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Recomeça a farra política - ISTOÉ

ANDRÉ DUSEK

Legendas de aluguel, candidatos de olho nas urnas, agremiações majoritárias e o elenco geral de parlamentares, governadores, prefeitos e agregados não pensam em outra coisa no momento. A “mãe” de todas as reformas, aquela que toca diretamente no destino e bolso dessa constelação de dependentes do voto, entrou na ordem do dia. Tem prazo até meados de setembro para ser aprovada. Caso contrário, suas regras não terão validade nas eleições de 2018. Sem ela será um “Deus nos acuda”. Repeteco de velhos vícios. Tramoias nas coligações. Acordos espúrios buscando tempo de veiculação de propaganda na TV. Disparada na quantidade de partidos na disputa. E mais grave, na concepção daqueles que estarão na corrida pela preferência popular: a falta de dinheiro. Sim, é com isso que estão fundamentalmente preocupados. Na prática, a turma do Congresso está fazendo a reforma política para resolver caixa de campanha. Arranjar um recursozinho extra. Meter a mão na bufunfa do Tesouro Público. Simples assim. Depois da proibição das contribuições de empresas. Depois da atenção redobrada da polícia sobre os esquemas de Caixa Dois. Depois do desencanto dos eleitores com seus representantes – enojados que estão devido às falcatruas sem fim.

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Uma vitória de Pirro

*Fernando Gabeira, O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2017 | 03h05

Trabalhando ao ar livre, em lugares de pobre conexão, nem sempre sigo os detalhes da patética cena política brasileira. Mas quando tento recuperar tudo no fim de semana, saio com uma sensação de que não perdi muito.

No caso da sobrevivência de Temer, triunfou a tese da estabilidade. Eu já a havia combatido, em nome de um equilíbrio dinâmico que soubesse combinar a retomada econômica com a luta contra a corrupção. Minha tese foi derrotada. Mas parcialmente, porque ela afirmava também que a estabilidade sem luta contra a corrupção se transformaria no seu contrário, era mais inquietante ainda.

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Vendo o futuro pelo retrovisor

*Flávio Tavares, Impresso

11 Agosto 2017 | 03h06

O caminho está sempre à nossa frente. Se nos parecer que está atrás, basta nos virarmos e já tudo muda. Assim não ficamos na estrada, inertes e inúteis. A vida é um ir em frente constante e nisso estão de acordo filósofos, religiosos, cientistas, rockeiros e chefs. Entre nós, porém, há quem veja o futuro pelo espelho retrovisor, com o amanhã lá atrás, naquilo que abandonamos por decrépito e gasto, ruim e maldoso.

Os escândalos (antes ocultos) que explodem pelo País mostram a caminhada rumo à maturidade. Foi-se o medo a que a omissão nos condenara e que nos fazia parte do crime, até sem o saber. E apareceu o velho conluio entre poder público e setor privado. A cada dia, novo horror e a mesma engrenagem. Só varia a soma.

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PMDB suspende funções partidárias de seis deputados que votaram contra Temer

BRASÍLIA — O PMDB decidiu nesta quinta-feira punir os deputados que votaram a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer na semana passada. Segundo comunicado da Executiva da legenda, esses seis parlamentares ficarão suspensos, por 60 dias, de suas funções partidárias. A medida, segundo técnicos do partido, é cautelar. Neste período, o Conselho de Ética do PMDB irá analisar as punições que serão aplicadas aos infiéis. Ao final do processo, o deputado poderá sofrer desde uma advertência, até a expulsão do partido.

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Advogado que atuou para Odebrecht e escapou da Lava Jato diz que empreiteira entregou prova falsa

Meias verdades O advogado Rodrigo Tacla Durán, que atuou por anos para a Odebrecht, acusa a empreiteira baiana de ter apresentado à Lava Jato extratos falsificados de um banco que ela comprou em Antígua, no Caribe, como provas de repasses de propinas. A acusação integra peça que ele enviou a Cingapura, para esclarecer operações financeiras que travou com a empresa naquele país. O MPF pediu a prisão de Durán, mas a Espanha, onde ele está em liberdade provisória, não quis extraditá-lo.

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Breves linhas sobre a reforma trabalhista

*Almir Pazzianotto Pinto, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 03h08

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos”

Mateus 16:17

A reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dá os primeiros passos com as Leis 13.429 e 13.467, ambas deste ano. A primeira confere legitimidade à terceirização. A segunda passará a vigorar em 120 dias. Trata-se de norma legal ambiciosa, complexa, destinada a modernizar a CLT. Somente, porém, após a incorporação gráfica à Consolidação conheceremos os resultados do casamento da nova com a velha lei, obra jurídica erguida sobre os princípios do contrato realidade, da hipossuficiência do trabalhador, da presença tutelar do Estado.

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