Datafolha: corrupção, crime, trabalho e democracia pesam no voto de segundo turno
Uma pesquisa do instituto Datafolha que perguntou a eleitores que temas eles consideram mais importantes para a decisão de voto a presidente no segundo turno apontou corrupção (85%), crime (85%), direitos trabalhistas (83%), democracia (82%) e emprego (82%) como os mais citados.
O levantamento, divulgado na tarde deste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, entrevistou 2.884 pessoas entre quarta e sexta em 179 municípios. A pesquisa também identificou como temas relevantes (tecnicamente empatados com as questões de democracia e emprego) o combate à inflação (81%) e a defesa do meio ambiente (81%).
Os participantes foram questionados também sobre a capacidade de lidar com esses problemas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
Bolsonaro foi considerado por uma parcela maior de eleitores como o mais apto a combater o crime (48% contra 41% de Lula) e a corrupção (52% contra 41%). Já Lula foi apontado como mais capaz de reduzir o desemprego (50% contra 43% de Bolsonaro) e de defender os direitos trabalhistas (55contra 40%).
Entre os fatores que menos pesam na decisão de voto, segundo os itens escolhidos para a questão estimulada, estão a orientação de um líder religioso (54%) e a manutenção do Auxílio Brasil a R$ 600 (65%).
Em um patamar intermediário ficaram as preocupações com a defesa do direito de minorias (81%) e a defesa dos valores da família tradicional (74%).
A pesquisa foi a primeira realizada sobre problemas do país pelo Datafolha após a votação de primeiro turno. O GLOBO
Virada à paulista
A primeira pesquisa do Datafolha sobre o segundo turno da corrida ao Palácio dos Bandeirantes confirma o que o resultado da primeira rodada já indicava: a eleição complicou-se sobremaneira para o outrora líder Fernando Haddad (PT).
O bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foi o mais votado no último domingo (2), aparece agora com 50% das intenções, ante 40% do petista. Brancos e nulos somam 6%, e indecisos, 4%. Em votos válidos, são 55% a 45% para o candidato do Palácio do Planalto.
O antipetismo do eleitorado paulista, em particular o do interior, parece um dos fatores a explicar a arrancada de Tarcísio —ao que tudo indica, ele recebeu o voto útil de centristas e direitistas.
Essa hipótese se torna bastante verossímil quando se considera a votação do governador Rodrigo Garcia (PSDB). O tucano não estava tão atrás nas pesquisas, mas minguou nas urnas —um movimento sugestivo de que boa parte de seus potenciais eleitores migrou para o candidato bolsonarista.
São óbvias as dificuldades de Haddad agora. Viradas em segundo turno, embora obviamente possíveis, estão longe de ser a regra. Nunca aconteceram num pleito presidencial; nos estaduais e municipais, os postulantes que saem na frente confirmam a vitória em cerca de três quartos das vezes.
A rejeição ao ex-prefeito da capital, ademais, chega a 51%, enquanto a do rival é de 39%. Quanto aos padrinhos presidenciáveis, cumpre recordar que Jair Bolsonaro (PL) teve 48% dos votos válidos em São Paulo no primeiro turno, ante 41% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os eleitores de Rodrigo, 57% afirmam que ele deveria apoiar Tarcísio agora, enquanto 39% se inclinam por Haddad —os demais pregam voto branco ou nulo ou dizem não saber. O dado reforça a percepção de que, ideologicamente, os apoiadores do governador estão mais próximos do candidato do Republicanos.
O próprio Rodrigo, que encerrará um período de 28 anos de hegemonia tucana em São Paulo, já escancarou sua preferência —ou ao menos sua aposta política. Na terça-feira (4), declarou "apoio incondicional" a Bolsonaro e Tarcísio, num movimento que rachou ainda mais o já combalido PSDB.
Figuras históricas do partido, ainda identificadas à social-democracia, apressaram-se em distanciar-se do governador e declarar voto em Lula no segundo turno. Rodrigo perdeu ainda três de seus secretários, que não admitiram cerrar fileiras com o presidente.
Trata-se de desfecho um tanto melancólico para o sétimo mandato consecutivo do partido no estado, acentuando o esvaziamento nacional refletido na eleição de apenas 13 deputados federais.
Bolsonaro lidera em SP com 55,9% dos votos válidos, indica Paraná Pesquisas
Renato Souza, do R7, em Brasília
Uma pesquisa para a Presidência da República realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas em São Paulo mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto no estado para o segundo turno. De acordo com o levantamento, o atual chefe do Executivo tem 55,9% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44,1%.
Segundo o levantamento, 5,6% pretendem votar nulo ou em branco e 4% não sabem ou não responderam.
Ao todo, de acordo com o instituto, foram ouvidas 1.810 pessoas em 75 municípios entre 4 e 6 de outubro. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01901/2022, tem índice de confiança de 95% e margem de erro de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A maioria dos entrevistados era do sexo feminino, representando 53% da amostra analisada.
Durante a pesquisa, o instituto também ouviu os eleitores para entender as opções de voto para o cargo de governador. O ex-ministro e candidato Tarcísio de Freitas lidera a disputa. De acordo com o levantamento, o candidato do Republicanos tem 50,4% das intenções de voto, contra 38,4% de Fernando Haddad (PT).
De acordo com os dados, votos em branco e nulos somaram 5,9%, e não sabem ou não responderam, 5,3%. No cenário de votos válidos, Tarcísio de Freitas chegou a 56,8%, e o petista, a 43,2%.
Pesquisa revela cenário eleitoral na disputa presidencial no RS
Correio do Povo
Um levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira, mostrou como está a corrida à presidência da República no segundo turno entre os eleitores do Rio Grande do Sul. Foram entrevistados no Estado 1.540 eleitores por meio de entrevistas pessoais com eleitores com 16 anos ou mais em 60 municípios entre os dias 4 e 6 de outubro. A pesquisa atingiu um nível de confiança de 95%, com uma margem estimada de erro de 2,5 pontos percentuais para os resultados gerais.
De acordo com a Resolução-TSE n.º 23.600/2019, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-06988/2022. Pesquisa foi contratada pelo Diretório do Partido Liberal no Rio Grande do Sul.
Estimulada
Jair Bolsonaro (PL): 51,8%
Lula (PT): 38,8%
Não sabe/Não respondeu: 4,4%
Nenhum/ Branco/Nulo: 5%
Estimulada - Votos válidos
Jair Bolsonaro (PL): 57,2%
Lula (PT): 42,8%
Pesquisa PoderData: Lula, 52%, Bolsonaro, 48% no segundo turno
Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, 6, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 48%. A distância entre ambos, de apenas 4 pontos, é a menor já registrada por esse instituto de pesquisa em um embate direto entre eles.
Quanto aos votos totais, considerando brancos e nulos, o candidato do PT tem 48% da preferência; Bolsonaro, 44%. O presidente tem ampla vantagem entre os evangélicos (69% a 31%). A maior vantagem do petista está entre eleitores do Nordeste (67% a 33%).
O levantamento consultou 3.500 eleitores por telefone entre os dias 3 e 5 de outubro. A margem de erro é de 1,8 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O código de registro na Justiça Eleitoral é BR-08253/2022.
O ESTADÃO SP

