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As curvas da estrada - zeina latif

Zeina Latif, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 05h00

 

O ano de 2018 foi decepcionante, e a culpa não foi só do governo. O ano começou enterrando de vez as chances de aprovação da reforma da Previdência, que já era pouco provável. A verdadeira razão não foi a intervenção no Rio de Janeiro, que impede aprovação de matérias constitucionais, mas sim a forte oposição de corporações do setor público e sua imensa capacidade de pressão.

A segunda decepção foi a modesta recuperação da produção e do emprego. O primeiro trimestre frustrou as expectativas, mas não a ponto de sepultar as chances de um bom desempenho da economia ao longo do ano, principalmente considerando a taxa de juros do Banco Central em patamar inédito e a melhora da situação financeira de empresas e consumidores. No entanto, alguns choques afetaram a economia. A greve dos caminhoneiros e a reação equivocada do governo implicaram perdas e custos ao setor produtivo. O difícil quadro internacional também cobrou seu preço. De quebra, ainda que menos importante, o BC interrompeu precocemente o corte da taxa Selic.

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As curvas da estrada

Zeina Latif, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 05h00

 

O ano de 2018 foi decepcionante, e a culpa não foi só do governo. O ano começou enterrando de vez as chances de aprovação da reforma da Previdência, que já era pouco provável. A verdadeira razão não foi a intervenção no Rio de Janeiro, que impede aprovação de matérias constitucionais, mas sim a forte oposição de corporações do setor público e sua imensa capacidade de pressão.

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Bolsonaro e a dessalinização da água

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No Nordeste brasileiro existem cerca de 3,5 mil pequenas unidades de dessalinização em poços de água salobra — Foto: Reprodução TV Globo

No Nordeste brasileiro existem cerca de 3,5 mil pequenas unidades de dessalinização em poços de água salobra — Foto: Reprodução TV Globo

 

A primeira missão dada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para seu ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, foi buscar em Israel soluções para a seca do Nordeste, como por exemplo, usinas de dessalinização que pudessem tratar a água salobra da região. Busca-se fora do país uma solução que, na verdade, já vem sendo aplicada desde 2004 - com tecnologia nacional chancelada pela Embrapa - e que já resultou na instalação de 244 sistemas de dessalinização no Ceará, 44 na Paraíba, 29 no Sergipe, 10 no Piauí, 68 no Rio Grande do Norte, 45 em Alagoas, e 145 na Bahia.

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Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama, usa camiseta com frase de juíza a Lula

Sérgio Rangel /FOLHA DE SP
 
RIO DE JANEIRO

A futura primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou na manhã desta quarta (26) a ilha de Marambaia. Ela passou o Natal com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, que permanece na ilha.

Ao descer da lancha, Michelle vestia uma camisa com frase famosa da juíza Gabriela Hardt, durante interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no mês passado.

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Preso como vendilhão do templo, Lula exalta Jesus...

Em seu primeiro Natal no cárcere de Curitiba, Lula endereçou uma carta aos participantes de uma vigília por sua libertação. A certa altura, escreveu como se tentasse traçar uma analogia qualquer entre o seu martírio e o suplício de Jesus, "um marceneiro que foi perseguido pelos vendilhões do templo, pelos soldados e pelos promotores dos poderosos…" Oito meses de cadeia não foram suficientes para convencer Lula de que seu histórico penal o aproxima mais dos vendilhões do templo do que do Cristo. Tomando-se o Estado brasileiro como um templo, o presidiário petista é, hoje, o principal símbolo da usurpação desse espaço sacrossanto. 

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