A quem interessa o ‘distritão’
O Estado de S.Paulo
11 Agosto 2017 | 03h07
Faz tempo que alguns dos muitos caciques do PMDB tentam instituir o “distritão”, sistema em que são eleitos para a Câmara dos Deputados apenas os candidatos mais votados por Estado, transformado em distrito. Só isso deveria bastar para que se desconfie de que o tal “distritão” coisa boa não é.
Apresentado por meio de destaque do PMDB, o sistema foi aprovado por 17 votos a 15 na comissão da Câmara que analisa a reforma política, na madrugada de quinta-feira passada. O projeto de reforma, que inclui, além do “distritão”, a criação de um bilionário fundo público para financiar campanhas eleitorais, seguirá para o plenário e passará por dois turnos de votação. Se obtiver ao menos 308 votos em cada votação, o projeto irá ao Senado, para mais dois turnos.
Eleições no Ceará – Você apostaria em nome novo?

Com o título “Questões para 2018 no Ceará”, eis o que escreve o jornalista Fabio Campos em sua coluna no O POVO desta quinta-feira. Ele bate na tecla de que o eleitor quer nome novo disputando o Governo. Será? Confira:
As circunstâncias políticas não recomendam que se promovam leituras dos cenários de 2018 com os olhos e as experiências das eleições anteriores. A crise foi profunda e se arrasta desde 2014. Desde então, além da crise, várias decisões que, para o bem e para o mal, produzem mudanças de grande efeito. Uma delas: como fazer uma campanha presidencial e de governador sem doações privadas?
Bolsa eleição sem qualificação do gasto é tunga
Em sessão que entrou pela madrugada desta quinta-feira, a comissão que trata da pseudoreforma política aprovou seu texto-base. E já iniciou a análise das emendas. Tudo ainda pode mudar, exceto um ponto: o Bolsa Eleição, fundo criado para financiar campanhas eleitorais com verba pública, é intocável. Para 2018, reservaram-se R$ 3,6 bilhões. A coisa foi batizada de Fundo Especial de Financiamento da Democracia. Jamais foi inventado nome mais bonito para tunga.
Lula compara partido a Tiradentes: ‘PT é imortal’
À espera do julgamento do recurso judicial que pode convertê-lo em ficha-suja, Lula realizou nesta quarta-feira mais um ato de sua campanha fora de época. Postulante ao posto de vítima, discursou à noite para petistas de Franco da Rocha (SP). Disse que os ataques que lhe fazem são endereçados, na verdade, ao PT. E comparou a legenda a ninguém menos que Tiradentes. “O PT é imortal”, declarou a certa altura.
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Em entrevista, Ciro Gomes ataca Doria, Bolsonaro, Lula e Dilma
O pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT-CE) foi entrevistado nesta quarta-feira no programa Pânico, da rádio Jovem Pan, e não poupou críticas a três possíveis concorrentes nas eleições de 2018: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSC) e João Doria (PSDB), além da ex-presidente Dilma Rouseff (PT).
No início da entrevista, que teve mais de uma hora de duração, o presidenciável defende o fim da polarização entre os brasileiros para que os problemas possam ser superados. “O Brasil não pode cair na esparrela de aceitar essa falsa divisão entre coxinha e mortadela. Tem que discutir o futuro. Se a gente for transformar o embate que nós temos hoje nesse ódio ou paixão ao redor do Lula, o Brasil não sai de onde está.”
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