ESTUDIOSA DO POLITICAMENTE CORRETO AFIRMA QUE ELE NÃO EXISTE. É UM “INIMIGO IMAGINÁRIO”
Elisa Martins / ÉPOCA
9 PERGUNTAS PARA WEIGEL
1. Qual é sua definição de politicamente correto?
Para mim, politicamente correto é um sinônimo de educação. Essa é minha definição. Para outras pessoas, críticas do conceito, politicamente correto quer dizer algo ruim, uma espécie de censura que impede que as pessoas falem livremente sobre todos os assuntos. O curioso é que nenhuma figura pública importante se descreve como politicamente correta. O termo tem alto peso político, tanto para quem o defende como para quem o critica.
2. Qual é a origem do termo?
O termo ganhou força nos Estados Unidos num momento de discordância nacional, no final dos anos 80, início dos 90. Antes disso, era usado por negros ativistas, pessoas de esquerda, feministas e membros do movimento estudantil. É importante salientar que, quando ainda era um termo usado por minorias, tinha uma conotação irônica. As pessoas chamavam umas às outras de politicamente corretas como uma piada, para chatear quem agia com muita retidão ou quem se dava muita importância. Depois, nos anos 90, deixou de ser um termo usado apenas por minorias. Foi quando a nova direita passou a usar o termo para criticar principalmente professores e acadêmicos em universidades, dizendo que eles eram radicais em suas falas no campus e que quem não seguia essas regras era hostilizado e punido. Tinha uma implicação política, os professores eram acusados de ensinar ideias radicais e de esquerda, que poluiriam a mente da juventude americana. Outro termo que começou a ser usado foi “marxismo cultural”. Soube que Jair Bolsonaro e seus filhos o usam bastante no Brasil.
Lei proíbe poder público homenagear pessoas condenadas por corrupção
Proposta por meio do projeto de lei N.º 85/17, de autoria do deputado estadual Leonardo Araújo (MDB), a lei prevê ainda a proibição de homenagens a pessoas que tenham praticado ou participado de atos de lesa-humanidade, tortura, exploração do trabalho escravo, violação aos direitos humanos e maus tratos aos animais.
Após retornar de saída temporária, detento de SC é flagrado com 9 celulares e 52 objetos no estômago
Um detento da Colônia Agrícola Penal de Palhoça, na Grande Florianópolis, precisou passar por cirurgia após retornar de uma saída temporária após ser flagrado com 61 objetos dentro do estômago. O caso foi registrado na terça-feira (16).
Ao passar por um scanner de revista corporal, foram encontrados nove celulares e mais 52 objetos como cabo USB, isqueiro, drogas, entre outros.
Beto Barbosa vai retirar a bexiga e a próstata em cirurgia que deve durar mais de dez horas
Após anunciar o sucesso de seu tratamento contra um câncer na bexiga e na próstata, o cantor Beto Barbosa, 63, vai passar por uma nova cirurgia nesta quinta-feira (17), no hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo.
A cirurgia é necessária e complementar ao tratamento contra o câncer, que o cantor vem se submetendo desde o ano passado, segundo informou a coluna de Ricardo Feltrin, do UOL. Ele vai retirar a bexiga, a próstata e, talvez, parte da uretra. A cirurgia pode demorar mais de dez horas.
Ao longo de cinco meses, o cantor passou por internações e sessões de quimioterapia. Em dezembro, ele anunciou a sua volta aos palcos com um show em Fortaleza. "Hoje posso dizer que o susto passou e que estou com 99% de cura. Agradeço a Deus as orações dos fãs, imprensa, amigos e a equipe do Dr. Fernando Maluf", afirmou em vídeo divulgado na época.
Beto Barbosa, considerado o rei da lambada nos anos 1980 e 1990, é autor de "Adocica", disse que começou a sentir os sintomas no fim de 2017 e procurou, imediatamente, ajuda médica em Fortaleza, onde mora.
Antes de descobrir o câncer, um outro médico errou o diagnóstico e o tratava como uma simples infecção urinária. Sem sucesso no tratamento, decidiu vir a São Paulo, onde passou pro exames no hospital Albert Einstein e foi diagnosticado com os tumores.
Janela de oportunidade / Tasso Jereissati
O eleitor brasileiro deu um claro recado de que não suporta mais viver sob o jugo de um Estado dirigista, provedor de privilégios para uns e de privações para outros. Clama por uma política de simplificação tributária, de controle dos gastos públicos e combate permanente à hipertrofia do Estado que levou à bola de neve da estagnação econômica.
No seu dia a dia, o cidadão pode até não saber formular com clareza sua demanda, mas, ao votar na proposta mais distante do establishment político, deixou patente que não suporta mais conviver com a falta de atendimento à saúde, à educação, com o transporte público ineficiente, sem segurança e, principalmente, com os escândalos de corrupção que tomaram conta da cena política.
Para fazer frente a tantos e urgentes desafios, o mundo político não pode fazer de conta que essa mensagem foi dirigida apenas ao Executivo. Trata-se de um recado também ao Legislativo e ao Judiciário.
O mesmo eleitor que votou para presidente votou também, com o mesmo sentimento, para os seus representantes no Congresso, de quem se esperam demonstrações de distanciamento do jogo de toma lá dá cá, que se tornou quase um padrão nas relações com o Executivo.


