Datafolha: Bolsonaro lidera no Rio com 51%, contra 41% de Lula
Carolina Linhares / folha de sp
O presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera com 51% das intenções de voto contra 41% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio de Janeiro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (27). Brancos e nulos somam 5%, e 3% não sabem.
A margem de erro do levantamento no estado é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
No cenário nacional, que tem margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa Datafolha mostra vantagem de Lula, que tem 49% dos votos totais, ante 44% de Bolsonaro, 5% de brancos e nulos e 2% de indecisos.
Em relação aos votos válidos, que desconsideram brancos e nulos, Bolsonaro marca 56%, e Lula, 44%.
No primeiro turno, Bolsonaro teve 51,09% dos votos válidos no Rio, enquanto Lula marcou 40,68%.
Aliado de Bolsonaro, o governador Cláudio Castro (PL) se reelegeu no primeiro turno, derrotando o candidato de Lula, Marcelo Freixo (PSB).
No estado, a rejeição a Lula é maior (53%), enquanto 43% indicam não votar em Bolsonaro de jeito nenhum.
Entre os eleitores do Rio de Janeiro, 42% consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom; 20% avaliam como regular; 36% opinam que é ruim ou péssimo; e 2% não sabem.
Lula e Bolsonaro têm mirado o Sudeste nesta segunda etapa da campanha. Os dois candidatos estiveram no Rio de Janeiro na mesma semana. Enquanto o presidente tem o governador como cabo eleitoral, o ex-presidente conta com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD).
A pesquisa Datafolha, contratada pela Folha e pela TV Globo, ouviu 799 pessoas no estado do Rio de Janeiro, de terça (25) a esta quinta. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 04208/2022.
Datafolha: Bolsonaro lidera em SP com 49%, ante 43% de Lula
Carolina Linhares / folha de sp
Em São Paulo, estado mais populoso do país, Jair Bolsonaro (PL) marca 49% das intenções de votos totais ante 43% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (27). O total de indecisos é de 2%, e os brancos e nulos, 6%.
A diferença entre os dois está no limite máximo da margem de erro, em que uma situação de empate é improvável, segundo o Datafolha.
A pesquisa Datafolha, contratada pela Folha e pela TV Globo, ouviu 1.022 pessoas no estado de São Paulo, de terça (25) a esta quinta. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 04208/2022. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
Em relação aos votos válidos, que desconsideram brancos e nulos, Bolsonaro marca 53%, e Lula, 47%.
Em São Paulo, no primeiro turno, Bolsonaro venceu no estado com 47,71% dos votos válidos, contra 40,89% de Lula.
No cenário nacional, que tem margem de erro de 2 pontos percentuais, a pesquisa Datafolha mostra vantagem de Lula, que tem 49% dos votos totais, ante 44% de Bolsonaro, 5% de brancos e nulos e 2% de indecisos.
Na última pesquisa, de 19 de outubro, Bolsonaro marcou 47% e Lula tinha os mesmos 43% em São Paulo. Antes ainda, em 7 de outubro, o presidente marcou 46% ante 43% do petista.
No estado de São Paulo, 51% dos eleitores indicam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 46% não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum.
Entre os eleitores de São Paulo, 39% consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom; 21% avaliam como regular; 39% opinam que é ruim ou péssimo; e 1% não sabe.
No segundo turno, Lula e Bolsonaro concentraram suas campanhas na região Sudeste. Em São Paulo especificamente, fizeram campanhas coladas às de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputam o Palácio dos Bandeirantes.
Tarcísio venceu o primeiro turno e segue à frente nas pesquisas, embora Haddad se aproxime —o último Ipec marcou 46% a 43%.
O objetivo da campanha do PT no estado é diminuir a vantagem de Bolsonaro. Para isso, o candidato a vice-presidente e ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) foi escalado para percorrer interior paulista.
Já Bolsonaro conquistou o apoio do governador Rodrigo Garcia (PSDB), derrotado no primeiro turno, o que arrastou para sua campanha centenas de prefeitos e consolidou uma vantagem no interior.
As queixas de Bolsonaro sobre a atuação de Rodrigo Pacheco a favor de Lula em Minas
Por Bela Megale / o globo
A negativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, para investigar as inserções de rádio não foi o único foco de irritação do presidente Bolsonaro nesta quarta-feira. Antes de falar a jornalistas na entrevista que convocou no Palácio da Alvorada, o presidente fez críticas a auxiliares sobre a atuação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e de seu principal aliado, o senador Alexandre Silveira (PSD-MG), junto aos prefeitos mineiros a favor de Lula.
Bolsonaro havia passado o dia em agendas no estado, considerado decisivo para que ele possa ultrapassar o petista e conquistar a reeleição. Diante da cúpula do governo e visivelmente irritado, Bolsonaro colocou na conta de Pacheco e Silveira sua dificuldade de ampliar a intenção de voto em Minas. A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra Lula com 45% das intenções de voto dos mineiros, contra 40% do presidente.
A cúpula da campanha bolsonarista vê hoje as lideranças do estado divididas em dois grupos: o dos prefeitos ligados ao senador Rodrigo Pacheco e daqueles ligados ao governador Romeu Zema (Novo), apoiador do presidente.
Publicamente, Pacheco atua para se mostrar neutro na disputa. Na prática, porém, delegou a Alexandre Silveira a missão de alinhavar com os prefeitos o apoio a Lula. Desde então, Silveira tem buscado diversas lideranças para defender o nome do petista. No discurso, aponta que o ex-presidente foi o mais votado em 630 municípios mineiros no primeiro turno, além da defesa da democracia e do ambiente de pacificação do país, essencial para que prefeitos consigam realizar políticas públicas.
Zema, que foi reeleito no primeiro turno sem assumir publicamente apoio a Bolsonaro, também buscado trazer as lideranças para o lado do presidente. O governador, no entanto, já se queixou a Bolsonaro que ação de Pacheco e Silveira têm lhe atrapalhado.
Apesar dos pedidos explícitos de voto em Bolsonaro, o próprio Zema optou pela cautela diante dos números em Minas. Desconfiado como todo bom mineiro, o governador mantém as críticas apenas à administração do ex-governador petista Fernando Pimentel e evita mirar Lula diretamente.
nova Datafolha no segundo turno: Lula tem 49% das intenções de voto; Bolsonaro, 44%
Por Levy Teles / o estadão
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 49% das intenções de voto e lidera a corrida pelo Palácio do Planalto ante o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 44%, segundo a pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira, 27. É o penúltimo levantamento do instituto antes do segundo turno.
Segundo a amostra, 5% declaram voto em branco ou nulo e 2% não souberam responder. Os votos válidos, que excluem brancos e nulos, apontam Lula com 53% ante 47% de Bolsonaro.
O presidente oscilou negativamente um ponto em comparação ao último levantamento, do dia 19 de outubro, enquanto o petista manteve o mesmo número. A alteração foi o suficiente para resgatar a vantagem de Lula, que estava empatado tecnicamente no limite da margem de erro no índice.
O mesmo acontece nos votos válidos. O ex-presidente tinha 52% ante 48% do chefe do Executivo.
Nos índices de rejeição, o cenário é de estabilidade. Bolsonaro continua liderando, com a reprovação de 50% dos brasileiros, enquanto Lula é preterido por 45%. Em comparação com à amostra semana anterior, o candidato à reeleição tinha o mesmo número enquanto o petista oscilou negativamente um ponto.
O governo Bolsonaro é avaliado como ruim ou péssimo por 39% dos entrevistados. 38% avaliam como ótimo ou bom a 22% classificam a gestão como regular — exatamente o mesmo número da pesquisa anterior.
O presidente está numericamente superior em dois dos três maiores colégios eleitorais do País: São Paulo (o maior, 49% a 43%) e Rio de Janeiro (o terceiro maior, 51% a 41%). Lula tem a vantagem em Minas Gerais (o segundo maior, 48% a 43%). As margens de erro são de quatro, três e três pontos porcentuais, respectivamente, o que configura empate técnico em Minas Gerais e em São Paulo.
Contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa divulgada nesta quarta-feira foi realizada entre 25 e 27 de outubro e entrevistou 4.580 eleitores presencialmente em 252 cidades. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04208/2022. A margem de erro é dois pontos para mais ou para menos.
Pesquisas eleitorais
No primeiro turno, Lula obteve 57,2 milhões de votos válidos, ou 48,43% do contabilizado pela Justiça Eleitoral. Bolsonaro, candidato à reeleição, recebeu 51 milhões de votos, ou 43,20% do total. Os números foram divergentes com os dados divulgados na véspera do primeiro turno por parte de pesquisas.
“A gente não pode dizer que houve erro. A pesquisa não prevê acertar resultados, não é prognóstico”, disse a diretora do Datafolha, Luciana Chong, em entrevista à GloboNews, um dia depois da realização do primeiro turno.
Após a eleição do dia 2 de outubro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, pediu à Polícia Federal para que investigue os institutos de pesquisa. No dia 6, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os institutos de pesquisa de intenção de voto.
Na quinta-feira, 14, o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Cordeiro, determinou a abertura de um inquérito para investigar as empresas Datafolha, Ipec e Ipespe, sob o argumento de haver indícios de que os institutos de pesquisa atuaram “na forma de cartel” para “manipular” as eleições, cometendo o mesmo erro sobre o resultado da votação do último dia 2 para escolher quem vai comandar o País nos próximos quatro anos, a partir de 2023.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, suspendeu as investigações abertas. Moraes pediu para a Corregedoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral investigarem se houve abuso de autoridade e de poder para favorecer candidatura do presidente Jair Bolsonaro.
Próximo a Lula, Meirelles defende ‘licença’ para gastos de até R$ 100 bi fora do teto
Por Adriana Fernandes / o estadão
Escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar da campanha em ato no teatro Tuca da PUC de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vem se transformando numa espécie de porta-voz informal para a área econômica junto a investidores e veículos de imprensa internacionais.
Ao Estadão, Meirelles disse que é razoável um “waiver” – licença para gastar fora do teto de gastos – de R$ 100 bilhões. “O mercado não aceita mais do que R$ 100 bilhões”, ponderou ele, que tem citado estudo do Observatório Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV) que aponta um potencial de custo adicional de R$ 430 bilhões nas contas públicas com as medidas, tanto do lado das receitas quanto das despesas, aprovadas pelo governo Bolsonaro e pelo Congresso.
Nos últimos dias, Meirelles tem feito um contraponto às propostas dos economistas do PT e defendeu a aprovação de uma “excepcionalidade” no teto de gastos no primeiro ano do próximo governo. A declaração motivou uma reação debochada nesta quarta-feira, 26, do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Bem-vindo, fura-teto”, disse Guedes, em referência ao fato de que o “cara que fez o teto” agora defende o seu “furo”.
“Ele (Guedes) não entendeu que a finalidade mais importante do teto é forçar a definição de prioridades e a aprovação de reformas. A primeira foi a da Previdência e, agora, a administrativa. Sem o teto, nada disso ocorreria”, rebateu.
Como os economistas do partido foram orientados a não falar nessa reta final, Meirelles vem ocupando espaço de referência como interlocutor econômico para fora da campanha. Mas tem sido alvo de “fogo amigo” de integrantes do comando do PT. Em 2016, ele comandava a equipe que propôs a regra do teto durante o governo Michel Temer, regra criticada pelo PT desde o seu anúncio.
“É sintomático que o único economista que ele (Lula) de fato convidou para o evento no Tuca foi a mim. O Geraldo Alckmin convidou o Persio (Arida), economista ligado a ele. Uma sinalização não de que vá nomear um dos dois para um cargo específico, mas de que respeita”, ponderou.
Meirelles disse que não há compromisso de Lula com nomeação para cargos, num eventual governo, para sua participação na campanha. O seu nome, porém, está presente na bolsa de apostas para o ministério da Fazenda se Lula sair vitorioso nas eleições. Chamou atenção esta semana o tom assertivo dele em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.
Somente na quarta-feira, ele deu entrevistas para o Washington Post e Financial Times. Nas redes sociais, o ex-ministro tem postado posições, acompanhadas pelos investidores, sobre os temas mais importantes de definição de política econômica.
Para Meirelles, Lula pode conseguir apoio do mercado se sinalizar uma política responsável do ponto de vista fiscal, mas ponderou que há uma preocupação do mercado com a possibilidade de que Lula não faça aquilo que fala e opte por uma política como no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
“Mas são compatíveis os diversos compromissos que Lula está assumindo com a austeridade e com a responsabilidade fiscal”, afirmou. Segundo ele, Lula tem ouvido seus conselhos para fazer a reforma administrativa nos moldes da realizada em São Paulo, quando era secretário de Fazenda, que enxugou as empresas estatais.
“Em São Paulo, tinha um grande número de empresas estatais com orçamento, com custos de pessoal, contas a pagar que tinham sido criadas para executar obras específicas que já terminaram”, disse. “A finalidade da criação da empresa já deixou de existir, mas ela continuou.”
Para ele, é possível fazer um enxugamento muito grande e que abre um espaço enorme para investimentos sociais e de infraestrutura. Ele argumentou que muitas dessas empresas não têm mais receitas, só “empilham” despesas.
O ex-ministro também defende corte de benefícios para se conseguir fazer o ajuste fiscal e diz que é possível fazer mudanças na regra do teto com crescimento real (acima da inflação), mas com o pressuposto de uma reforma administrativa. “Pode um pouquinho, mas não muito”, disse ele, que rejeita a proposta de vincular o teto ao PIB. Meirelles também avalia ser possível conceder um crescimento real do salário mínimo, desde que não seja uma regra permanente, e avaliou ser necessário um reajuste dos salários dos servidores.
“A meta de primário não é suficiente. O problema do primário é que é receita e despesa e não adianta fixar meta em cima do que não se controla, a receita”, disse Meirelles. Na campanha, Lula e ala política do PT já sinalizaram anteriormente que preferem revogar o teto e ficar com a meta de superávits primários (receitas menos despesas sem levar em conta o gasto com juros da dívida), que seria “mais modernizada”.

