Benefício de manter direitos políticos dado a Dilma pode ajudar Cunha
A manutenção das funções públicas de Dilma Rousseff pelo Senado pode refletir na votação do processo de cassação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo congressistas. O peemedebista, que está afastado do mandato, distribuiu uma carta a seus pares nesta semana na qual reivindica protagonismo no impeachment e pede que eles o absolvam na votação marcada para 12 de setembro.
Renan e PT articularam salvaguarda para Dilma
A votação que decidiu manter Dilma Rousseff apta para ocupar funções públicas resultou de uma articulação capitaneada pelo PT e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Senado cassou o mandato de Dilma, por 61 a 20, mas evitou que a petista ficasse proibida de exercer funções públicas –foram apenas 42 votos para que isso ocorresse, 12 a menos do que o mínimo necessário.
Caiado é primeira baixa na tropa aliada de Michel Temer
A atuação de Renan Calheiros e de parte do PMDB na manutenção dos direitos políticos de Dilma Rousseff foi a gota d’àgua para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado. Menos de duas horas após o impeachment ele já anunciou que não fará parte da base do governo e terá uma atuação independente. Nos últimos dias o senador já vinha reclamando da falta de pulso do governo para realizar o ajuste fiscal que considera necessário e condenava a complacência do governo com aumentos aos servidores públicos em meio à grave crise de emprego e renda. VEJA
Impeachment de Dilma conta com os pressupostos jurídicos e políticos, diz Alvaro Dias
O senador Alvaro Dias (PV-PR) reconheceu em Plenário, nesta terça-feira (30), véspera da votação final do impeachment da presidente Dilma Rousseff, que o processo ainda motiva dúvidas, com apelos divergentes vindos sobretudo das redes sociais. No entanto, ele disse estar convencido de que há fundamentos políticos e jurídicos para o impedimento, a seu ver o melhor caminho para mudança real desejada pela sociedade.
Collor afirma que impeachment de Dilma não é golpe
O senador Fernando Collor (PTC-AL) afirmou que o impeachment de Dilma, diferentemente do que ocorreu em 1992, não é um golpe de Estado. O senador explicou que em 1992 ele foi condenado em meio a “tramas e ardis”. Já em relação ao impeachment atual, o senador ressaltou que, além das infrações às normas orçamentárias e fiscais que configuram crime de responsabilidade, o governo afastado transformou a sua gestão em uma tragédia anunciada.
Sessão desta terça terá debate entre advogados e discursos de senadores
Após o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff, a sessão de julgamento do processo de impeachment será retomada nesta terça-feira (30) com a fase de debates entre acusação e defesa. Após a discussão do processo, estão previsos os discursos dos senadores na tribuna do Senado. De acordo com as regras definidas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, os advogados de acusação terão 1h30 para apresentar seus argumentos, o mesmo tempo reservado para os responsáveis pela defesa de Dilma.
Previsível, discurso de Dilma não deve mudar impeachment
Previsível, discurso de Dilma não deve mudar impeachment
| Pedro Ladeira/Folhapress | ||
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| A presidente afastada Dilma Rousseff faz sua defesa no julgamento final do processo de impeachment |
Pedaladas são apenas a ‘ponta do iceberg’, acusa Tasso Jereissati
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou na noite desta segunda-feira, 29, que as chamadas pedaladas fiscais e os decretos que autorizaram a abertura de créditos suplementares são “apenas a ponta do iceberg” em relação aos problemas do governo da presidente afastada Dilma Rousseff.
“São apenas parte do processo que se inicia com a chamada contabilidade criativa”, afirmou o senador, 28º parlamentar a questionar a petista em seu interrogatório.
Em meio à crise no Senado, surge Tasso, “o pacificador”

No segundo dia do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma, os ânimos ficaram acirrados durante intervenção do presidente do Senado, Renan Calheiros. Durante os debates, Calheiros lamentou os últimos incidentes na Casa, em especial em torno do debate do assunto.
Em um discurso inflamado para tentar acalmar os ânimos dos senadores, Renan acabou se envolvendo em uma polêmica ao dizer que ele próprio conseguiu junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) desfazer o indiciamento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo.
Senadores do PT pedem a colegas que se abstenham no impeachment
Numa estratégia de última hora, os senadores do PT tentam convencer os colegas a se abster na votação do impeachment de Dilma Rousseff. Eles argumentam que a posição não traria ônus político algum. Um dos abordados foi Cristovam Buarque. Em 1992, a tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor de Mello tentou algo semelhante. Evidentemente, não funcionou. VEJA





