Busque abaixo o que você precisa!

Investigadores com pé-de-cabra e julgadores com pés de barro favorecem Lula... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2021/02/09/investigadores-com-pe-de-cabra-e-julgadores-com-pes-de-barro-favorecem-lula.

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

09/02/2021 04h53

Duas anormalidades premiaram Lula com a perspectiva de anulação da sentença do caso do tríplex do Guarujá. A primeira anomalia é o processo com pé-de-cabra, em que a violação de regras é vista como meio aceitável para atingir o fim desejado: a condenação. A segunda esquisitice, é a Justiça de pés de barro, que utiliza todos os estratagemas para atingir o subterfúgio indesejável: o favorecimento de encrencados que, acima de um certo nível de poder e renda, se comportam como se nenhuma ilegalidade justificasse uma reprimenda.

Não é que surgiu de repente uma prova da inocência de Lula. A questão é que a troca de mensagens entre Sergio Moro e procuradores de Curitiba, especialmente Deltan Dallagnol, forneceu material para que a defesa do ex-presidiário petista finalmente emplacasse o enredo da perseguição política.

Não é que os segredos extraídos pelos hackers dos celulares da Lava Jato pulverizaram conclusões referendadas por colegiados do TRF-4 e do STJ. A questão é que a exposição do pé-de-cabra estimulou magistrados com pés de barro a se mexerem sem receio de expor os calcanhares de vidro. Moro e os procuradores, pilhados em sua proximidade juridicamente tóxica, tentam em vão colocar em dúvida a autenticidade das mensagens em que aparecem trocando figurinhas, combinando ações, subvertendo regras, caçoando dos investigados. O pedaço do Supremo que se equipa para declarar a suspeição de Moro leva uma vantagem. Seus membros comunicam-se a portas fechadas ou por ondas telepáticas, que não podem ser hackeadas.

Em sintonia com os advogados de Lula, a ala do Supremo que prepara o enterro da condenação segue duas linhas de argumentação: a linha da "restauração do devido processo legal" e a linha da "revisão dos abusos da República de Curitiba. A turma dos pés de barro concluiu que as duas estratégias são tão boas que podem ser aplicadas em muitos outros processos.

A estratégia do devido processo legal é boa porque permite aos culpados e seus cúmplices chamar conivência de "garantismo". A defesa da contenção dos arroubos de Curitiba é boa porque dispensa os seus cultores de recordar que os condenados —Lula entre eles— perambulam pela conjuntura acorrentados a confissões e evidências.

O Brasil vive um momento delicado. O que marca esse momento é a perspectiva de restauração da imoralidade. A roubalheira não atingiu o estágio epidêmico no Brasil por acaso. Os oligarcas tornaram-se corruptos porque a corrupção costuma ser mal investigada e bem defendida.

Num cenário assim, é desalentadora a constatação de que os responsáveis pela maior operação anticorrupção da história comportavam-se como adolescentes num grupo de família de aplicativo de celular. Além do pé-de-cabra, vieram à luz tolices como "in Fux we trust". Ou pérolas juvenis que aproximaram a força-tarefa do ambiente de uma arquibancada de estádio de futebol: "Aha, uhu o Fachin é nosso!".

É igualmente triste perceber que há no Supremo ministros que confraternizam com réus. Não se privam de julgar casos envolvendo amigos. Se o cancelamento de sentenças vira moda, será necessário responder a um lote de indagações. Por exemplo: o que fazer com as 278 condenações decretadas em Curitiba? Como apagar sentenças que somam 2.611 anos de cadeia? A quem devolver os R$ 4 bilhões roubados que já retornaram aos cofres públicos? Pode-se anular sentenças e devolvê-las à primeira instância. Mas a tanta roubalheira não cabe num forno de pizza. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

OMS considera “extremamente improvável” que coronavírus tenha sido gerado em laboratório

Os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investigam na China as origens da pandemia afirmaram nesta terça-feira (9) que não têm provas da presença da covid-19 na cidade de Wuhan antes de dezembro de 2019, nem encontram a espécie animal que poderia transmitir o vírus ao ser humano. “Não há evidências suficientes (…) para determinar se o Sars-Cov-2 se propagou em Wuhan antes de dezembro de 2019”, disse Liang Wannian, chefe da equipe de cientistas chineses, em uma entrevista coletiva.

Esta cidade do centro da China é considerada o marco zero da pandemia por ter registrado os primeiros casos de coronavírus no fim de 2019. Desde então, a pandemia matou mais de 2,3 milhões de pessoas no planeta. Os especialistas da OMS e cientistas chineses que integram a missão também anunciaram que não identificaram a espécie animal que pode ter sido responsável pela transmissão do vírus aos seres humanos.

A transmissão a partir de um animal é provável, mas “não se identificou ainda”, disse Liang Wannian. De acordo com Peter Ben Embarek, coordenador da delegação da OMS, a hipótese mais provável é a transmissão do vírus via um animal intermediário. Porém, a teoria precisa de “investigações mais específicas e precisas”, admitiu.

Além disso, os especialistas consideraram que a teoria de que o vírus da covid-19 foi gerado em um laboratório de Wuhan e se propagou para o exterior devido a um erro é “extremamente improvável”. “A hipótese de um acidente em um laboratório é extremamente improvável para explicar a introdução do vírus no homem”, declarou Ben Embarek.

“Na verdade, não faz parte das hipóteses que sugerimos para estudos futuros”, acrescentou, minimizando uma declaração do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que acusou o Instituto de Virologia de Wuhan de ter deixado o vírus escapar, de forma consciente ou involuntária.ISTOÉ

A fila anda - Por Merval Pereira O GLOBO

A desintegração partidária exposta pelas traições em série na recente eleição para a presidência da Câmara provocou uma rebordosa que pode ter consequências profundas na corrida presidencial do próximo ano. Mostrando a resiliência da ressonância nacional da política do Rio, apesar dos pesares, o centro das negociações gira em torno de políticos daqui, como o próprio presidente Bolsonaro, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, o ex-deputado federal Miro Teixeira, o presidenciável Luciano Huck, entre outros.

A decisão de Rodrigo Maia de sair do DEM, sedimentada na entrevista que deu ontem ao jornal “Valor Econômico”, em consequência da vitória dos governistas para a presidência da Câmara e do Senado com dissidências de vários partidos que o apoiavam formalmente, mas não na prática, sobretudo o DEM, teve o condão de destravar uma série de negociações. Maia deve anunciar hoje oficialmente sua saída, mas não seu próximo destino, que pode ser o PSL renovado, livre dos bolsonaristas, ou o PSDB.

O governador João Doria jantou com Maia em São Paulo no domingo e o convidou formalmente para ir para o partido que preside, juntamente com o vice-governador Rodrigo Garcia. Ontem à noite, dando sequência a uma série de ações com que pretende assumir o controle de partido, Doria reuniu as principais lideranças no Palácio dos Bandeirantes para obter a expulsão do deputado federal Aécio Neves — que já tentou uma vez e não conseguiu —, forçando uma definição de maioria que é decisiva para sua campanha presidencial.

A garantia de que Doria realmente controla o partido é fundamental para que Maia possa tomar uma decisão. Doria sabe disso e disse a seus correligionários que somente sem ambiguidades o PSDB será um partido atraente, inclusive para Rodrigo Maia. Outra opção dele é o PSL, partido pelo qual o presidente Bolsonaro se elegeu e do qual saiu litigiosamente, em disputa dos fundos partidário e eleitoral.

O PSL elegeu a segunda maior bancada da Câmara em 2018, por isso tem direito à maior parte da divisão dos fundos, só sendo superado pelo PT. Mesmo perdendo vários integrantes nesses dois anos, especialmente com a saída do grupo de Bolsonaro, o PSL continuará tendo uma fonte de financiamento poderosa para 2022. Esse atrativo permitiria a formação de um novo partido, renomeado (quem sabe “Livres”), sem a presença de remanescentes do bolsonarismo, que poderia ser a base, eventualmente, de uma candidatura de Luciano Huck.

Maia não fala sobre seu futuro, mas o projeto do PSL remodelado, ligado aos movimentos de renovação política dos quais Huck participa, seria um projeto que o agradaria. Mas o fundo partidário também atrai os bolsonaristas, que veem na antiga sigla uma boa plataforma para enfrentar a campanha da reeleição com bala na agulha.

Tudo indica que agradaria mais a Luciano Bivar, que controla o partido, ter Maia como parceiro do que o ex-correligionário presidente. Mas a força de atração do poder eleitoral do presidente ainda pesa em decisões desse tipo. Huck teria a alternativa de filiar-se ao Cidadania, presidido por Roberto Freire, e a possibilidade de uma coligação com partidos como o Verde e o Rede. Será uma questão de balizar sua candidatura mais à direita ou mais à esquerda. Huck, no entanto, não pretende se envolver nessa disputa partidária. Ele continua interessado em debater ideias, defendendo que, no momento, é inócuo discutir legendas.

No campo da esquerda, quem atua com desenvoltura é Ciro Gomes, que ganhou esta semana o retorno do ex-deputado federal Miro Teixeira ao PDT, partido que liderou na Câmara por dez anos. Os dois foram ministros de Lula e estão empenhados em montar um programa que reflita um projeto de desenvolvimento para o país. Miro sugere que o título do livro de Gomes — “O dever da esperança” — poderia até mesmo ser o slogan da campanha, que foi convidado a coordenar pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, ressaltando que a coordenação da campanha sempre é do candidato.

Parece que a oposição está entendendo que, contra políticos personalistas e populistas como Lula e Bolsonaro, só um projeto de futuro pode mobilizar o eleitorado para sair do marasmo em que nos encontramos, depois uma longa enfermidade.

Médicos residentes do Hospital São Paulo denunciam falta de remédios e anunciam greve

Artur Rodrigues / folha de sp
SÃO PAULO

Em protesto contra falta de remédios e equipamentos, médicos residentes do Hospital São Paulo anunciam que entrarão em greve nesta terça-feira (9).

O Hospital São Paulo, que atende pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), é ligado à Unifesp, entre outras entidades, e é gerido por um conselho estratégico. A unidade vive há alguns anos uma crise financeira e, segundo profissionais, a situação piorou desde o ano passado.

De acordo com os médicos, há uma crise de abastecimento no hospital, onde faltam de antibióticos a luvas.

Questionado sobre o assunto, o hospital afirmou que o aumento de pacientes graves durante a pandemia de coronavírus gerou gastos não previstos. Além disso, a unidade diz que prevê normalização dos estoques em 48 horas.

A reportagem teve acesso a uma lista de quase 80 itens que, segundo os profissionais, estavam faltando no hospital nesta segunda. No material, entre os itens, estavam álcool, anestésicos e quimioterápicos. Há ainda gaze, seringas e aventais.

Os profissionais afirmam ainda que, devido aos problemas, pacientes em situação mais grave estão sendo encaminhados a outros hospitais.

O grupo grevista afirma que devem aderir ao grupo cerca de 100 residentes da área de clínica médica, mas outros grupos podem engrossar o movimento chegando a 300 profissionais.

Às 10h, haverá um ato em frente ao hospital, que fica na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista.

Apesar da greve, o atendimento não será totalmente interrompido, mas haverá diminuição do atendimento, como se fosse uma escala de feriado. Pelas regras do Conselho Federal de Medicina, os profissionais têm que manter 30% da equipe nos setores essenciais, dizem os médicos

O Hospital São Paulo vem vivendo uma crise financeira nos últimos anos. Em 2017, o governo federal decidiu suspender o repasse da verba do Programa Nacional de Reestruturaçãoo dos Hospitais Universitários Federais, o que agravou a situação da unidade.

Naquele mesmo ano, o hospital já apresentava problemas em relação a insumos hospitalares.

Questionada sobre o assunto, a assessoria de imprensa do hospital afirmou que "com a pandemia, a unidade tornou-se um hospital preferencialmente Covid, atendendo a um grande volume de pacientes graves, que geraram maiores custos, que não estavam previstos".

"Importante ressaltar que a unidade recebeu no 1º semestre de 2020 incentivos fiscais, recursos públicos e doações devido à pandemia, que permitiram o custeio das atividades, mas que, infelizmente, não se mantiveram no 2º semestre de 2020. Assim, o Conselho Estratégico do Hospital São Paulo tem trabalhado incessantemente para solucionar a falta de parte dos insumos, ocasionada recentemente pelo aumento no número de atendimentos e internações na unidade", diz a nota. .

Ainda de acordo com a unidade médica, parte dos itens em falta é substituída por similares e o restante estão em processo de aquisição emergencial, com previsão de normalização dos estoques em até 48 horas.

O hospital afirmou ainda que solicita "aos médicos residentes a manutenção das suas atividades visando a continuidade da assistência na instituição".

 

DEM, PSDB e MDB desarticularam a oposição e a resistência institucional

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2021 | 03h00

Em baixa nas pesquisas e na sociedade, mas em alta na política e no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro promove alianças tácitas com praticamente todo o leque partidário, desde o PT e o centro até a extrema direita e os aproveitadores de sempre. Resultado: é incrível como tudo parece andar para trás, de marcha à ré.

A Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro se transformam nos grandes vilões do Brasil. Em simbiose com o Centrão, o bolsonarismo raiz se infiltra em vistosos cargos do Congresso. A pauta conservadora, de armas e excludente de ilicitude, domina o debate nacional. Até as discussões sobre auxílio emergencial deixaram de ser movidas pela tragédia social e a preocupação econômica para atender interesses políticos.

LEIA TAMBÉM

Amigos e ministros são paus, pedras e vitrines para pandemia, vacinas, Manaus, combustíveis...

Amigos e ministros são paus, pedras e vitrines para pandemia, vacinas, Manaus, combustíveis...

Esse processo rumo ao atraso não é novidade, mas teve grande impulso com as eleições para as presidências da Câmara e do Senado e vive seu melhor momento com a súbita perda de relevância de Rodrigo Maia, a implosão humilhante do DEM, a estridente decadência do MDB e a falta de rumo e de juízo do PSDB, um partido sem líderes.

Bolsonaro tem todos os defeitos que nós sabemos e só não vê quem não quer, mas ele não é fraco, não. O capitão, que subjugou os generais e cooptou os escalões inferiores das Forças Armadas, também desarticulou a oposição política e a resistência institucional. O caminho está livre para tocar o projeto de Jair, Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro, sob inspiração do tal guru.

Governos, parlamentos e entidades estrangeiras, fundos de investimentos internacionais, ex-ministros, ex-chanceleres, ex-presidentes do Banco Central, centenas de padres católicos e pastores batistas, anglicanos, presbiterianos indignam-se com o que ocorre no Brasil, mas a realidade anda para um lado e a política vai na direção oposta.

Quem vai botar o pé na porta quando Bolsonaro atacar a democracia e as instituições? Arthur Lira, o presidente da Câmara que é líder do Centrão e cheio de problemas no Supremo? DEM, PSDB e MDB, que venderam a alma ao diabo e os votos por verbas, cargos e promessas de ministérios?

E quem vai garantir maioria pró-Lava Jato, já oscilante, no Supremo? O presidente Luiz Fux faz a parte dele, mas até quando um Alexandre de Moraes terá respaldo para segurar as investidas golpistas que vêm do outro lado da Praça dos Três Poderes?

O cenário é preocupante e DEM, PSDB e MDB têm grande responsabilidade nisso. Para além dos ataques estéreis entre Rodrigo Maia e ACM Neto, vamos aos fatos: DEM levou longos anos construindo uma imagem, renovando suas lideranças, equilibrando o liberalismo econômico com foco social e, assim, conquistou força e destaque na política nacional. Na hora decisiva para o País, porém, demoliu tudo num estalar de dedos.

DEM e PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab surgiram do racha do PFL, que tantos serviços prestou à redemocratização. Agora, tantos anos depois, eles voltam a se encontrar na mesma raia, que não é pragmática, só oportunista. Se Bolsonaro está forte politicamente e leiloando cargos, estão com ele. Se mais adiante tropeçar e despencar nas pesquisas, pulam fora.

ACM Neto tem pedigree, não é amador e não erraria de forma tão primária. Logo, é um risco calculado que não faz jus, digam o que quiserem, à história do PFL nem ao legado de Jorge Bornhausen, Marco Maciel e Guilherme Palmeira. E o mais triste é que os novos dissidentes não têm saída. PSDB? MDB? É trocar seis por meia dúzia.

Tudo sempre pode mudar, mas, neste momento, o tal candidato de centro é quase uma piada e Bolsonaro dá risadas ao se preparar para enfrentar o PT em 2022. Ou melhor, para enfrentar o próprio Lula. O caminho já poderá ser aplainado, hoje, pela Segunda Turma do Supremo.

Hora da escola - FOLHA DE SP

Além de provocar mortes por ações e omissões, a conduta de Jair Bolsonaro na pandemia contribuiu para acirrar a polarização política em debates que deveriam se guiar tão somente pela racionalidade e pelo interesse público. É o caso da volta do ensino presencial.

Diante da situação absurda de um presidente que atenta contra a saúde pública ao condenar o distanciamento social, boicotar vacinas e propagandear falsas curas, as precauções sanitárias tomadas por autoridades e cidadãos responsáveis não raro acabam tomadas como atos de resistência.

Nesse ambiente tóxico, qualquer iniciativa de flexibilização das restrições, mesmo necessária e bem fundamentada, corre mais risco de ser vista com desconfiança, quando não repulsa —e de se tornar motivo de embate radicalizado.

Assim se dá no retorno gradual das atividades escolares no estado de São Paulo, que avança nesta segunda-feira (8) sob a ameaça de uma greve dos professores. Como de hábito, o movimento foi decidido por uma parcela minúscula da categoria, estimada em 5.000 de um total de 190 mil profissionais.

A estratégia de reabertura leva em conta a gravidade da epidemia em cada região do estado e estabelece normas diferentes conforme o tipo de escola (estadual, municipal ou privada). Sempre se podem questionar os critérios, claro, mas o plano observa normas de prudência e situações particulares. Segundo dados da Unesco, 80% dos países já retomaram aulas presenciais, e o Brasil está entre os que passaram mais tempo sem elas. É evidente que não se trata de medida de fácil execução, dado que o mundo ainda aprende a lidar com os perigos do coronavírus. Nações ricas e pobres, porém, esforçam-se para evitar retrocessos nessa seara.

Não se deve subestimar o dano que tantos meses longe das salas de aula infligem ao aprendizado, sobretudo o dos alunos de famílias carentes e menos escolarizadas —para nem mencionar a perda da merenda e do convívio social.

São compreensíveis os temores de parte dos pais e docentes, mas é descabido encarar a questão como uma disputa entre defensores da vida e governantes insensíveis. A responsabilidade de todos os lados está em minimizar os riscos para a volta da atividade essencial.

Deixem-se a histeria e a mistificação para o irremediável Bolsonaro, a esta altura alvo de investigação preliminar da Procuradoria-Geral da República e de pedidos de impeachment pelo desgoverno da pandemia. O restante do país precisa zelar pela saúde pública e também pela educação de todos.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Compartilhar Conteúdo

444