Reforma política virou um caso para o Procon
A reforma política tornou-se um caso para o Procon. O Congresso discute há mais de um ano propostas de reformulação do sistema eleitoral. E tudo o que o Legislativo conseguiu oferecer à plateia foi uma coreografia desconexa e lamentável. Já não há tempo para aprovar uma reforma de verdade para vigorar nas eleições de 2018. A discussão foi reduzida a remendos, entre eles um fundo para pagar campanhas com verba pública.
MAIS UM GENERAL SAI EM DEFESA DA INTERVENÇÃO MILITAR

A intervenção militar no Brasil, proposta pelo general da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão, está encontrando eco entre as Forças armadas; mais um general saiu em defesa do assunto; primeiro comandante brasileiro da Força de Paz no Haiti, em 2004, O general quatro-estrelas da reserva Augusto Heleno publicou ontem, em uma rede social, uma declaração de apoio a Mourão; no texto, o general afirmou que é “preocupante o descaramento de alguns políticos, indiciados por corrupção e desvio de recursos públicos, integrantes da quadrilha que derreteu o País, cobrando providências contra um cidadão de reputação intocável, com 45 anos de serviços dedicados à Pátria”; “Aconselho que, pelo menos, se olhem no espelho da consciência e da vergonha”, escreveu Heleno. PORTAL 24-7
Boas intenções e ações efetivas
*Ruy Altenfelder, O Estado de S.Paulo
19 Setembro 2017 | 03h02
“A ação conforme a pregação é mais do que um legado político, é uma lição de vida.”
O jornalista Oswaldo Martins, um dos melhores amigos e conselheiro do saudoso Mário Covas, na apresentação do livro Mário Covas: A Ação Conforme a Pregação – Uma Revolução Ética em São Paulo, é autor da frase que abre este artigo. No livro Oswaldo registra ações e ideais sustentados e praticados por Mário Covas, resumidos em poucas palavras: amor à democracia.
Sob nova direção
O Estado de S.Paulo
19 Setembro 2017 | 03h03
A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encerrou seu discurso de posse dizendo que os valores que ela defende e que definirão suas ações à frente do Ministério Público “estão na Constituição”. Ela prometeu “muito trabalho, honestidade, respeito à lei e às instituições, observância do devido processo legal e responsabilidade”. São palavras que dão a esperança de que a Procuradoria-Geral da República deixe de ser, a pretexto de dar combate sem quartel à corrupção, a fonte de instabilidade e de violação de direitos básicos que tanto mal fez ao País nos últimos tempos, sob a chefia de Rodrigo Janot.
O ‘decoro’ do PT
O Estado de S.Paulo
18 Setembro 2017 | 03h00
O visível nervosismo de Lula da Silva em seu mais recente depoimento ao juiz federal Sérgio Moro mostra que o ex-presidente parece saber que as inconfidências de Antonio Palocci, que foi seu ministro e braço direito, podem ser decisivas para mandá-lo para a cadeia. Palocci não foi o primeiro petista a apontar o dedo para Lula e acusá-lo de corrupção da grossa, mas, em todas as outras ocasiões, as denúncias haviam sido feitas no âmbito interno do PT – e lá quem manda, desde sempre, é o demiurgo de Garanhuns. Pela primeira vez, Lula está sendo acusado por um petista de alto coturno fora daquela instância de araque, que só existe para condenar os que ousam contrariar o chefão. Desta vez, o juiz não é um sabujo de Lula, e sim um magistrado com disposição para levar em conta as provas que constam nos autos. Eis por que Lula, sempre muito confiante, não consegue esconder o desconforto.
General fala em possibilidade de intervenção militar e é criticado por comando das Forças
Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo
17 Setembro 2017 | 19h50
Brasília - O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições. A afirmação foi feita em palestra realizada na noite de sexta-feira, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer por participação em organização criminosa e obstrução de justiça. Janot deixou o cargo nesta segunda-feira.

