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Campanha de 2018 será das mais restritas em propaganda de rua

Eliana Passareli / folha de sp
SÃO PAULO

campanha eleitoral, cujo período permitido começou nesta quinta (16), será uma das mais restritas dos últimos tempos em termos de propaganda visual de rua. Desde 2006, o legislador tem criado regras que contribuíram para diminuir a poluição visual nas cidades, em busca de redução de custos e um maior equilíbrio na disputa.

A propaganda móvel foi resumida a bandeiras e mesas para distribuição de materiais. Bonecos e cavaletes não são permitidos. O carro de som, de que ninguém sentirá falta, teve seu uso limitado a carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões ou comícios.

Na propriedade particular, que a legislação chega ao extremo de regular, só podem ser afixados adesivos ou papel, medindo até meio metro quadrado. Pinturas, placas e faixas em muros particulares não são permitidos, conforme a reforma eleitoral de 2015.

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Tribunal como palanque

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 03h00

 

A incrível farsa protagonizada na quarta-feira pelo PT em nome de seu chefão Lula da Silva, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como candidato do partido à Presidência a despeito do fato incontestável de que ele é inelegível, teve um único objetivo: transformar o Judiciário em palanque petista.

Seguindo a estratégia desenhada pelo ex-presidente em sua cela em Curitiba, onde cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, os petistas parecem acreditar que qualquer desfecho jurídico a respeito da candidatura de Lula lhes será benéfico. Na remotíssima hipótese de que a Justiça Eleitoral dê sinal verde à candidatura, Lula chegará como favorito à disputa; no entanto, se sua candidatura for impugnada, o que é bem mais provável, Lula e sua claque denunciarão a decisão como prova cabal de que o ex-presidente é um “perseguido político” – e é isso, e apenas isso, o que alimentará a campanha petista.

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Exclusivo: 65,6% não votariam em Lula preso

O PT pode até fazer a sua encenação para realizar o pedido de registro da candidatura de Lula no TSE,  com direito a “invasão” de militantes do MST em Brasília. Mas, com Lula preso, não terá o apoio da população nas urnas. Segundo uma sondagem realizada com exclusividade para o BR18 pela Paraná Pesquisas, divulgada nesta quinta-feira, 16, 65,6% dos eleitores afirmaram que não votariam em Lula para a Presidência com ele na cadeia. Ainda assim, 34,4% dos entrevistados declararam que, mesmo com o ex-presidente no xilindró, dariam seus votos a ele.

De acordo com a pesquisa, a fatia dos que não votariam em Lula preso é praticamente a mesma entre homens e mulheres. A resistência ao voto no petista, porém, é maior nas regiões Sul (77,1%), Norte/Centro-Oeste (77,1%) e Sudeste (69,3%) do que no Nordeste (49,4%). Ela é maior também entre os eleitores com grau universitário (80,1%) e com ensino médio (67,4%) do que com ensino fundamental (54,5%). A Paraná Pesquisas ouviu 2.002 eleitores em 168 municípios de 26 Estados e no Distrito Federal, entre os dias 9 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no TSE sob o nº BR-02891/2018. / J.F.

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Operação Tabajara 3

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 03h00

Tal como se uniu contra a tentativa de usar um plantão de fim de semana do TRF-4 para soltar o ex-presidente Lula em uma hora, o Judiciário brasileiro se une agora contra uma outra investida do PT: o registro da candidatura de Lula, gritantemente ilegal, de uma “inelegibilidade chapada”, como definiu o ministro Luiz Fux, do STF.

O registro da candidatura de Lula no final do último dia, sabendo que ela seria certamente impugnada, não é uma estratégia jurídica, mas sim uma articulação política. E o Judiciário, tomado em brios, não aceita ser usado em articulações políticas desse tipo.

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Lula usa dinheiro público para enganar eleitorado

Lula será proibido de disputar o Planalto. Isso acontecerá porque ele é ficha-suja e a Justiça Eleitoral decidiu fazer valer a Lei da Ficha Limpa. O PT sabe que registrou no TSE um candidato-fantasma. Tanto que já levou à vitrine um substituto: Fernando Haddad. A insistência de Lula em prolongar a polêmica sobre sua falsa candidatura tem dois propósitos: desmoralizar a Justiça e enganar o eleitor.

A defesa de Lula mobilizou advogados especializados em jurisprudência eleitoral para esticar um processo que todos sabem que não dará em nada. Um político que se imaginava invulnerável e está preso numa sala de 15 metros quadrados tem todo o direito de optar por viver no Mundo da Lua. O que não seria aceitável é que a Justiça fizesse o papel de boba.

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