Com bolsa voto e sem Lava Jato
*José Nêumanne, O Estado de S.Paulo
09 Agosto 2017 | 03h02
Imagine um País com bolsa voto e sem Lava Jato. Ou seja, com financiamentos bilionários de campanha pagos exclusivamente com verbas públicas de até R$ 6 bilhões por ano, o que dará aos políticos mais possibilidades de roubo, e a reeleição assegurada pelas propinas de hábito. Atente para esse paraíso dos mandatários desta porca República, pois quem vai bancá-lo somos nós, cidadãos e contribuintes espoliados pelo Estado estroina e com o patrimônio pessoal arrasado pela crise econômica. De um lado, o éden para delinquentes. Do outro, o inferno para justos.
Lula grava vídeo e seu candidato perde eleição no interior do Piauí
Coluna do Estadão
08 Agosto 2017 | 05h30
Apesar de sua força política no Nordeste e de o governador do Piauí ser do PT, o ex-presidente Lula foi derrotado no seu primeiro teste nas urnas após ter sido condenado pela Lava Jato. Lula gravou um vídeo de apoio ao candidato Jailson (PT) à prefeitura de Miguel Leão, pequena cidade do Piauí. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, gravou outro a favor de Robertinho (PR). O candidato de Lula perdeu a disputa para o nome do PR. A eleição suplementar ocorreu domingo porque o prefeito, o vice e o presidente da Câmara foram cassados.
No vídeo de um minuto, que acompanha a legenda “ex-presidente do Brasi”, sem o L, Lula nacionaliza a disputa. “O Jailson é do PT e você sabe que o PT sabe governar o Brasil, sabe governar Miguel Leão, por isso domingo não se esqueça, vote em Jailson”, diz ele.
Jailson recebeu 625 votos e terminou a eleição em segundo lugar, ante os 663 de Robertinho.
Em 2014, Dilma Rousseff obteve 67% dos votos no município frente 14% de Aécio Neves (PSDB). Assista ao vídeo gravado por Lula em apoio a Jailson (PT)
Para 32% do eleitorado, Bolsonaro é o anti-Lula

Levantamento feito pelo Instituto paraná Pesquisas aponta que 32,8% do eleitorado brasileiro identifica o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como o que mais representa o sentimento anti-Lula ou anti-PT; em seguida, aparecem o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), com 14,5%; Marina Silva (Rede), com 12,3%; Geraldo Alckmin (PSDB), 7,6%; Joaquim Barbosa (sem partido), 7,3%; Ciro Gomes (PDT), 3,6%; e Álvaro Dias (Podemos), 2,8%; se a estratégia utilizada por Bolsonaro, de atacar Lula e o PT, o coloca em posição de destaque para o pleito presidencial de 2018, ao mesmo tempo eleva a rejeição do pré-candidato, que já chega a 53,9% da população.
O mais rejeitado - ISTOÉ
Exclusivo/ Paraná Pesquisas
Na eleição ao governo de São Paulo, em 1998, Paulo Maluf era a personificação do oponente ideal. Dono de uma insuperável rejeição entre os paulistas, Maluf batia todos os adversários no primeiro turno, mas – era sabido de antemão – o candidato seria presa fácil na segunda etapa do pleito. Quem conseguisse superar a barreira do primeiro turno e conquistasse o direito de enfrentá-lo no segundo, saborearia os louros da vitória. Não deu outra. Mário Covas, do PSDB, foi eleito governador na disputa derradeira contra Maluf com 9,8 milhões de votos – 55% a 44%. O ex-presidente Lula caminha para ser o Maluf de 2018.
79% querem caras novas nas eleições de 2018
Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (6):
“A política tradicional, os partidos e os atuais políticos estão em forte queda no imaginário dos eleitores”. A conclusão é da pesquisa Ideia Big Data (IBD), instituto que atua no Brasil, EUA e Índia. Foram realizadas 10.063 entrevistas com eleitores de 37 municípios brasileiros. A margem de erro estimada é de 1.75%. Alguma novidade nisso? Não, nenhuma. O desgaste da política, dos políticos, dos partidos, do sistema político e até das instituições políticas como o Congresso e os poderes executivos brasileiros vem há anos sendo detectado por diversas pesquisas. Mas há uma importante e sintomática novidade nas conclusões do IBD.

