos metropolitanos não compensa a perda que têm com a má distribuição do FPM. A soma de FPM e arrecadação própria é de R$ 1.600 per capita nos municípios tipicamente perdedores na partilha do FPM. Nos pequenos municípios rurais, privilegiados pelo Fundo, é 70% maior: R$ 2.700 per capita.

Mais importante que tentar acabar à força com os pequenos municípios, como propõe a PEC do Pacto Federativo, é redirecionar o FPM para onde o dinheiro público é mais necessário.

Leia mais...

Bolsonaro anistia grilagem, freia novas áreas indígenas e estaciona reforma agrária

Fabiano Maisonnave / FOLHA DE SÃOPAULO
MANAUS

Fiel ao discurso de campanha e aos ruralistas, o presidente Jair Bolsonaro assinou, em dezembro, medida provisória que abre caminho para a legalização de terras griladas, principalmente na Amazônia. Também congelou a reforma agrária e as demarcações de terras indígenas e quilombolas neste primeiro ano de governo. 

Em 10 de dezembro, Bolsonaro assinou a medida provisória 910, que dá espaço para a privatização de terras públicas invadidas ilegalmente até o final de 2018. Para virar lei, é preciso a aprovação no prazo máximo de 120 dias pelo Congresso, onde terá o apoio da bancada ruralista. 

É a segunda anistia à grilagem dos últimos anos. Em 2017, o governo Michel Temer (MDB) já havia estendido o prazo para a regularização de terras públicas invadidas de 2004 para 2011.

A nova MP também estabelece que o Incra (órgão federal de terras) não exigirá vistoria prévia para regularizar imóveis de até 15 módulos fiscais (de 75 hectares a 1.650 hectares, dependendo do município). O limite anterior era de 4 módulos fiscais (20 ha a 440 ha).

Ao justificar a medida, o governo afirma que a medida beneficiará 300 mil famílias instaladas em terras da União, principalmente em projetos de reforma agrária. Assegura também que fará vistoria caso o imóvel esteja embargado por infração ambiental ou tenha suspeita de outras irregularidades.

Apesar do discurso oficial de que as mudanças favorecem o pequeno produtor, a MP 911 foi criticada por organizações que defendem a reforma agrária, como a CPT (Comissão Pastoral da Terra), e elogiada por entidades ligadas ao agronegócio, caso da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Para a CPT, a MP fortalece a aliança de Bolsonaro com o agronegócio ao mesmo tempo em que não inclui a demarcação de terras, um dos principais focos de conflito por terras. 

No documento Perspectivas 2020, a CNA afirma que a medida vai aumentar a segurança jurídica dos produtores que atuam na Amazônia Legal. A entidade também espera que Bolsonaro avance em sua promessa para criar legislação que permita agricultura mecanizada e pecuária em terras indígenas.

Leia mais...

Compartilhar Conteúdo

444