TSE: Por que acertei? Porque opino com os fatos, não com o fígado
Fazer o quê, né? Acertei em cheio sobre qual seria a decisão do TSE na primeira sessão do julgamento que vai decidir sobre o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer. Algumas bocas de aluguel, ávidas por uma pouco mais de irrelevância barulhenta, saem por aí a proclamar que só acerto porque, afinal, Gilmar Mendes, presidente do TSE, me conta tudo. É evidente que se trata só de uma mentira ressentida, mas dispenso à coisa, por hipótese, ares de verdade para que se evidencie a sua natureza mentirosa e dolosa.
Paradoxo: quanto mais provas, menor é o risco
O julgamento do processo sobre a cassação da chapa Dilma-Temer vai se tornando uma novela cada vez mais paradoxal. Ao decidir colher novos depoimentos, sobretudo do marqueteiro João Santana e da mulher dele Monica Moura, agora convertidos em delatores da Lava Jato, o Tribunal Superior Eleitoral abriu a perspectiva de empurrar para dentro do processo novas provas. Mas para que essas provas sejam obtidas, o tribunal atrasou o calendário do julgamento, exatamente como desejava Michel Temer.
Dilma x Dilma - Vera Magalhães
Um dos únicos consensos entre ministros, advogados e procuradores na tumultuada sessão de ontem do Tribunal Superior Eleitoral era de que a entrevista concedida por Dilma Rousseff no dia do início do julgamento do pedido de cassação da chapa que encabeçava foi uma bomba. Para ela.
Moralização administrativa - O ESTADO DE SP
Sem muito alarde, para não aumentar ainda mais os focos de resistência política às suas propostas de reforma trabalhista e previdenciária, o governo federal vem adotando medidas pontuais destinadas a conter gastos com a folha de pagamento do funcionalismo, reduzir o gigantismo estatal e conferir maior eficiência à máquina governamental.
O Estado podre e a Nação emparedada - JOSÉ NÊUMANNE*
“Há algo de podre no reino da Dinamarca” W. Shakespeare (‘Hamlet’)
O estágio de decomposição moral vivido no Brasil oficial hoje resulta de muitos anos – o correto seria dizer séculos – de completa devassidão e absoluta impunidade gozadas por nossas elites dirigentes política e econômica. No entanto, chegamos agora a um ponto, inusitado em nossa História, em que o cinismo ultrapassou todos os limites da decência e da normalidade.
O ‘petromonialismo’ da Operação Lava Jato - ÉRICA GORGA
Celebrados três anos da Operação Lava Jato, o patrimonialismo permanece, mais do que nunca, arraigado entre nós. Aliás, pode-se agora intitulá-lo de “petromonialismo”, que consiste na não distinção entre os desvios de dinheiro público e privado no “petrolão”, e da persecução, pela Lava Jato, somente dos crimes que atentam contra o primeiro, mas não dos que atentam contra o segundo.

