FHC lembra em livro da genitália que virou crise
Num instante em que o valor do político brasileiro é medido pela quantidade de mochilas que ele recebeu da Odebrecht num cabaré, é interessante recordar que houve no Brasil um presidente atípico. Chamava-se Itamar Franco. A exemplo de Michel Temer, foi uma espécie de interlúdio entre um impeachment e a eleição seguinte. Balançou no cargo. Quase caiu. Mas o escândalo que estremeceu sua autoridade foi causado não por propinas ou desvios milionários de verbas públicas, mas por uma calcinha. Ou, por outra, o cargo de Itamar esteve por um fio em função da falta de uma calcinha. Fernando Henrique Cardoso desenterrou o caso no seu novo livro, o terceiro volume da série Diários da Presidência, que acaba de chegar às prateleiras.
Quem paga a conta da carne fraca - ÉPOCA
Num início de dezembro, o Ministério da Agricultura, à época chefiado pelo economista Roberto Rodrigues, confirmou a existência de um foco de febre aftosa em uma propriedade em São Sebastião da Moreira, no Paraná. A doença é devastadora para o rebanho, com um vírus muito resistente e contagioso, capaz de viajar facilmente na carga através das fronteiras. A suspeita pairava havia dois meses, quando vieram à tona focos da doença no vizinho Mato Grosso do Sul.
A Lava Jato no encalço do PMDB - ÉPOCA
Após três longas sessões de debates, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) conseguiu aprovar em uma comissão mista do Congresso um relatório de sua autoria que agradava em cheio ao empresariado do setor elétrico. Tratava-se de ajustes na Medida Provisória no 688 de 2015, cujo objetivo era compensar usinas hidrelétricas por prejuízos decorrentes da falta de chuvas.
Juízes políticos? - Roberto Romano*
Alguém se candidata ao cargo de juiz. Para ganhar votos, distribui bolinhos, cupons de gasolina, pizzas para professores de escolas públicas, bebidas grátis para a patuleia. É assim que a campanha eleitoral de Thomas Spargo lhe fornece a toga em Nova York, no ano da graça de 1999. Eleito, Spargo cria elos com políticos que arrecadam estranhos fundos partidários. Sua esperteza lhe garante lugar elevado na judicatura, pois chega em 2001 à Suprema Corte do Estado.
Basta aplicar a lei - O ESTADO DE SP
Com a Lava Jato cada vez mais no encalço dos políticos, especialmente depois das 77 delações de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, o tema do caixa 2 voltou à tona, com uma incrível variedade de teses e argumentos. Há quem queira, por exemplo, fazer coro com o PT, que, desde os tempos do mensalão, tenta relativizar a prática, tratando-a como se fosse mero pecadilho contábil, sem maiores consequências para o País e para a democracia. Corrupção e caixa 2 seriam mundos completamente distintos.
Reformar os reformadores - O ESTADO DE SP
De repente, Brasília foi tomada pelo inconformismo em relação ao sistema político, dado como falido, daí a imperiosa necessidade de profunda reforma. Como destacado em editorial publicado neste espaço no domingo passado, não é mera coincidência que esse acendrado espírito reformista se manifeste exatamente no momento em que são expostos escândalos que o caciquismo partidário pretendia que continuassem na sombra.

