A delação de Delcídio é um soco no fígado do governo
A melhor forma de entender o efeito para o governo da delação do senador Delcídio do Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul, homologada nesta terça-feira (15), é pensar em uma luta de boxe. O aceite da delação de Delcídio pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, tem o peso de um soco direto no fígado de um lutador cambaleante, sem condições de reação. Líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Delcídio topou contar o que sabe aos investigadores da Operação Lava Jato depois de experimentar três meses de detenção. Pelo acesso privilegiado e a confiança que tinha de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que Delcídio tem a dizer carrega um peso catastrófico.
NÃO É MAIS UM GOVERNO. É UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA!
Está gravado. Aloizio Mercadante tentou comprar o silêncio de Delcídio do Amaral. Com influência política e, evidencia o contexto, num dado momento, com dinheiro. E falava, deixou claro, em nome da presidente Dilma Rousseff. Não é mais um governo. Quem está no poder é uma organização criminosa. O diálogo do ministro da Educação, Aloizio Mercadante — o ministro da Pátria Educadora! — com José Eduardo Marzagão, assessor de Delcídio, é coisa típica de bandido, de marginal, de membro de quadrilha. Se Mercadante é tudo isso, não sei. Ele se comportou como tal. Aliás, em matéria de comportamento social, ninguém é coisa nenhuma de forma imanente: a pessoa é aquilo que faz. Não por acaso, o ministro — em nome de Dilma, e isso fica claro num dado momento — diz ao assessor de Delcídio que “em política, tudo pode”. Atenção! Nem no crime organizado tudo pode! Perguntem a Marcola se tudo pode… Ele vai dizer que não. O PCC tem um Código de Ética. O PT não tem nenhum. Eis o governo que ofereceu a Lula a Presidência da República de porteira fechada porque, afinal, ele seria o homem capaz de reduzir tudo a pó. Contra ele, não haveria nem poder nem Poderes. Ele manda. Ele faz. Ele acontece. Derrube-se a República e se institua Lula como a única autoridade, o único valor, a única referência.
Ministério não garante foro privilegiado a Lula
Pode dar errado a ideia de dar um ministério ao ex-presidente Lula para que ele tenha foro privilegiado e escape do juiz Sérgio Moro. O foro privilegiado é uma prerrogativa constitucional que serve proteger a dignidade dos principais cargos públicos, e não pessoas. Utilizá-lo para motivos pessoais é o que os juristas chamam de “desvio de finalidade do ato administrativo”.
Ex-deputado Charles Lucena é preso por desvio de recursos públicos

O ex-deputado federal por Pernambuco, Charles Lucena (sem partido), foi preso na manhã desta terça-feira (15), como parte de uma operação da Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a investigação, ele integrava uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos dos Ministérios da Agricultura e Turismo, por intermédio de uma Organização Não-Governamental (ONG) de fachada.
Mercadante ofereceu ajuda para evitar delação de Delcídio, diz revista

São Paulo - No acordo de delação premiada, homologado nesta quinta-feira, 15, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Delcídio Amaral (PT-MS) informou que o ex-chefe da Casa Civil do governo Dilma e atual ministro da Educação Aloizio Mercadante prometeu dinheiro e ajuda para que Delcídio deixasse a prisão e escapasse do processo de cassação de mandato no Senado, informa o site da revista Veja.
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