Profissão esperança
LUIZ SÉRGIO HENRIQUES*, O Estado de S.Paulo
19 Novembro 2017 | 03h00
As dificuldades da política democrática – aquela que de modos muito variáveis, segundo os diferentes contextos, apela ao centro político e o considera lugar por excelência de conflito e consenso – estão à vista de todos e não se restringem a nós. Pode ser frágil consolação para nossa própria miséria, mas o fato é que, fora das nossas fronteiras, também nos assustamos com as estratégias radicais de polarização, toscas, mas conscientes, postas em prática por “populistas” de vários tons e matizes, e diferentes graus de periculosidade, a começar pelo caso evidente da mais antiga das democracias contemporâneas.
Duas falsas narrativas
SERGIO FAUSTO*, O Estado de S.Paulo
19 Novembro 2017 | 03h00
Na disputa político-eleitoral brasileira se destacam, até o momento, duas narrativas. Ambas falsas. De um lado, a vitimização de Lula. De outro, a normalização de Bolsonaro. A primeira consiste em transformar o ex-presidente em alvo de uma conspiração armada pelas “elites” para levá-lo à condenação judicial e à inabilitação eleitoral. “Elites”, como sabemos, é uma figura de retórica deliberadamente imprecisa com a qual o PT joga segundo as suas conveniências (não me lembro de o termo ter sido empregado para designar empreiteiras ou frigoríficos amigos do rei). A segunda narrativa reside em travestir de liberal convicto um político notório por declarações e projetos de lei que nada têm que ver com o liberalismo, nem econômico, muito menos político.
Políticos fundaram o MFP, Movimento Fora Povo
Os políticos brasileiros fundaram o MFP, Movimento Fora Povo. Todas as pesquisas de opinião informam que a corrupção está na lista dos problemas que mais inquietam o brasileiro. A Lava Jato animava a plateia com a perspectiva de igualar todos os transgressores perante a lei. De repente, o vendaval que ameaçava os corruptos foi substituído pela mesma velha brisa de sempre —a brisa da impunidade.
'Povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário', afirma Lula
Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo
18 Novembro 2017 | 16h02
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência, disse neste sábado, 18, em Diadema, região do ABC, que “salário não é renda” e, portanto, o “povo” não deve pagar Imposto de Renda sobre seus vencimentos. Para o petista, a tributação deve recair sobre os “ricos”.
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Para onde caminha a sucessão
O quadro sucessório brasileiro, a um ano da eleição, apresenta sinais de esquizofrenia latente por obra e força das circunstâncias. Do ambiente de degradação econômica, ainda predominante, ao vendaval de mazelas políticas, passando pela falta de melhores opções disponíveis, tudo é motivo para o flerte com alternativas radicais.

