Temer veta ‘censura’ e beneficia cúpula partidária
Thiago Faria, Isadora Peron, Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo
06 Outubro 2017 | 21h33
BRASÍLIA - O presidente Michel Temer sancionou nesta sexta-feira, 6, a reforma política aprovada pelo Congresso e, ao vetar dois pontos da legislação, beneficiou as cúpulas dos partidos e os candidatos que possuem mais recursos financeiros. Após a repercussão negativa, ele também retirou da versão final um dispositivo que poderia levar à censura na internet.
Leia mais:Temer veta ‘censura’ e beneficia cúpula partidária
Nanicos com o pé na estrada
Antes tarde do que nunca. Desde os anos 90, fala-se sobre a necessidade de dificultar a proliferação artificial de partidos políticos. Hoje, existem no País 35 partidos registrados no TSE, mas no máximo dez deles têm vida política efetiva. O resto é legenda de fachada. Mas esse quadro finalmente vai mudar. Na quarta-feira 4, foi homologada no Congresso a exigência da chamada cláusula de barreira para a criação de partidos políticos. Até agora, bastava criar uma sigla para ter acesso ao fundo partidário, em valor que variava de R$ 1,054 milhão a R$ 98 milhões. A partir da eleição do ano que vem, para se beneficiar de dinheiro público e de tempo gratuito na TV, os partidos precisarão atingir votação mínima de 1,5% em pelo menos nove estados, percentual que subirá gradativamente até 3% em 2030. Portanto, a farra está com os dias contados.
Com cláusula de barreira e novo fundo, eleição terá mudanças; entenda
Depois de meses de debates, idas e vindas e muita espuma, o Congresso Nacional aprovou uma reforma política que se resume a três pontos essenciais: a criação de mais um fundo público para financiar as campanhas políticas (cerca de R$ 2 bilhões), o fim das coligações para a eleição ao Legislativo (só a partir de 2020) e uma cláusula de barreira (ou desempenho) para tentar barrar a proliferação dos partidos.
Leia mais:Com cláusula de barreira e novo fundo, eleição terá mudanças; entenda
Tendência para o autoritarismo é alta no Brasil, diz estudo
| Lalo de Almeida/Folhapress | ||
![]() |
||
| Muro em São Paulo, onde construções fortificadas refletem o sentimento de medo da população |
Leia mais:Tendência para o autoritarismo é alta no Brasil, diz estudo
Lula diz que está 'estarrecido' com pesquisa que mostra que brasileiros apoiam sua prisão
Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo
02 Outubro 2017 | 20h57
RIO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta segunda-feira, 2, que ficou "estarrecido" com o resultado da pesquisa Datafolha, na qual 54% dos entrevistas afirmaram que apoiam a sua prisão. Em evento no Rio de Janeiro, ele também afirmou que a Política Federal e o Ministério Público mentem. "Todo dia eles me prendem, todo dia inventam um crime que não cometi", disse o petista.
Leia mais:Lula diz que está 'estarrecido' com pesquisa que mostra que brasileiros apoiam sua prisão


