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A tragédia do ensino médio

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2019 | 03h00

 

Recente estudo sobre a evolução do acesso ao sistema de ensino e sobre sua qualidade, promovido pelo movimento Todos pela Educação, uma entidade sem fins lucrativos integrada por pedagogos, gestores escolares e representantes da iniciativa privada, mostra como a crise educacional do País vem sacrificando o futuro das novas gerações. 

Em 2018, segundo a pesquisa, quase 4 em cada 10 jovens na faixa etária de 19 anos não concluíram o ensino médio na idade considerada para esse ciclo educacional. E, do total de brasileiros nessa faixa etária, 62% já estão fora da escola e 55% pararam de estudar ainda no ensino fundamental. O estudo foi promovido com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Todos pela Educação definiu uma lista de cinco metas para o crescimento e modernização da educação brasileira até 2022 e, na pesquisa de 2018, constatou que o País continua longe de alcançá-las.

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Rachado e sem discurso, PT patina na oposição a Bolsonaro

BRASÍLIA — Sem os microfones do Congresso, a prometida oposiçãoimplacável do PT ao governo Jair Bolsonaro se limitou às redes sociais nas duas primeiras semanas de governo. Internamente, petistas admitem que o partido está sem discurso, não consegue empolgar a militância e precisa virar a página da bandeira “Lula, livre”, mas ainda não sabe como reagir à estratégia de Bolsonaro e aliados de colocar a legenda como principal inimiga do país.

 

As redes sociais têm sido a trincheira petista na oposição a Bolsonaro. Na internet, eles têm compartilhado críticas feitas às primeiras iniciativas do presidente e seus ministros, em especial as declarações polêmicas e os recuos. Mas os “memes” têm ressonância limitada e não dão projeção ao partido, avaliam petistas. Um líder da legenda diz que “o PT sumiu do noticiário” e advoga que o partido precisa com urgência traçar uma narrativa para continuar protagonista da oposição.

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residente da Assembleia Nacional da Venezuela é detido e liberado em seguida

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o oposicionista Juan Guaidó, foi detido por agentes do serviço de inteligência venezuelana neste domingo (13) e, segundo sua mulher e parlamentares de seu partido, liberado alguns minutos depois. A ação ocorreu numa rodovia que sai da capital Caracas em direção a La Guaira.

Instantes após a notícia da detenção, deputados e líderes do Voluntad Popular (VP), partido em que Guaidó atua, informaram à agência espanhola EFE que o parlamentar havia sido libertado e que enviou uma mensagem às pessoas que esperavam por ele em Vargas, onde faria um comício, para que não saíssem do local.

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Desassossego - O ESTADO DE SP

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2019 | 03h00

 

A sociedade foi fraturada pela cizânia promovida a método de governo pelas hostes lulopetistas e as contas públicas foram carcomidas pela incúria e pelo populismo desbragado da presidente cassada Dilma Rousseff.

Não obstante o valoroso trabalho do ex-presidente Michel Temer e de sua equipe econômica, cujos resultados aí estão para os que não têm o hábito de brigar com a realidade, fato é que a primeira eleição presidencial após o impeachment de Dilma Rousseff conferiu ao eleito um capital político muito maior que o de seu antecessor para levar adiante as reformas de que o País precisa.

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A colaboração está virando jabuticaba / ELIO GASPARI

Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e Dilma, quindim da banca enquanto mandou, fechou seu terceiro acordo de colaboração, desta vez com o Ministério Público de Brasília. Condenado a 12 anos de prisão, cumpriu menos de dois e está em casa, de tornozeleira. Como de hábito, o que vazou de suas confissões é uma mistura de notícias velhas com aulas de ciência política.

 

Quando juiz, no calor da campanha eleitoral, Sergio Moro divulgou um dos anexos da colaboração de Palocci à Polícia Federal. Espremendo-a, dela resultou que Lula chamou-o para uma reunião no Palácio da Alvorada e mandou que organi'zasse uma caixinha com os fornecedores de sondas para a Petrobras. Grande revelação, desde que em outros anexos, ainda desconhecidos, ele tenha contado a quem mordeu, quanto arrecadou e como passou o dinheiro adiante. Sem isso, o anexo é o que foi: um instrumento de campanha política. O instituto da colaboração de malfeitores está contaminado desde 2015, quando um procurador de Curitiba formulou a doutrina da “bosta seca”, segundo a qual, havendo colaborações conflitantes não se aprofunda a investigação. Aceita-se a palavra do delator e, mais tarde, sentenças baseadas nelas caem nas instâncias superiores. Essa jabuticaba faz a fortuna de uma nova geração de criminalistas.

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Em 1ª crise, Moro adota auxílio padrão a estado sem exigir uma contrapartida

Thiago Amâncio / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

No segundo dia como chefe da segurança pública do país, Sergio Moro, que até então não tinha experiência na área, se deparou com sua primeira crise. Uma onda de violência explodiu no Ceará, estado governado pelo PT, partido adversário do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Os primeiros ataques ocorreram à noite, entre os dias 2 e 3 de janeiro. O governador Camilo Santana pediu o apoio da Força Nacional de Segurança Pública

Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública, a princípio, negou. Disse que a tropa iria caso houvesse “deterioração da segurança”. Depois, cedeu e adotou um discurso de cooperação. Enviou 300 homens e, dias depois, mais 100.  Na madrugada deste sábado (12), criminosos usaram explosivos para derrubar uma torre de transmissão de energia em Maracanaú, cidade da Grande Fortaleza. 

Na avaliação de analistas de segurança, a resposta do ministro da Justiça foi ágil, mas padrão, seguindo o que outros governos fizeram desde que a tropa foi criada, em 2004: Moro enviou o contingente sem exigir contrapartidas, como planos de segurança que poderiam evitar futuros colapsos.

Para o diretor-executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, o ex-juiz lidou com a crise com “mais do mesmo”.

“Desde que a Força foi criada, ela tem sido a única resposta do governo federal diante de alguma crise”, disse.

Ao todo, 29 mil homens compõem as forças de segurança do Ceará, dos quais 24 mil são policiais civis e militares, segundo o governo. Quatrocentos agentes a mais têm um papel mais simbólico que efetivo, na avaliação de Lima. 

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