Crise no Postalis e em outros fundos se origina no estatismo
Ajulgar pelo noticiário sobre rombos abertos no Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios — basicamente abertos pela corrupção, segundo as evidências —, a intervenção na entidade não surpreende. Faltam R$ 7 bilhões para equilibrar as finanças do fundo, cujas contas foram rejeitadas. É muito dinheiro.
Argentina empata com o Peru, termina a rodada em 6º e pode não ir à Copa
Argentina empata com o Peru, termina a rodada em 6º e pode não ir à Copa
| Victor R. Caivano/Associated Press | ||
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| Messi lamenta oportunidade perdida pela seleção argentina no empate com o Peru |
A Argentina, que tem um dos maiores atacantes da história do futebol, está a 90 minutos de não ir à Copa do Mundo por não conseguir fazer gols. Cada vez mais dependente de Lionel Messi e sem padrão tático, a equipe empatou em 0 a 0 com o Peru nesta quinta (6), em Buenos Aires, pelas eliminatórias. Terminou a penúltima rodada na sexta posição. Classificam-se para a Copa da Rússia os quatro primeiros. O quinto disputa a repescagem em duas partidas contra a Nova Zelândia.
O Judiciário e o discurso do golpe
*Luiz Sergio Fernandes de Souza, O Estado de S.Paulo
05 Outubro 2017 | 03h02
Assiste-se, na atual cena político-institucional brasileira, a uma situação de impasse. De um lado, a necessidade da renovação política – diante do grave quadro de deterioração da vida partidária no País – e, de outro, a notória incapacidade de superação da crise, à falta de mecanismos que garantam a efetiva participação popular no processo político, sem a qual não haverá mudança substantiva. E as dificuldades no campo das relações econômicas, das ações voltadas para a educação, a saúde, a habitação e a segurança pública – para citar alguns exemplos – também se explicam na base do mesmo diagnóstico: ausência de adesão da sociedade a um modelo político historicamente construído de cima para baixo.
O altar da salvação nacional
O Estado de S.Paulo
05 Outubro 2017 | 03h12
A gravidade da crise política, institucional e moral que atinge o País pode ser medida pela extravagância das soluções que diferentes setores da sociedade começam a defender para superá-la. Em comum, essas ideias exalam profundo desprezo pelos políticos, que seriam, na visão de seus proponentes, o cerne da corrupção nacional. Ou seja: retire-se a política dos políticos, entregando-a a instituições supostamente acima de qualquer suspeita, dispensadas de aval eleitoral em razão de sua alegada legitimidade intrínseca, e então, como consequência lógica, restaura-se a moralidade. Tudo isso, note-se, em nome da salvação da democracia e da Constituição, justamente as grandes vítimas dessa cruzada que se pretende saneadora.
Outra chance para o Supremo
O Estado de S.Paulo
05 Outubro 2017 | 03h07
O Senado poderia ter seguido o que manda a lei e derrubado a esdrúxula decisão do Supremo Tribunal Federal que afastou o senador Aécio Neves do cargo e lhe impôs restrição de movimentos e de direitos políticos. Essa seria a atitude coerente a tomar, na sessão da terça-feira passada, em razão da óbvia interferência indevida do Judiciário em prerrogativa exclusiva do Legislativo. E a respeito desse desfecho não poderia haver nenhuma queixa, pois estaria sendo respeitado rigorosamente o que está escrito na Constituição.
A parábola do réu pródigo
*José Nêumanne, O Estado de S.Paulo
04 Outubro 2017 | 03h03
Quem é Luiz Inácio Lula da Silva? O herói que deu acesso às linhas aéreas e ao ensino superior aos pobres e por isso conta com o apoio de pelo menos 35% dos eleitores, o dobro da preferência atribuída aos dois principais adversários, de acordo com a pesquisa Datafolha – o oficial da reserva que conta com a nostalgia da ditadura militar e a militante ambiental? O bandido que já deveria ter sido preso, na opinião de 54% dos mesmos entrevistados? Ou seria os dois em um? Talvez fosse ainda o caso de acrescentar mais uma quarta opção: todas as hipóteses anteriores.


