O crime e a política
O Estado de S.Paulo
13 Setembro 2017 | 03h11
Na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal a terceira denúncia, por organização criminosa, contra lideranças de um partido político. Antes haviam sido acusados políticos do PP e do PT. Agora, foi a vez de integrantes do PMDB. Os três casos parecem confirmar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) faz uso distorcido do material recolhido pela Operação Lava Jato, dando por certo que os partidos são organizações criminosas. Ou, pior ainda, que a atividade política pressupõe a prática criminosa.
Refugiada ganha vida nova no Brasil, perde irmão e vira símbolo para a ONU
Em 19 de setembro de 2014, Maha Mamo e os dois irmãos desembarcaram no Brasil pela porta aberta aos refugiados do conflito na Síria. Não era o caso dos três jovens filhos de sírios, mas nascidos e criados no Líbano. Frutos de um casamento inter-religioso, considerado ilegal na Síria, os irmãos Mamo viviam em um limbo burocrático como parte da legião de 10 milhões de apátridas, segundo estimativas da ONU.
Lula, o Maluf da esquerda
SÃO PAULO - A confissão de Antonio Palocci acaba com Lula? Bem, acho que dá para dizer que ela não ajuda o ex-presidente, mas me parece precipitado afirmar que encerre a carreira política do líder petista, que já conseguiu livrar-se de situações que pareciam impossíveis.
O primeiro ponto a considerar é que a bomba lançada por Palocci ainda está no terreno das declarações. O que ele diz tem peso por vir de quem vem, mas não chega a ser um "batom na cueca" como o vídeo de Rocha Loures com a mala de dinheiro.
Indisposição de STF com Rodrigo Janot nunca foi tão grande, dizem integrantes do tribunal
Perto do fim Integrantes do Supremo avaliam que dificilmente Rodrigo Janot será afastado pela corte dos casos que envolvem o presidente Michel Temer. Ainda assim, o chefe do MPF deve se preparar para ouvir uma série de críticas à sua atuação no julgamento desta quarta (13). Membros do tribunal afirmam que nunca antes o juízo sobre o trabalho de Janot foi tão ruim. Se o procurador-geral fica, dizem, é porque o tempo que lhe resta é tão pequeno que não vale o desgaste de impedi-lo.
IDEIAS DE UM NOVO CHICO

O Governo Federal chama de Projeto Novo Chico a proposta de revitalizar o velho rio, cansado de tanto desaguar. O anunciado prevê a recuperação e proteção de nascentes, de matas ciliares, construção de bacias para capturar água de enxurradas. Em julho, foi divulgado que a Codevasf investirá R$ 65 milhões nos próximos dois anos na região de Minas Gerais. É onde o rio nasce - na Serra da Canastra - e segue por 2,8 mil km até o mar - na divisa entre Alagoas e Sergipe. Tudo para aumentar a segurança hídrica. Com múltiplos usos, principalmente os irregulares, o São Francisco tem penado até chegar ao Atlântico.
NOVA EMPRESA FARÁ GESTÃO DO SÃO FRANCISCO

O Governo Federal está reavaliando qual modelo adotará para gerir o projeto da transposição do rio São Francisco. Parece ainda não ter fechado questão se será mesmo a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Nesta entrevista, o secretário nacional da Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Antônio de Pádua de Deus, confirma uma licitação, em andamento, que mudará os rumos antes dados como definidos. A empresa a ser contratada, dentro de dois meses, deverá ser a nova gestora de todo o projeto. O secretário diz que a certeza se será mesmo a Codevasf ou uma PPP sairá “do andar de cima” do Governo Federal. “É uma decisão política”, afirma. Ele informa que o projeto, previsto inicialmente para R$ 6 bilhões, deve bater a casa dos R$ 11 bilhões.

