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Thomas Traumann: metade da população diz que Bolsonaro merece reeleição, mostra pesquisa Quaest

Por Thomas Traumann — São Paulo O GLOBO

 

Os pontos mais importantes da primeira pesquisa Genial/Quaest sobre o segundo turno não são os resultados brutos, que mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% contra 41% de Jair Bolsonaro (PL), mas as curvas sobre o merecimentos dos dois candidatos em chegar à Presidência. Todos os números da pesquisa são totais. A pesquisa mostrou que 7% dos entrevistados se dizem indecisos e 4% vão votar branco ou nulo.

 

Perguntados se Bolsonaro merece um segundo mandato, 50% disseram que sim e 48% negaram. Em 1º de outubro, 54% diziam que Bolsonaro não era digno da reeleição, enquanto 44% afirmaram que sim. Sobre Lula, 51% dizem que ele merece voltar a ser presidente, enquanto 46% negam. Em 1º de outubro, o saldo pró-Lula era de 54% a 44%.

 

A Genial/Quaest também perguntou do que eleitor tinha mais medo: 46% responderam de um segundo governo Bolsonaro, enquanto 42% da volta do PT. Na véspera do primeiro turno, 48% temiam a vitória do presidente e 40% a do ex-presidente.

 

Essas três perguntas combinadas retratam o grau de divisão do país, mas também mostram que existe um espaço de crescimento para Bolsonaro. Se 50% dos eleitores acham que o presidente merece a reeleição, é natural supor que possam ser convencidos a votar nele. Isso também se reflete no antipetismo: 46% acham que Lula não merece voltar a ser presidente, índice também acima do registrado de eleitores de Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest.

 

Outro preditor a favor do presidente na pesquisa está no índice de aprovação do governo: 38% acham a gestão ruim ou péssima e 35% ótima ou boa, o melhor resultado de Bolsonaro na série histórica. Desde a pesquisa do dia 1º, a avaliação do governo melhorou em quase todas as faixas de renda, escolaridade e região. Pela primeira vez, mais de 30% dos brasileiros acham que a economia melhorou no último ano. São 34%, enquanto 41% acham que está pior (menor indicador desde o início da pesquisa).

 

Isso posto, Lula segue favorito, diz a Genial/Quaest. Ele mantém a enorme vantagem entre mulheres, católicos, mais pobres, nordestinos, empata na região Sudeste e para 55% dos entrevistados será o eleito em 30 de outubro. É ainda o favorito dos eleitores de Simone Tebet (34% contra 27% de Bolsonaro) e de Ciro Gomes (42% a 37%).

Eleitores de Ciro e Tebet se dividem entre Lula e Bolsonaro no segundo turno, mostra pesquisa Quaest

Por Nicolas Iory — São Paulo O GLOBO

 

A primeira pesquisa da série Genial/Quaest para o segundo turno da eleição presidencial mostra que os votos obtidos por Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (PDT) no último domingo se dividem entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) na etapa definitiva da disputa. Entre os eleitores que disseram ter votado em Ciro, 39% afirmam apoiar o petista no segundo turno, enquanto 26% migram para o grupo que quer reeleger o atual presidente. Já na parcela que apoiou Tebet no primeiro turno, 25% agora declaram voto em Lula e 34%, em Bolsonaro.

 

O candidato à reeleição pelo PL ganha mais que seu adversário entre os eleitores que votaram em Soraya Thronicke (União), Felipe D'Avila (Novo) ou outro candidato no primeiro turno. Nesse pequeno grupo que somou 1,3 milhão de eleitores na votação do dia 2, Bolsonaro é a escolha de 55% para o segundo turno, contra 19% que optam por Lula.

 

O candidato à reeleição pelo PL ganha mais que seu adversário entre os eleitores que votaram em Soraya Thronicke (União), Felipe D'Avila (Novo) ou outro candidato no primeiro turno. Nesse pequeno grupo que somou 1,3 milhão de eleitores na votação do dia 2, Bolsonaro é a escolha de 55% para o segundo turno, contra 19% que optam por Lula.

 

Passado o primeiro turno, Ciro Gomes foi o primeiro presidenciável a declarar apoio a Lula, ainda que apenas endossando a decisão de seu partido e sem mencionar nominalmente o candidato do PT. Tebet se posicionou nesta quarta-feira, dizendo "reconhecer o compromisso" de Lula com a democracia. Os dois candidatos somaram 8,5 milhões de votos no primeiro turno. A quinta mais votada, Soraya Thronicke, declarou que não apoiará nem Lula nem Bolsonaro. Felipe D'Avila disse que irá anular o voto no dia 30.

 

Essa cisão dos votos de Ciro e Tebet entre Lula e Bolsonaro mostra como a transferência do potencial eleitoral dos candidatos não se dá automaticamente — ou nem mesmo se concretiza. A preferência de parte dos eleitores do pedetista e da emedebista para o atual presidente é um dos fatores que podem ter influenciado no resultado do primeiro turno, que teve placar diferente do que era previsto pelos institutos de pesquisa.

 

A Quaest entrevistou 2.000 eleitores de 16 anos ou mais presencialmente no período de 3 a 5 de outubro. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais para mais ou menos. A pesquisa está registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07940/2022.

Reeleição da bancada ruralista chega a 65%, e líder espera novas adesões em 2023

Thiago Resende / FOLHA DE SP
BRASÍLIA

bancada ruralista, uma das mais influentes do Congresso, obteve uma taxa de reeleição na Câmara um pouco acima da média geral dos deputados que disputaram novamente o cargo. A Frente Parlamentar da Agropecuária tem atualmente 247 deputados e faz parte da base do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desse total, 202 disputaram um novo mandato na Câmara. Saíram-se vitoriosos 133, ou seja, cerca de 65% de índice de reeleição. Considerando toda a composição da Câmara, essa taxa foi de 60,6%.

O presidente da bancada, Sérgio Souza (MDB-PR), que também se reelegeu, espera que novatos se associem ao grupo, que, segundo ele, pode ultrapassar a marca de 255 integrantes na próxima legislatura.

"Estamos preparando um diagnóstico, mas tudo indica que a frente parlamentar sairá reforçada", disse ele. A Câmara tem, ao todo, 513 deputados. Além de Souza, outros líderes ruralistas conseguiram renovar o mandato, como Alceu Moreira (MDB-RS), que liderou a bancada nos primeiros anos do atual governo.

 Ambos atuaram para que o MDB declarasse apoio a Bolsonaro no segundo turno. O partido, no entanto, ficou neutro e liberou os diretórios estaduais na disputa entre o presidente e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A terceira colocada no pleito presidencial, Simone Tebet (MDB), declarou apoio ao petista.

"Agora que a eleição ao Congresso passou, vamos entrar 100% na campanha do Bolsonaro. Isso vale para deputados estaduais, federais, governadores, agora prontos para ajudar na reeleição do presidente", disse Alceu.

Para Souza, o resultado da eleição para o Congresso impõe desafios para Lula, caso ele seja eleito presidente —embora afirme que a possibilidade de vitória do PT não existe. "É um Congresso mais forte e que quer pautas do agro, quer as causas da família; um perfil mais conservador", disse o deputado.

Do lado petista, aliados de Lula esperam que o apoio de Tebet amplie o diálogo com ruralistas.

Líderes da bancada do agro, porém, dizem que isso não será suficiente para que o setor majoritariamente bolsonarista embarque na candidatura do petista.

O empresário Carlos Ernesto Augustin, que auxilia a campanha do ex-presidente, afirmou que outra ideia é levar Lula a um encontro com a elite ruralista num evento no Instituto Pensar Agropecuária, presidido pelo ex-deputado Nilson Leitão (PSDB).

Leitão é consultor da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), que defende a reeleição de Bolsonaro. Ele também foi um dos articuladores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Alinhados com o presidente Bolsonaro, representantes do setor afirmam, desde o início da campanha, que a articulação do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) não reduzirá a resistência à candidatura de Lula.

Candidato a vice-presidente na chapa com o petista, o ex-tucano foi escalado para fazer a ponte com os ruralistas e atrair votos no terreno de forte tendência bolsonarista.

CAMPANHA POLITICA EM SINOP MT

Prefeito de Porto Alegre, que foi contra passe livre em transporte público na eleição, anuncia voto em Bolsonaro

Por Bernardo Mello — Rio de Janeiro / O GLOBO

 

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), declarou nesta quinta-feira voto no presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno nacional, contra o ex-presidente Lula (PT). No primeiro turno, Melo procurou limitar na Justiça a concessão de passe livre no transporte público na capital gaúcha no dia da eleição. A prática, adotada desde 1995 em Porto Alegre, havia sido cancelada no fim do ano passado através de um projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores.

 

"Sou prefeito de todos os porto-alegrenses e trabalho diariamente para melhorar a vida da cidade e das pessoas. Continuarei agindo assim. Mas, como cidadão, coerente com minha história e princípios, não estarei ao lado do PT. Na eleição nacional, vou apoiar o presidente Bolsonaro", escreveu Melo em uma rede social nesta quinta.

 

A gratuidade no transporte público é uma das ferramentas para reduzir o não comparecimento de eleitores, especialmente os mais pobres e os que se deslocam maiores distâncias até suas zonas eleitorais. O debate sobre o fim do passe livre em Porto Alegre no dia da votação veio à tona dias antes do primeiro turno.

 

Na última sexta-feira, após a Defensoria Pública estadual ingressar com uma ação judicial, Melo disse ter construído um acordo com o Ministério Público e com a Câmara para garantir o passe livre "aos eleitores que não têm condições de pagar o transporte coletivo".

 

Na última sexta-feira, após a Defensoria Pública estadual ingressar com uma ação judicial, Melo disse ter construído um acordo com o Ministério Público e com a Câmara para garantir o passe livre "aos eleitores que não têm condições de pagar o transporte coletivo".

 

No dia seguinte, a 7ª Vara da Fazenda Pública concedeu uma liminar exigindo que a gratuidade no transporte público fosse mantida pela prefeitura para todas as pessoas. Melo, então, anunciou que recorreria da decisão. A prefeitura chegou a derrubar esta liminar no sábado, véspera do primeiro turno, junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), e retomar a gratuidade restrita "para os mais necessitados", mas o TJ-RS reformulou a decisão no mesmo dia e voltou a exigir o passe livre total, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

 

 

Ao justificar a decisão original de extinguir o passe livre no dia da eleição, Melo argumentou que a gestão havia adotado um conjunto de medidas "desde o ano passado para não aumentar a passagem aos R$ 6,65, mantendo R$ 4,80 ao usuário", e que entre as providências para equilíbrio econômico do serviço de transporte público estaria a "redução do passe livre de 12 para 2 ocasiões" anualmente.

 

"Também tenho a convicção de que o debate sobre o passe livre nas eleições deve ser nacional, uma vez que a maioria das capitais não pratica, e as combalidas finanças dos municípios não têm condições de arcar com a despesa", publicou Melo em suas redes na última sexta.

 

Após a controvérsia gerada pelo fim do benefício em Porto Alegre, prefeitos de outras capitais se mobilizaram para conceder gratuidade no transporte público no dia da votação. Segundo levantamento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) antes do primeiro turno, ao menos 20 prefeituras de capitais e grandes cidades haviam aprovado passe livre total ou parcial.

 

A FNP também pleiteou ao Supremo Tribunal Federal (STF), numa ação ingressada pelo partido Rede, que o transporte público funcionasse gratuitamente pelo país no dia da eleição. Em decisão liminar, o ministro Luis Roberto Barroso negou a obrigatoriedade de que os municípios dessem passagem gratuita, mas proibiu redução na frota de ônibus no dia da eleição e o cancelamento de passe livre, no caso das prefeituras que já previam o benefício.

 

A campanha de Bolsonaro chegou a ingressar com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a decisão do STF, e associando o passe livre com transporte clandestino de eleitores e compra de votos. Ao negar o pedido do PL, o ministro Benedito Gonçalves classificou o argumento como "absurdo".

 

 

TSE aprova plano da propaganda gratuita para o segundo turno

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, hoje (6), por unanimidade, o plano de mídia para a propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio durante a campanha do segundo turno das eleições. Pelo calendário eleitoral, as peças audiovisuais devem voltar a ser veiculadas amanhã (7).

Pelo plano de mídia aprovado, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, que disputam a Presidência da República, terão 5 minutos cada nos dois blocos diários de propaganda eleitoral.

Os horários dos blocos seguem os mesmos do primeiro turno: na TV, as propagandas irão ao de segunda-feira a sábado, das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40. No rádio, a propaganda para presidente vai ao ar de 7h às 7h10 e de 12h às 12h10.

O primeiro a se apresentar será o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ter obtido maior número de votos no primeiro turno. A partir daí é feita a alternância com o presidente Jair Bolsonaro, que tenta a reeleição e ficou em segundo lugar.

No caso dos governadores, os blocos também são de 10 minutos, indo ao ar das 13h10 às 13h20 e das 20h40 às 20h50 na TV. No rádio, o horário é de 7h10 às 7h20 e das 12h10 às 12h20.

Os candidatos também têm 25 minutos de inserções por cargo, de segunda-feira a domingo, para veicular peças de 30 segundos a 60 segundos ao longo da programação do rádio e da TV.

AGÊNCIA BRASIL

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