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Barragem Germinal continua sangrando e Castanhão atinge nível histórico crítico

Conforme Cogerh, a Barragem Germinal, no Maciço de Baturité, continua sangrando após três meses.

A Barragem Germinal sangrou, atingiu o seu aporte hídrico máximo, há três meses, represando as águas do rio Pacoti. Hoje, o reservatório continua com 100% do seu volume, segundo o monitoramento da Cogerh, entretanto, os dados da capacidade do Germinal foram corrigidos para 2,1 milhões de m³, um milhão a menos em relação ao volume divulgado quando sangrou pela primeira vez, no dia 8 de maio passado.

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Uma revolução

Aproveitou-se o espaço político aberto pela mais grave crise econômica de que se tem registro, para se tentar algumas reformas estratégicas. A mais importante delas a fim de se alcançar algum equilíbrio fiscal, imprescindível para a economia voltar a crescer em bases saudáveis, a da Previdência, encalhou na crise política. Mas foi possível modernizar-se, enfim, em boa medida, a arcaica legislação trabalhista. Sob protestos de grupos que sempre se beneficiaram da tutela que o Estado passou a exercer sobre os trabalhadores, a partir da era Getulio Vargas, responsável pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), feita em 1943, sob inspiração da Carta del Lavoro, do fascismo de Mussolini.

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Reforma ultrajante

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2017 | 03h00

Diante da premente necessidade de uma profunda reforma política, que melhore a qualidade da representação e renove o sistema partidário, é um ultraje o que a Câmara dos Deputados, por meio da comissão responsável por estudar o tema, vem fazendo. Os pontos aprovados na semana passada fazem parecer que o objetivo da comissão é justamente piorar ainda mais o sistema político, com alterações que são verdadeiras aberrações.

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A picareta política e o buraco das contas

Rolf Kuntz, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2017 | 03h00

É preciso olhar para o jogo feio dos políticos e para o desarranjo das instituições, a começar pela muito louvada Constituição cidadã, para entender o buraco das contas públicas nacionais. Esse buraco é cavado principalmente com a picareta política. Esqueçam, por enquanto, os inocentes manuais de finanças públicas e de macroeconomia. Revejam o noticiário da semana. Centrão cobra cargos e ameaça travar Previdência foi a manchete do Estadão na quinta-feira. 

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Voracidade e desfaçatez

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2017 | 03h00

Parece imensurável a desfaçatez de autoproclamados dirigentes sindicais quando se trata de defender seus interesses e privilégios. Formados no modelo sindical de nítida inspiração fascista criado na ditadura do Estado Novo, esses dirigentes se acostumaram às facilidades financeiras propiciadas por um sistema que até agora lhes garantiu e às entidades que dirigem à sua moda dinheiro suficiente para sustentar seu conforto pessoal e suas arengas em nome dos direitos dos trabalhadores que dizem representar. Não querem perder a boquinha. Por isso, eles se esforçam para anular, na indispensável reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer no mês passado, aquilo que ela tem de mais modernizador e moralizador no que se refere à estrutura e à atividade sindical: o fim do imposto sindical. Pior ainda: mais do que restabelecer alguma forma de retirar compulsoriamente dinheiro do bolso do trabalhador para manter a atual estrutura sindical e seus imensos defeitos, eles querem duplicar ou até triplicar o montante que arrecadam por esse meio.

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O navio que apavora o Mediterrâneo - ISTOÉ

Já não importa muito se governos de países europeus acolhem ou não imigrantes. A Europa vai de braçadas em direção à extrema direita, e o risco maior, similar ao que precedeu o estouro da II Guerra Mundial, é que grupos radicais e fanáticos se organizam fortemente e agem à margem da política oficial de seus governos.

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