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Sem movimento, lojas fecham após obra do VLT que não saiu do papel em Cuiabá

Pablo Rodrigo / FOLHA DE SP
 
TRILHOS DO VLT
CUIABÁ

Há oito anos, Cuiabá foi remodelada para receber o VLT. As principais vias, tanto de Cuiabá quanto de Várzea Grande, tiveram seus canteiros centrais adaptados para implantação do modal. Árvores foram retiradas e algumas casas nas imediações foram desapropriadas e demolidas. 

Nas avenidas que abrigavam grandes comércios hoje, porém, é difícil encontrar algum estabelecimento aberto. 

Em vez da modernidade, as obras dificultaram o acesso à avenida, o que fez com que o movimento diminuísse e os recursos ficassem escassos. 

Ao lado do aeroporto Marechal Rondon, o  que se vê são estruturas de concreto e vigas metálicas do que um dia seria o VLT

 

Nas demais avenidas, trilhos abandonados são a única lembrança da promessa, cobertos de mato pelo abandono. 

Os vagões que por lá deveriam passar seguem estacionados no que foi denominado "cemitério do VLT". Embaixo de sol e chuva, eles se deterioram à espera da resolução do imbróglio.

 

Eleito no 1º turno das eleições de 2018, o governador Mauro Mendes (DEM) prometeu apresentar uma solução definitiva para a novela. Nesta semana, porém, admitiu que não conseguirá cumprir a promessa de campanha e adiou a definição dos rumos da obra para 2020.

"Eu realmente disse que em até um ano daria uma solução. Peço desculpas. Não foi possível. Nós criamos uma comissão e tivemos que colocar o governo federal, porque tem verba federal, tem financiamento feito pela Caixa Econômica”, disse o governador.

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Cessão onerosa: recurso deve ser transferido em 31 de dezembro

CNM/DivulgaçãoAs prefeituras devem receber os valores da cessão onerosa durante o dia 31 de dezembro. A informação foi confirmada pelo Ministério da Economia e pelo Banco do Brasil, que fará a transferência para a conta bancária do Fundo Especial do Petróleo (FEP), aberta e já em uso pelo Município. A verba poderá ser usada em 2020. Fruto de conquista municipalista, os recursos somam R$ 5,3 bilhões (15% do total arrecadado), partilhados entre os Municípios brasileiros.

A parcela da receita oriunda da cessão onerosa que ingressará nos cofres municipais ainda em 2019 reforçará a Lei Orçamentária Municipal que já se encontra em execução, que não previu originalmente tal ingresso de recurso. Com isso, deverão ser aprovados créditos adicionais na modalidade suplementar ou especial indicando como fonte o excesso de arrecadação. Caso o crédito orçamentário seja utilizado apenas no exercício financeiro de 2020, deverá ser aberto crédito adicional tendo como fonte o superávit financeiro.

A rubrica da verba será definida pelos Tribunais de Contas Estaduais de cada unidade da Federação. A Nota Técnica 24/2019 da Confederação Nacional de Municípios (CNM) explica como deve ser o tratamento contábil do bônus de assinatura do leilão da concessão de exploração dos poços da camada do pré-sal. A entidade ressalta aos gestores municipais que, segundo informado pelo Banco do Brasil, a verba não é repassada a todos os Entes na mesma hora. Devido o sistema de transação, é esperado que as transferências ocorram durante o dia.

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Águas da transposição do Rio São Francisco chegam ao último reservatório antes do Ceará

BARRAGEM RECEBE AGUA DO SF

 

Após as comportas da barragem Negreiros, em Salgueiro (PE), serem abertas, na última sexta-feira (3), as águas do “Velho Chico” voltaram a percorrer os trechos do canal do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) e já estão enchendo o reservatório Milagres, no município de Verdejante (PE). Esta é a última estrutura antes de a água do rio chegar ao território cearense.  

A expectativa é que a barragem de Jati, no município homônimo do Cariri, receba as águas do Rio São Francisco apenas no fim do mês de março, segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Isso porque o período de três meses é o prazo estipulado para a barragem de Milagres ficar cheia, antes de seguir para o Ceará.  

Hoje, o Eixo Norte do Pisf ultrapassa 97% de execução física. Esta etapa será responsável por levar a água da Transposição aos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.  

Caminho das águas 

Da barragem de Jati, o recurso hídrico segue até o Açude Castanhão, pelo Cinturão das Águas do Ceará (CAC), para abastecer a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Pela obra estadual, a água será transportada por 53 quilômetros do chamado “eixo emergencial”.

O recurso hídrico, captado em Jati, seguirá por gravidade até Missão Velha, onde será direcionado ao Riacho Seco, seguindo pelo Rio Salgado até desaguar no Rio Jaguaribe, onde cairá no maior reservatório do Estado. COM DIARIONORDESTE

O impasse na saúde brasileira

SUS 2020

 

 

 

 

Ainda bem que existe o Sistema Unificado de Saúde (SUS) e tomara que ele não piore e nem perca importância. Se isso acontecer, o equilíbrio precário entre saúde privada e pública no Brasil pode ser alterado a qualquer momento. Quem tem dinheiro para pagar um plano, o equivalente a 25% da população do País, consegue no serviço privado o atendimento que necessita.

 

Quem não pode, os outros 75% dos brasileiros, mais de 160 milhões de pessoas, usa o sistema público, que tem funcionamento desigual – em alguns locais é bom e em outros, como no Rio de Janeiro, enfrenta problemas de demora de atendimento e falta de capacidade para a prestação de serviços – mas, de um modo geral, atende as necessidades dos pacientes. Nos últimos anos, por causa da crise econômica e do desemprego, houve uma redução de três milhões de usuários nos planos de saúde. O resultado foi o aumento da pressão sobre o SUS, que ampliou o número de consultas e procedimentos hospitalares.

 

Outro efeito da crise foi o desenvolvimento de uma terceira via da saúde, que inclui o uso de aplicativos médicos, o aumento da utilização de clínicas e hospitais populares e a busca de planos mais baratos. Em 2020, essa terceira via continuará em expansão.

 

O SUS é a única opção para os mais pobres, mas apresenta problemas como o longo tempo de espera por uma consulta, exame ou cirurgia

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Cafés especiais ajudam produtores de Minas a conquistar novos mercados

Marília Miragaia / FOLHA DE SP
 
CAFE DE MINAS
PATROCÍNIO (MG)

​Cafeicultores da região do Cerrado Mineiro, no noroeste do estado, estão expandindo o cultivo de grãos especiais e apostando em um certificado de origem para valorizar sua produção e conquistar novos mercados.

Para ser chamado de especial, o café deve ser livre de impurezas e seguir parâmetros de aroma e sabor (ter acidez equilibrada, por exemplo), entre outras exigências, de acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais.

O investimento nesse cultivo atende a uma demanda crescente. Segundo estimativa da entidade, o consumo nacional de cafés especiais aumentou 15% entre 2018 e 2019, chegando a 72 mil toneladas.

Na fazenda Semente, no município de Patrocínio, a duas horas de Uberlândia, o plantio desses cafés começou há dois anos. Na última colheita, os grãos especiais representaram cerca de 10% da produção.
Virgínia Siqueira, 50, dona da propriedade, diz que o café especial ajuda a abrir mercados, mas requer mais cuidados que o produto comum, da lavoura à armazenagem.

Para conseguir cafés de nível superior, muitas vezes é preciso fazer a colheita manual, na qual são selecionados com maior precisão os grãos maduros, que vão proporcionar doçura à bebida.

A família da agricultora atua no Cerrado Mineiro desde os anos 1970, quando a cafeicultura se iniciou por ali, segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. “Naquela época, ninguém acreditava que era possível produzir um produto de qualidade na região”, afirma Virgínia.

Mas avanços foram conseguidos com a adição de calcário para corrigir o solo ácido e com o desenvolvimento de sistemas de irrigação, entre outros processos.

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Evite em 2020 estes três erros que cometeu em seus investimentos de 2019

Michael Viriato / FOLHA DE SP

O início de ano é um momento de reflexão e promessa. Refletir sobre o que errou no ano anterior e prometer a si mesmo o que deve evitar no ano que se inicia. Analiso três destes erros que muitos cometeram em 2019 e proponho alternativas para melhorar o desempenho de sua carteira em 2020.

Caderneta de Poupança

Segundo relatório do Banco Central do Brasil (BC) de 03/01/2020, o saldo em caderneta de poupança acumulava ao final de 2019 o total de R$ 844,3 bilhões. Pior que o saldo é saber que a captação líquida neste ano que se encerrou foi de R$12,2 bilhões.

A rentabilidade da poupança em 2019 foi de 4,18%. Esta rentabilidade deve se equiparar com a inflação medida pelo IPCA para o mesmo período. Logo, o investidor que aplicou na poupança teve apenas a correção de seu poder de compra. Mas a perspectiva deste produto é muito pior.

A caderneta rende 70% da taxa Selic. Portanto, ela deve se valorizar apenas 3,15% ao ano (ou 0,26% ao mês) a partir de dezembro de 2019. Como a meta de inflação do BC é de 4% em 2020, o investidor da poupança deve perder da inflação mesmo que o BC seja eficiente em sua responsabilidade.

Então por que tantos brasileiros continuam aplicando, mesmo sabendo que vão ter um resultado certo ruim?

Existem dois falsos argumentos que são usualmente utilizados para justificar a aplicação na poupança.

Alguns argumentam que a poupança seria uma alternativa para investimentos de liquidez, mas isto é uma falácia. A poupança não é um investimento de liquidez. Se resgatada entre as datas de aniversário, ela perde seu retorno. As alternativas de liquidez à poupança são fundos DIs ou CDBs de liquidez diária que remunerem mais de 83% do CDI.

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