As condições em que Tasso fica no comando tucano

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (5), pelo jornalista Érico Firmo:
Foi cheia de meandros a decisão do PSDB de manter Tasso Jereissati (PSDB) na presidência interina do partido. O senador cearense entrou quando Aécio Neves, titular da função, foi afastado pela Justiça depois de flagrado em gravações de teor muito suspeito, para dizer o mínimo.
Gisele Bündchen parabeniza Sérgio Moro por Lava Jato em encontro nos Estados Unidos

Os compromissos públicos de Gisele Bündchen incluem vir a São Paulo a cada dois meses para fotografar campanhas publicitárias. Ela tem, no entanto, uma agenda secreta e politizada longe dos olhos dos fãs. Ao saber da palestra de Sergio Moro em Harvard, em abril, a modelo o convidou para tomar um chá da tarde na mansão onde mora, na cidade de Boston, perto da universidade. O juiz aceitou. O encontro durou uma hora e teve, além da presença de Gisele, a do marido, Tom Brady. A modelo parabenizou-o pela Operação Lava-Jato, depois o assunto girou em torno de futebol americano (Moro costuma ver jogos do Patriots, time de Brady). No ano passado, o casal recebeu no endereço o empresário Jorge Paulo Lemann, atual primeiro colocado no ranking dos bilionários brasileiros. (Veja)
Pendurado no vento
Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
06 Agosto 2017 | 05h00
O governo Michel Temer, que começou no rastro de um impeachment, já com uma carga naturalmente dramática, conquistou agora uma segunda chance. Não pode desperdiçá-la, mas o presidente consumiu sua energia política e seu “poder de convencimento” garantindo os votos na Câmara contra a denúncia da PGR e não cuidou de algo essencial: uma agenda que, além de sacudir o governo e o Congresso, mobilize a opinião pública.
Até o furacão JBS, Temer se esforçava para “descolar” a economia da crise política. Depois, concentrou-se em “descolar” os votos do Congresso da sua rejeição popular. Deu certo. Barrou a denúncia, apesar dos míseros 5% de popularidade, algo que só um congressista muito experiente como ele conseguiria.
São Paulo - Brasília
Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo
06 Agosto 2017 | 03h00
Morei e trabalhei dez anos em Brasília, um período de imersão na política brasileira, em que aprendi a andar pelos prédios de Niemeyer, a entender os códigos, a ler os sinais, a enxergar um pouco o que se passa nos bastidores. Já faz oito anos que voltei a São Paulo, minha cidade natal, mas neste período nunca passei mais que dois meses sem ir à capital federal, a trabalho ou para rever amigos.
Indignados reagem cedo contra os bilhões empenhados por Temer para compra de votos
Reagem muito cedo os indignados com os R$ 4,1 bilhões do Tesouro Nacional empenhados pelo denunciado Michel Temer para compra de votos na Câmara contra o seu afastamento.
Deputados esfregam as mãos e abrem os bolsos: o que a Câmara derrubou foi só o primeiro dos processos criminais contra o denunciado Temer previstos pelo procurador-geral Rodrigo Janot. A pirataria no Tesouro não está completada, portanto. Os deputados devem votar outra vez. E segundos votos queimativos na opinião do eleitorado, a caminho de ano eleitoral, não dispensam o aumento de preço.
Há uma distância entre frase de efeito de Janot e seu poder sobre a Câmara
Apoiado no que há de pior na sua base parlamentar e valendo-se dos piores instrumentos de persuasão, Michel Temer mostrou a força de seu método e garantiu-se na cadeira de presidente. Confirmando sua ameaça de que "enquanto houver bambu, lá vai flecha", o procurador-geral Rodrigo Janot mira novamente em Temer e se prepara para apresentar novas denúncias contra ele.

