Lula e seu partido dividido - o estado de SP
O PT encerrou seu 6.° Congresso Nacional sem oferecer praticamente nenhuma grande novidade ao distinto público de convertidos à fé inabalável nos superpoderes de Lula da Silva, que, pessoalmente, parece ser a única unanimidade – ou quase – dentro do partido. Como de hábito, foi eleito para presidir a legenda o nome imposto pelo Grande Líder: a senadora Gleisi Hoffmann. Mas a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), liderada por Lula e antes amplamente majoritária no Diretório Nacional, só conseguiu ocupar metade das 90 cadeiras em disputa, assim mesmo porque fez uma composição com a corrente O Trabalho. Já em matéria de “conteúdos”, nada mudou no Congresso. Repetiram-se as mesmas ideias de sempre – que resultaram na atual crise econômica, política, social e moral do País – embaladas nas também habituais frases feitas da demagogia populista em que Lula é insuperável, como demonstrou no discurso de abertura do encontro: “Essa elite não sabe resolver os problemas do País. Nós provamos que sabemos. Já fizemos e vamos fazer outra vez. A gente vai voltar a governar este país a partir de 2018”.
O 4×3 prevalece - Eliane Cantanhêde
A indicação de quatro a três a favor de retirar as delações da Odebrecht e dos marqueteiros projeta um resultado final exatamente de quatro a três contra a cassação da chapa Dilma-Temer, ou seja, contra a queda de Michel Temer da Presidência. Incluir ou não as delações é a questão central. Com elas, há provas. Sem elas, a ação se enfraquece muito.
A vitória da derrota nos espreita
Antes ainda de a Lava Jato completar seis meses, o jogo perigoso praticado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal surgiu à minha frente com uma clareza de tal sorte fulgurante que me perguntei se eu não estava numa daquelas operações mentais a que toda pessoa está sujeita: imaginar uma conspiração e, depois, torcer os fatos para que estes endossem o suposto engenho, a exemplo do que fazem os "cegos de tanta luz".
Otimismo a 9 mil quilômetros - O ESTADO DE SP
Crescem as apostas no Brasil, motivadas pela pauta de reformas, enquanto em Brasília se joga o futuro do governo. Em Paris, a cerca de 9 mil quilômetros da capital federal, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falou nesta quarta sobre as perspectivas de crescimento a partir do programa de ajustes e mudanças conduzido pela atual administração. O ambiente era bem menos nervoso que o da Praça dos Três Poderes.
O Atlas da Violência - O ESTADO DE SP
Elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base em dados de 2015 extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidades do Ministério da Saúde, o Atlas da Violência revela que o quadro da criminalidade no Brasil continua dramático, a ponto de o número de pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos assassinadas, que apresentou sinais de estagnação nos primeiros anos da década de 2000, ter crescido 17,2% entre 2005 e 2015. “Os homicídios no Brasil representam mais de 10% de todos os homicídios no mundo. É uma crise civilizatória”, afirma o economista Daniel Cerqueira, um dos responsáveis pelo levantamento.
Embate entre ministros vitimou a lógica no TSE
As primeiras sessões do julgamento sobre a chapa Dilma-Temer, no plenário do Tribunal Superior Eleitoral, foram marcadas por um duelo entre o relator do processo, ministro Herman Benjamin, e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. O pano de fundo do embate é a Odebrecht. Benjamin tenta impedir que sejam excluídas do seu relatório as provas obtidas a partir da colaboração judicial dos delatores da construtora. E utiliza como suporte um voto preferido por Gilmar em 2015, que levou o TSE a aprovar, por 5 votos a 2, o aprofundamento das investigações.

