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Mandetta ajusta discurso à pregação de Bolsonaro... - JOSIAS DE SOUZA

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

19/03/2020 06h21

Adepto da teoria da palmeira única, Jair Bolsonaro não convive pacificamente com ministros que brotam no gramado do governo como autoridades capazes de fazer sombra ao chefe. Emitiu sinais de incômodo com a desenvoltura de Henrique Mandetta na administração da crise do coronavírus. O ministro da Saúde cuidou de ajustar o seu discurso às obsessões e conveniências do chefe.

Médico de formação, Mandetta vinha colecionando elogios por encostar na ciência e na boa técnica a estratégia do seu ministério para enfrentar o tsunami sanitário. Nesta quarta-feira, na entrevista conjunta comandada por Bolsonaro, o ministro adicionou à sua pregação médica os "impactos econômicos".

"É muito fácil falar 'fecha tudo', não deixe ninguém sair, quando as pessoas tem ainda muita informalidade, pouco recurso, precisa ser criado plano de alternativa econômica", afirmou Mandetta. "Eu preciso muito da equipe do ministro Paulo Guedes."

Na véspera, Bolsonaro lamentara que o esvaziamento de eventos como jogos de futebol prejudique os ambulantes que faturam ao redor dos estádios. Sem citar nomes, o presidente criticara governadores por adotarem providências de recolhimento social que potencializam a anestesia da economia.

Ecoando o chefe, Mandetta criticou "esses fechamentos de estrada que alguns governadores insinuam." Absteve-se de citar nomes. "Não adianta fechar tudo e faltar o frango que está pronto para chegar", disse o ministro. "Você segura uma coisa e desabastece a outra. Se eu não chegar com o cloro, para por na água de todo Brasil, que é servida para 200 milhões de brasileiros, a gente sai do vírus e cai em problema da qualidade da água."

Na segunda-feira, um dia depois de Bolsonaro ter participado de manifestação anti-Congresso e anti-STF, Mandetta reuniu-se com os chefes do Legislativo e do Judiciário. O presidente deplorou o noticiário sobre esse encontro. Abespinhou-se especialmente com as reportagens que associavam sua ausência a um plano urdido pelos presidentes das Casas legislativas e do Supremo para desgastá-lo.

Sem que ninguém perguntasse, Mandetta apressou-se em explicar durante a entrevista o porquê do encontro. Foi "para pedir que eles tragam sugestões de ritos sumários" de compras, flexibilizando a lei das licitações. Nessa versão, a legislação seria um estorvo incompatível com a necessidade de adquirir rapidamente materiais e equipamentos para combater o coronavírus.

O ministro teve o cuidado de realçar que Bolsonaro receberia à noite, no Planalto, os chefes dos outros poderes. O encontro aconteceu. Mas os presidentes do Senado e da Câmara não deram as caras.

O senador Davi Alcolumbre, infectado pelo coronavírus, mandou dizer que estava de molho em casa. Rodrigo Maia presidia sessão noturna na Câmara. Antes, Maia avisou que não iria ao Planalto apenas para tirar uma foto ao lado de Bolsonaro. Escaldato, condicionou o encontro à existência de uma pauta previamente definida.

Após cruzar os últimos dias desaconselhando aglomerações e contatos interpessoais, Mandetta flexibilizou sua cartilha para tentar atenuar as pauladas que Bolsonaro vem recebendo por ter participado da manifestação pró-governo do último domingo.

O ministro lembrou que, naquele dia, os devotos de Bolsonaro não foram os únicos a levar os sapatos ao meio-fio. Como se isso liberasse o presidente da República de dar o exemplo. "Naquele domingo, a gente viu as praias do Rio lotadas, o Leblon lotado, São Paulo lotado..."

De repente, Mandetta passou a achar natural que o brasileiro demore a assimilar as recomendações da pasta que dirige. "Todo mundo começa a enxergar coletivamente. É típico de epidemias que as coisas se deem assim. É típico que, na sociedade como um todo, a gente vá gradativamente vendo a sinalização dos casos" de confirmação de contágio. "Não existe uma receita de bolo. O Brasil é um continente, não estamos falando de um país pequenininho."

De resto, o ministro passou a encarar com naturalidade o fato de Bolsonaro ter confraternizado com apoiadores na frente do Planalto, a despeito de estar sob monitoramento médico. "O presidente testou negativo", disse Mandetta, ecoando o chefe.

O ministro deu de ombros para o fato de que Bolsonaro, embora dispusesse de exame atestando que não fora contaminado pelo coronavírus, ainda aguardava o resultado de uma contraprova.

Mandetta equiparou o monitoramento do presidente ao de um brasileiro qualquer: "O que a gente diria se fosse um cidadão comum? Caso você tenha sinais, sintomas, procure uma unidade de saúde."

Comparado àquele ministro tecnicamente cioso das entrevistas anteriores, o Mandetta da coletiva conjunta coordenada por Bolsonaro soou em determinados momentos como uma espécie de sub-Mandetta.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Em meio à quarentena, espanhóis fazem panelaço em protesto contra o rei

MADRI - Batendo panelas de suas sacadas, milhares de espanhóis em quarentena por causa da pandemia de coronavírus se manifestaram durante um pronunciamento do rei Felipe nesta quarta-feira.

Repetindo um protesto do dia anterior ao meio-dia, pessoas no centro de Madri, convocadas por mensagens nas mídias sociais, exigiram que o rei emérito Juan Carlos I doasse milhões que ele teria recebido da Arábia Saudita ao sistema de saúde em dificuldades.

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Os espanhóis também têm ido às suas sacadas para exaltar os profissionais de saúde durante o bloqueio no segundo país mais atingido pela Europa pelo vírus, depois da Itália. Eles estão confinados em suas casas desde sábado, com exceção de passeios essenciais.

"O aplauso é para quem cuida de nós. As panelas são para que o dinheiro da corrupção vá para o nosso sistema de saúde", disse o movimento de esquerda Más País em um tuíte.

PanelaçoProtestos contra Bolsonaro são registrados no Rio durante coletiva sobre coronavírus

Mesmo nos bairros tradicionalmente conservadores de Madri, o barulho das panelas e frigideiras era ensurdecedor, quase silenciando as palavras de Felipe exortando os espanhóis a vencer a epidemia juntos.

— Agora devemos deixar de lado nossas diferenças. Precisamos nos unir em torno do mesmo objetivo: superar essa situação séria. E temos que fazer isso juntos... com serenidade e confiança, mas também com determinação e energia —afirmou Felipe.

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Foi o seu primeiro discurso extraordinário à nação desde 2017, no auge de uma crise constitucional causada por uma breve declaração de independência dos separatistas catalães.

Leia mais:Após estudo que prevê 2,2 milhões de mortes por coronavírus, Trump adota novas medidas de contenção

Na quarta-feira à noite, o som de panelas e frigideiras tocou também nas ruas de Barcelona, onde o protesto havia sido convocado por partidos separatistas.

O rei Felipe anunciou no domingo que renunciou à herança de seu pai, Juan Carlos, e retirou do ex-monarca um subsídio do palácio.

Um jornal suíço informou que, quando era rei, Juan Carlos aceitou US $ 100 milhões da Arábia Saudita. O rei emérito, que abdicou em 2014 após quase 40 anos no trono, não comentou a notícia

A família real disse em comunicado que Juan Carlos não havia contado ao filho sobre os fundos sauditas.

Reuters / O GLOBO

BOLSONARO DISTORCE A REALIDADE Espetáculo patético

Foi deprimente assistir ao presidente da República, fantasiado com uma máscara medicinal que lhe caía a todo o momento da face, tentar distorcer a realidade, transformando sua irresponsabilidade em ação para tranqüilizar a população.

Diante deste quadro dantesco da pandemia do Covid-19, vem o presidente Bolsonaro dizer que sempre se preocupou com o povo, e por isso foi apertar as mãos de seus correligionários. Não é possível aceitar tamanha desfaçatez, sobretudo porque ele mente em várias dimensões.

Disse que sabia que não estava infectado, quando o exame de contraprova só foi feito no dia seguinte à manifestação. Garantiu que não há vídeo mostrando que convocara a reunião, quando sua fala em Roraima foi mostrada em jornais televisivos e circula pela internet.

Jair Bolsonaro aproveitou a coletiva de imprensa sobre coronavírus para fazer não uma autocrítica, mas um auto-elogio de seu governo, pedindo aplausos para si mesmo, o “técnico” de “um time que está ganhando de goleada”. E insistiu no erro, ao alertar: “Não se surpreenda se você me ver (sic), nos próximos dias, entrando no metrô lotado em São Paulo ou na barcaça Rio-Niterói”.

Mesmo admitindo que a pandemia é grave, disse que o país já enfrentou problemas mais graves no passado sem tanta repercussão na mídia, mas não deu exemplos. Para todos os líderes mundiais, a pandemia do Covid-19 é a mais grave de uma geração.

“Minha obrigação de chefe de Estado é antecipar os problemas e levar a verdade que não ultrapasse limite do pânico”, alegou desajeitadamente.

 O panelaço de ontem à noite nas principais cidades do Brasil, que fora precedido por outro, na terça-feira, mostra que o presidente Bolsonaro já perdeu uma parte razoável de seu eleitorado na classe média.

O sinal que essa manifestação nos dá é de que o apoio ao presidente hoje é apenas de uma minoria radical. O panelaço foi parte fundamental para a criação do clima favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma, e é uma demonstração de protesto da classe média, que começa a considerar que o governo não está atendendo às necessidades do momento.

Com as atitudes que tomou em relação ao coronavirus, Bolsonaro demonstrou claramente que não é preparado para a presidência da República. Na hora em que ele coloca o país em risco porque demora a tomar providências, fingindo que é tudo fantasia da grande mídia, chega-se à conclusão de que o presidente está fora da realidade.

Tanto assim que minimizou panelaços, e convocou outro a seu favor, mais uma vez para tentar confundir. Ao distorcer a realidade para mitigar a frustração que vem provocando em vasta parte do eleitorado que já se arrepende de tê-lo como presidente, que já se reflete nas redes sociais e nas pesquisas de opinião, Bolsonaro mostra que tem apego apenas a seus interesses eleitorais.

Esse cinismo facilmente desmascarado nos tempos atuais, em que tudo é registrado em qualquer lugar do mundo pelos novos meios, só faz aumentar o repúdio a um tipo de político que usa o povo em seu benefício. Ele é um péssimo exemplo, e se transforma num perigo à saúde pública além de ser agressivo, polêmico e ter dividido o país.

É de dar engulhos ouvirem-se seguidas mentiras da boca daquele que deveria representar o respeito às leis e a responsabilidade social, especialmente neste momento em que, além dos problemas inerentes à pandemia, vemos escancarada nossa desigualdade social extrema, que nos traz mais graves dificuldades para cuidar da saúde pública.

 A rápida disseminação do vírus Covid-19 ameaça a todos, mas principalmente aos mais pobres, que moram amontoados em comunidades sem esgotamento sanitário ou limpeza pública. Esses precisam, além do dinheiro que o governo acertadamente vai distribuir, do exemplo do presidente da República para resistirem a esses tempos muito duros que temos pela frente.

Não precisamos de um espetáculo patético de ministros mascarados sem necessidade, só para fazer fotos. 

O pastelão e as panelas - Por Bernardo Mello Franco

BOLSONARO COM MASCARA

A cena de Jair Bolsonaro tapando os olhos com uma máscara cirúrgica, em tentativa desastrada de cobrir o nariz e a boca, produziu uma boa alegoria do drama brasileiro. Assombrado pela pandemia do coronavírus, o país se vê nas mãos de um sujeito que não consegue proteger o próprio rosto.

O pastelão do Planalto lembrou um quadro dos Trapalhões. A pretexto de mostrar preocupação com a doença, o capitão e seus ministros se fantasiaram de médicos. O uso cenográfico das máscaras contrariou as normas sanitárias. Em outro momento Didi Mocó, Bolsonaro desistiu do teatro e pendurou sua peça na orelha.

O presidente dedicou a maior parte da entrevista a atacar a imprensa e provocar adversários. Um dos alvos foi o governador do Rio, que pediu ao povo que evitasse a praia. O capitão também insistiu no discurso de que a mídia fomenta a “histeria”. Uma afronta a jornalistas e profissionais de saúde que tentam informar a população e reduzir a velocidade do contágio.

O jogo de Bolsonaro é outro. Ontem ele mentiu diante das câmeras ao negar que tenha incentivado as manifestações do último domingo. Para seu azar, a farsa foi derrubada em tempo real. Além de distribuir convocações pelo WhatsApp, ele usou uma solenidade militar para estimular a participação nos atos.

Ao comentar as marchas, que contrariaram o esforço para evitar aglomerações, o capitão disse que “sabia dos riscos que corria”. Esqueceu de dizer que também pôs a saúde dos outros em xeque. Ao furar a norma de isolamento, ele ainda não tinha a contraprova do exame para saber se estava infectado.

Num surto de sinceridade, Bolsonaro admitiu a falta de estrutura para enfrentar a pandemia. “Nosso sistema de saúde não tem condições de atender uma quantidade considerável de pacientes”, disse.

Em seguida, voltou a fazer propaganda de si mesmo. “Nosso time está ganhando de goleada. Então vamos fazer justiça, vamos elogiar seu técnico, que se chama Jair Bolsonaro”, pediu. Pelo volume dos panelaços em diversas capitais, faltou combinar com a torcida. O GLOBO

Panelaços em capitais expõem desgaste de Bolsonaro após crise do coronavírus

Bernardo Mello / O GLOBO

 

RIO — O presidente Jair Bolsonaro assistiu a um aprofundamento de seu desgaste nas ruas de várias capitais do país na quarta-feira, com três panelaços contra o seu governo e um a favor — convocado pelo próprio presidente em entrevista coletiva à tarde, numa tentativa de se contrapor ao chamado feito pelas redes sociais por críticos de sua gestão. As reações negativas já eram maioria no mundo virtual desde o início da semana. Um levantamento da startup de tecnologia Arquimedes apontou mais de 80% de menções negativas a Bolsonaro em publicações no Twitter, na segunda e na terça-feira, em postagens que tinham o Covid-19 como assunto.

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Panelaços contra Bolsonaro foram registrados no Rio, Niterói (RJ), São Paulo, Santos (SP), Brasília, Salvador, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba. No Rio, houve protestos nas Zonas Sul, Norte e Oeste, além do Centro. Em São Paulo, panelaços foram ouvidos em vários pontos da periferia e de bairros nobres, como Pinheiros, Jardins, Consolação, Bela Vista, Vila Romana e Sumaré. O protesto na capital paulista durou cerca de 40 minutos. Além do barulho de panelas, as críticas ao presidente apareceram também através de projeções feitas em prédios e em gritos de “fora, Bolsonaro!” e “miliciano”. Apesar de convocado inicialmente para as 20h30, uma hora antes já havia panelas sendo batidas. Já a manifestação a favor de Bolsonaro estava marcada para as 21h e teve gritos de “mito”, apesar de mais tímida.

Para cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO, o fato de os panelaços não terem se restringido a um único horário indica um movimento espontâneo. Em entrevista coletiva ontem à tarde, Bolsonaro também reconheceu a espontaneidade do movimento, mas fez críticas a adversários e reforçou o convite para que seus apoiadores se manifestassem às 21h.

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— No tocante ao panelaço, parece que é algo espontâneo da população. Qualquer movimento que parta da população eu encaro como expressão da democracia — declarou Bolsonaro à tarde.

Entrevista de máscara

Bolsonaro, que vinha classificando como “histeria” as reações à pandemia, sinalizou uma mudança de tom ao convocar uma entrevista coletiva para detalhar, ao lado de seus ministros, medidas de combate ao novo coronavírus. O presidente apareceu de máscara, assim como todos os ministros, mas retirou e manuseou o objeto com as mãos em diversos momentos.

Bolsonaro também tentou convocar uma reunião com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para as 20h, próxima ao horário previsto para o panelaço de seus opositores. Alcolumbre recebeu ontem resultado positivo para o seu teste de Covid-19, e a reunião com Bolsonaro não aconteceu.

Segundo um levantamento da startup de tecnologia Arquimedes, que analisou mais de 260 mil tweets entre segunda e terça-feira, as menções negativas a Bolsonaro ultrapassaram o percentual de 80% quando o assunto era o novo coronavírus. O levantamento apontou ainda que o principal assunto da rede nos dois dias foi a reprovação à participação de Bolsonaro nas manifestações pró-governo, quando cumprimentou apoiadores em Brasília.

Ontem, o blog da colunista Bela Megale revelou um áudio, enviado pelo deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ) a um grupo com outros parlamentares bolsonaristras, pedindo que o presidente fosse “acalmado” e refizesse seu discurso sobre o coronavírus. No áudio, Lima disse estar “apreensivo” com a “falta de cuidado” demonstrada pelo presidente nos últimos dias.

De acordo com pesquisadores da Arquimedes, o volume de menções negativas a Bolsonaro nas redes sinaliza que a preocupação com a pandemia extrapolou a polarização ideológica.

— O que as redes apontam é um consenso da sociedade de que essa questão tem de ser levada mais a sério, independentemente de posições políticas. Parece que Bolsonaro se alarmou com os panelaços desde ontem (terça), percebeu o descasamento entre o que a sociedade deseja e o que ele vinha passando — afirmou Pedro Bruzzi, diretor e fundador da Arquimedes.

Guerra política

Na avaliação de especialistas, apesar de adotar um discurso mais técnico e reconhecer que a situação é de “gravidade”, o presidente não abandonou o tom de “guerra política”. Para o cientista político Fernando Schüler, do Insper, Bolsonaro aparentou reconhecer que as atitudes dos últimos dias “agrediram as pessoas”, mas segue fazendo “opções de risco”.

— A polarização leva o país a ter disputas de panelaço mesmo em um momento de crise de saúde pública, e Jair Bolsonaro também opera na base dessa guerra política. Houve uma inflexão ontem, mas ao mesmo tempo ele mantém ataques a adversários, numa tentativa de engajar a militância — analisou Fernando Schüler.  

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