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Janot faz discurso em defesa da Operação Lava Jato e da PGR e rebate críticas de Gilmar Mendes

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez um duro discurso em defesa da Lava Jato, da Procuradoria-Geral da República, afirmando que o Ministério Público Federal não realiza coletivas de imprensa em "off" e rebatendo as críticas feitas nesta terça-feira, 21, pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acusou a PGR de praticar crimes de vazamento de conteúdos sigilosos de investigações.

Foto: Dida Sampaio/Estadão
Rodrigo Janot

Janot se reuniu com o presidente Michel Temer em seu gabinete

Apesar de não ter mencionado o ministro do STF em seu discurso, Janot fez críticas à atuação política de Gilmar Mendes. Janot chamou de "mentira" a informação de que a PGR realiza "coletivas de imprensa em 'off'", que foi divulgada pela ombudsman da Folha de S. Paulo, Paula Cesarino Costa, em texto publicado no domingo.

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Peritos da PF contestam conclusões da Operação Carne Fraca

SÃO PAULO E FLORIANÓPOLIS - A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou nota afirmando que as conclusões da Operação Carne Fraca referentes aos danos à saúde pública não têm embasamento científico, uma vez que os peritos federais foram acionados pela Polícia Federal (PF) apenas uma vez durante as investigações e que o laudo resultante desse trabalho não comprovou tais danos. Deflagrada na sexta-feira da semana passada, a operação investiga 21 frigoríficos no País.

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Gilmar Mendes critica vazamento de investigações sigilosas e cita PGR

BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acusou, nesta terça-feira, 21, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de divulgar de forma indevida informações de processos sigilosos, como da Operação Lava Jato. Ele voltou a defender a anulação de depoimentos de delação premiada divulgados pela imprensa e disse que “vazamento é eufemismo para um crime que os procuradores certamente não desconhecem”. 

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Alvo de operação da PF, empresa ligada a Eunício tem contratos milionários com o governo

SÃO PAULO - A Confederal, empresa alvo da primeira operação feita com base em delações da Odebrecht, é uma das empresas controladas pela Remmo Participações, do presidente do Senado Eunício de Oliveira (PMDB-CE), e recebeu R$ 164 milhões por contratos firmados em órgãos vinculados ao Ministério da Saúde, da Fazenda e dos Transportes entre 2010 e 2014. Segundo dados do Portal Transparência, apenas em 2014 o valor recebido pela empresa alcançou R$ 55 milhões, de órgãos subordinados ao Ministério da Saúde, da Fazenda e dos Transportes.

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Sobrinho de Eunício é alvo de investigação na Satélites

Eunicio Oliveira (PMDB-CE). Foto: Ed Ferreira/Estadão

Eunicio Oliveira (PMDB-CE). Foto: Ed Ferreira/Estadão

Entre os alvos da Operação Satélites, deflagrada nesta terça-feira, 21, pela Polícia Federal, está o empresário Ricardo Lopes Augusto, sobrinho do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), é administrador da Confederal, empresa que pertence ao congressista e na qual houve busca e apreensão de possíveis provas.

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Aécio Neves é o campeão de pedidos de investigação na lista de Janot

O senador Aécio Neves.Ele quer diferenciar corrupção de caixa dois para "salvara política" (Foto:  Mateus Bonomi/Agif/Folhapress)

A lista de Janot é generosa com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves: ele é o político de destaque com maior número de pedidos de investigação. O depoimento de Henrique Valladares, ex-executivo da Odebrecht,  é devastador para o tucano. Valladares revelou que Aécio recebeu propina numa conta secreta em Cingapura em nome de um amigo. O mesmo Valladares diz que Aécio tinha esquema com Dimas Toledo, ex-dirigente de Furnas. O pagamento em Cingapura foi vinculado a benefícios obtidos pela Odebrecht em Furnas, diretamente a investimentos no Rio Madeira. 

Nas delações, Aécio também é acusado de receber propina pelas obras da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro. Uma das parcelas da propina foi entregue numa concessionária em Belo Horizonte, pertencente a Oswaldo Borges, uma espécie de tesoureiro informal do tucano. Quem relatou o acerto do pagamento da propina foi Sérgio Neves, ex-executivo da Odebrecht.

Posicionamento do senador Aécio Neves:
"É falsa e absurda essa  afirmação. Entre tantas mentiras que têm sido ditas envolvendo o nome do senador essa talvez seja a mais fácil de ser desmentida. O delator tem a obrigação agora de apresentar a tal conta em Cingapura, quando ficará claro quem é o responsável por ela e, por consequência, que o senador não tem qualquer relação com o assunto . É inaceitável que acusações falsas sejam feitas e vazadas de forma intencional e selecionada sem que haja qualquer  tipo de comprovação.
Assessoria Jurídica do senador Aecio Neves"  ÉPOCA

Odebrecht diz ter acertado repasse de R$ 50 milhões a Aécio

Odebrecht diz ter acertado repasse de R$ 50 milhões a Aécio

  Alan Marques/Folhapress  
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) discursa no plenário
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) discursa no plenário da Casa

O ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e outros executivos do grupo disseram em acordo de delação premiada que acertaram junto com a Andrade Gutierrez o repasse de R$ 50 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) após vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007.

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Odebrecht pagou mesada a irmão de Lula, diz revista

A Odebrecht pagou mesada de R$ 5.000 a um irmão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por mais de dez anos a pedido do petista, segundo reportagem da revista "Veja" desta semana. A informação constaria da delação de Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht.

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