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A Lava Jato e o futuro do País

*Maria Cristina Pinotti, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2017 | 03h07

À medida que nossas instituições vão sendo testadas pelo desnudamento de um quadro de corrupção profundamente difundido entre empresas e políticos, naturalmente nos deparamos com enorme incerteza sobre o futuro. Hoje não se sabe se o presidente da República conseguirá manter-se no cargo por dias ou semanas. Se sobreviver, sobretudo por não ter substituto natural, não sabemos se terá suporte no Congresso para continuar a agenda de reformas que o legitima perante a sociedade. Se sair, passamos a depender do resultado de uma eleição indireta, com parlamentares cada vez mais distantes de representarem os anseios da sociedade.

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Coração de mãe - O ESTADO DE SP

A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista representou o perdão de crimes cujas penas somadas poderiam alcançar de 400 anos a até 2 mil anos de prisão, informou Marcelo Godoy no Estado. Ainda que impressionem, os números não vão ao extremo. Se o juiz tivesse mão pesada, a pena podia chegar a quase 2.500 anos de cadeia.

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As lições do rei de Camelot - ISTOÉ

Pode-se dizer que foi mais uma semana normal segundo os parâmetros de normalidade da administração Donald Trump. O presidente americano entrou em rota de colisão com a chanceler alemã Angela Merkel – ele acusou a Alemanha de pouco contribuir financeiramente para a Organização do Tratado do Atlântico Norte -, anunciou que os Estados Unidos ficarão de fora do Acordo de Paris, que prevê a redução da emissão de gases de efeito estufa, e perdeu assessores no escândalo que envolve a transmissão de informações de seu governo para os russos. Uma circunstância, porém, tornou ainda mais doídas as últimas trapalhadas do presidente, embaladas que foram pela nostalgia de um tempo em que a América e metade do mundo viveram sob o comando do ex-presidente John Kennedy, o mais jovem a assumir a Casa Branca e um dos mais populares da História.

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MORADORES DE RUA VIRAM GUARDIÕES DOS ARCOS

A vida tem sido uma gangorra para Carlos Augusto da Silva. Ele já foi cozinheiro, motorista e ajudante de metalúrgico; levava uma vida com dignidade. Mas, como milhões de brasileiros, ficou desempregado. Sem dinheiro, a situação se agravou a tal ponto que Carlos sentiu o dissabor de morar na rua e passou dois anos vivendo em terrenos de invasão.    

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Mais de 318 mil jovens foram assassinados no Brasil entre 2005 e 2015, aponta pesquisa

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Corpo é removido no centro do Rio - Pedro Teixeira / Arquivo O Globo


RIO - Entre 2005 e 2015, mais de 318 mil jovens foram assassinados no país, de acordo com pesquisa "Atlas da Violência" divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No intervalo desses anos, observou-se um aumento de 17,2% na taxa de homicídio de indivíduos entre 15 e 29 anos. Somente em 2015, as mortes de jovens corresponderam a 47,8% do total de óbitos.

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Apenas 2% dos municípios do país concentram metade dos homicídios, diz Ipea

metade dos homicídios no Brasil em 2015 aconteceram em 2% dos municípios do país. Os dados, que mostram a desigualdade no cenário de violência, fazem parte de estudo divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo o levantamento, em 2015, apenas 111 cidades concentraram metade dos homicídios no país. Os habitantes desses locais representam 19,2% de toda a população brasileira. Outro dado que aponta desigualdade é que 10% dos municípios brasileiros, totalizando 557, concentram 76,5% do total de homicídios no país.

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