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Doria é deixado de lado em campanhas até de aliados favoritos no interior de SP

AMERICANA (SP), RIBEIRÃO PRETO e SANTOS

Embora o governador de São Paulo tenha estado ausente nas campanhas dos dois líderes na corrida pela Prefeitura de Campinas, Dario Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL), os demais seis candidatos buscam vincular os dois à figura de João Doria (PSDB) de maneira depreciativa.

Candidatos à prefeitura em cidades do interior e do litoral de São Paulo, tucanos ou aliados do governador, evitaram exibi-lo até aqui em peças de campanha, como programas do horário eleitoral gratuito na TV.

O PSDB, porém, diz que prefeitos têm solicitado vídeos de apoio e que o partido é favorito em quase todas as prefeituras do litoral.

Na capital, por exemplo, Doria vira alvo preferencial de ataques e segue ignorado pela campanha à reeleição de Bruno Covas (PSDB).

Pesquisa Datafolha de setembro mostrou que 59% dos paulistanos disseram não votar de jeito nenhum em um candidato apoiado pelo governador, rejeição maior que a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em Campinas, Saadi e Zimbaldi aparecem tecnicamente empatados na disputa, com respectivamente 22% e 27% das intenções de voto segundo a última pesquisa feita pelo Ibope. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Zimbaldi, 39, se aliou ao PSDB de Doria em Campinas para fortalecer sua candidatura ao palácio dos Jequitibás. Tem sido ainda alvo de ataques devido a seu apoio, como deputado estadual, a políticas do governo paulista em tramitação na Assembleia Legislativa consideradas prejudiciais à região de Campinas.

Um exemplo foi o PL 529, que tramita em caráter de urgência e prevê a extinção de autarquias, fundações e empresas públicas, além de retirar verbas de instituições como Unicamp e Fapesp. Meios de comunicação locais destacaram que Zimbaldi votou a favor do fim do debate em torno do PL, o que na prática acelerava sua tramitação.

Mas em sua campanha ele afirma: “Não sou candidato de ninguém e nem pau mandado de ninguém”.

A indireta é para Saadi, cuja candidatura é apoiada pelo atual prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), de quem foi secretário de Esportes até recentemente. O liberal foi da base de Donizette por sete anos, até o rompimento no ano passado.

Apesar do bom relacionamento entre a atual gestão campineira e o Governo de SP, Saadi prefere mostrar que tem bom trânsito com Brasília.

Em peça de campanha divulgada nesta segunda-feira (9), ele mostra encontro com Davi Alcolumbre (DEM-AP), em que o presidente do Senado lhe manifesta apoio e diz: “As grandes obras dependem de recursos federais. Por isso, o prefeito de Campinas tem que ser respeitado em Brasília”.

Em outra peça, afirma: "O prefeito de Campinas precisa ter bons projetos e força política para transitar com liberdade em Brasília e trazer recursos provenientes de emendas parlamentares e fundos especiais".

Em suas idas a São Paulo, preferiu também mostrar encontros mantidos com Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Mesmo quando fala da pandemia —Saad é médico—, o candidato evita menções ou avaliações sobre a atuação da administração estadual. Fala apenas que as cidades seguiram o plano SP, elaborado pelo governo do estado, e que coube às prefeituras monitorar o cumprimento.

Já em Ribeirão Preto, o prefeito Duarte Nogueira (PSDB), que lidera a disputa pela reeleição, também não tem exibido peças em que Doria apareça.

Ele tem 31% das intenções de voto, conforme a última pesquisa Ibope, de 27 de outubro, à frente de Chiarelli (Patriota) e da ex-reitora da USP Suely Vilela (PSB), ambos com 14%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

Por meio de sua assessoria, o prefeito afirmou, ao justificar a ausência do governador na campanha, que a eleição deste ano é municipal e, portanto, tem interesses locais atrelados a ela.

De uma família de tucanos históricos, o vereador e candidato à Prefeitura de Americana Rafael Macris (PSDB) fazia questão de mostrar seus vínculos com Doria antes do início da corrida eleitoral. Seu irmão Cauê Macris é deputado estadual e considerado um dos escudeiros do governador na Assembleia Legislativa, que preside.

Agora, seu material de campanha sequer exibe o logo do PSDB —a candidatura afirma que isso deve à decisão de não dar destaque a nenhum partido que faz parte da coligação Americana Grande de Novo.

Doria é mencionado indiretamente na campanha do tucano. "Temos as portas abertas com o governo federal e com o governo estadual para enfrentar os próximos quatro anos."

No litoral, há a leitura silenciosa de políticos do PSDB de que a imagem de Doria ficou desgastada com decisões contestadas sobre a classificação de isolamento da região durante a pandemia do novo coronavírus.

A associação direta ao nome do governador passou a ser interpretada como estratégia perigosa e, praticamente, não existiu nas principais cidades.

Doria não teve a imagem utilizada durante os horários eleitorais até aqui e foi lembrado nos debates quase sempre em críticas feitas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que questionaram desde medidas de isolamento ao impasse envolvendo uma definição para a ligação seca entre Santos e Guarujá, atualmente feita por balsas.

O principal deles foi o ex-desembargador e candidato em Santos, Ivan Sartori (PSD).

“[Não há] nenhum [desgaste], somos favoritos em quase todas as prefeituras. A população sabe da importância de agir com responsabilidade e coerência, como foi feito ao longo da pandemia”, disse à Folha o presidente do PSDB paulista e secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Ele ainda cita que, mesmo já próximos ao fim da campanha, prefeitos seguem pedindo a gravação de vídeos de apoio, sem precisar para quais cidades. Na Baixada Santista, há candidatos do partido nos nove municípios —Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Bertioga.

"Tenho poucos segundos no programa eleitoral, então pretendemos usar os vídeos de lideranças do partido só na última semana. As pessoas entendem que é importante a ajuda do governo do estado aqui na cidade", disse a candidata à Prefeitura em São Vicente, Solange Freitas (PSDB).

Em grande parte dos vídeos já gravados, Doria fez coro à chegada da Sinovac e ao enfrentamento da crise econômica. Segundo Vinholi, o discurso é de retomada e que é necessário, portanto, de gestores preparados nas cidades. FOLHA DE SP.

Eleições 2020: eleitores não podem ser presos a partir de hoje Agência Brasil

 Nenhum eleitor pode ser preso ou detido de hoje (10) até 48 horas após o término da votação do primeiro turno, no próximo domingo (15). A proibição de prisão cinco dias antes da eleição é determinada pelo Código Eleitoral (Lei 4737/1965), que permite a detenção nos casos de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

 

O flagrante de crime é configurado quando alguém é surpreendido cometendo uma infração ou acabou de praticar. De acordo com o Código de Processo Penal, se um eleitor é detido durante perseguição policial ou se é encontrado com armas ou objetos que sugiram participação em um crime recente, também há flagrante delito. 

 

Na segunda hipótese, é admitida a prisão daqueles que têm sentença criminal condenatória por crime inafiançável, como por exemplo, pela prática de racismo, tortura, tráfico de drogas, crimes hediondos, terrorismo ou ação de grupos armados que infringiram a Constituição.

 

A última exceção é para a autoridade que desobedecer a salvo-conduto. Para tanto, o juiz eleitoral ou o presidente de mesa pode expedir uma ordem específica a fim de proteger o eleitor vítima de violência ou que tenha sido ameaçado em seu direito de votar. O documento garante liberdade ao cidadão nos três dias que antecedem e nos dois dias que se seguem ao pleito. Quem desrespeitar o salvo-conduto poderá ser detido por até cinco dias.

O eleitor preso em um dessas situações deve ser levado à presença de um juiz. Se o magistrado entender que o ato é ilegal, ele pode relaxar a prisão e punir o responsável. A proteção contra detenções durante o período eleitoral também vale para membros de mesas receptoras de votos e de justificativas, bem como para fiscais de partidos políticos.

Candidatos

No caso de candidatos, desde o dia 1º de novembro, eles não podem ser presos, a menos que seja em flagrante ato criminoso. ISTOÉ COM AGÊNCIA BRASIL.

Articulação Moro-Huck para eleição de 2022 inclui Doria e vê Ciro à frente de Lula

Igor Gielow / folha de sp
 
moro e luciano
SÃO PAULO

A articulação do chamado centro político para enfrentar tanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quanto a esquerda em 2022 aproximou três nomes obrigatórios em conversas sobre o tema: João DoriaLuciano Huck e Sergio Moro.

A trinca combinou que irá jogar junto na montagem de uma frente oposicionista para a eleição presidencial.

Na primeira quinzena de setembro, o governador tucano de São Paulo recebeu em sua casa o ex-ministro da Justiça e sua mulher, Rosângela.

Num jantar, conversaram sobre a conjuntura política e a necessidade da união de nomes para fazer frente principalmente a Bolsonaro.

O diagnóstico compartilhado pelos dois é o mesmo: o Brasil vive uma entropia política e 2022 pode viver uma repetição do embate entre a direita populista representada pelo presidente e algum nome do campo à esquerda.

Hoje, o político deste campo mais citado em conversas não é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de resto ainda inelegível, mas sim Ciro Gomes (PDT).

Moro teve a mesma conversa com Huck em outubro, conforme a Folha revelou.

Doria havia falado sobre o tema com o apresentador da TV Globo em um jantar em Davos, na Suíça, durante a edição de janeiro passado do Fórum Econômico Mundial.

No evento, feito em um hotel e à margem da programação oficial do Fórum, cerca de cem convidados eram divididos em mesas sob orientação de um anfitrião por grupo.

Doria era um deles, e convidou Huck e o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM).

O tucano discorreu sobre o que via como um desastre anunciado do governo Bolsonaro, e isso antes da pandemia do novo coronavírus que viria a abater Mandetta. No mesmo salão, em outra mesa, estava o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Aliados de Doria acreditam que a frente é inevitável, dada a resiliência de Bolsonaro em pesquisas de opinião pública e o que consideram risco de organização mínima na esquerda.

Quando os encontros ocorreram, o pleito presidencial americano ainda estava em banho-maria, mas a vitória do democrata Joe Biden sobre o republicano Donald Trump agora é vista como um símbolo, apesar das diferenças óbvias entre os países.

Biden só chegou forte na eleição da semana passada porque uniu as diversas facções de seu partido. A narrativa não é tão cristalina, em se tratando de Brasil.

Doria, que saiu de uma carreira empresarial para duas vitórias seguidas (prefeito em 2016 e governador dois anos depois) em São Paulo, é visto com uma calculada desconfiança por parceiros do centro.

Em entrevista à revista Veja, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que seu partido prefere Huck como candidato.

Mas acha que o apresentador tem uns seis meses para enfim se decidir. A ala histórica do PSDB, encarnada no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda se encanta com a possibilidade de o global ser candidato.

Para aliados do governador paulista, Maia apenas está elevando seu cacife na negociação, como já fez no passado ao se insinuar candidato a presidente em 2018, só para apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

A posição de Moro, que saiu do governo Bolsonaro atirando contra o ex-chefe, é central nesse equilíbrio.

Ele é odiado por forças orgânicas da política brasileira, como os partidos do centrão (Republicanos, PP e afins), dado sua agenda antipolítica moldada como juiz ícone da Operação Lava Jato.

Isso dificultaria tremendamente uma empreitada presidencial. Pessoas que conhecem Moro, muito popular, dizem que ele está cauteloso com toda a articulação.

Interlocutores de Doria acreditam que o ex-juiz não integraria nenhuma chapa, mas seria nome forte de um eventual novo governo na área em que as três figuras concordam, a da justiça e da segurança pública.

O tucano, por sua vez, está em plena articulação. Ele costurou pessoalmente o apoio de partidos do centrão, do MDB e do DEM à candidatura à reeleição do prefeito Bruno Covas (PSDB) na capital paulista.

O arranjo envolve a disputa pela sucessão de Maia em fevereiro, que pode ou não envolver o próprio, e a entrega do governo paulista ao DEM em 2022 na figura do vice de Doria, Rodrigo Garcia, que disputaria a reeleição se Doria for candidato a presidente.

O MDB é uma das alternativas para a Câmara, na pessoa de seu presidente, Baleia Rossi, e já abocanhou o cargo de vice de Covas.

 

 

O caso de Huck, por sua vez, é mais complexo. Ele havia se retraído no começo do ano, e passou em branco como figura pública na pandemia.

Aliados seus acreditavam que ele tinha desistido, assim como em 2018. De dois meses para cá, as coisas mudaram.

Uma articulação empresarial em torno de seu nome ganhou corpo, envolvendo nomes como Abílio Diniz e Pedro Parente, que são aliados no comando da gigante de proteína animal BRF.

Parente é figurinha carimbada do PSDB, e tem uma longa parceria com Andrea Calabi, o padrasto de Huck.

Ex-chefe da Casa Civil de FHC, Parente é muito próximo da TV Globo, empregadora do apresentador, e ocupou a chefia da retransmissora do grupo no Sul, a RBS.

Desde o ano passado, o empresário é sócio da EB Capital, gestora da família Sirotsky, dona da RBS. Huck é garoto-propaganda da BRF, empresa da qual Parente é o presidente do Conselho de Administração, e recebeu um cachê estimado no mercado em R$ 30 milhões em 2019.

Assim, chamou a atenção a série de entrevistas da esposa do apresentador, a também global Angélica, na qual basicamente ela o liberava para ser candidato.

Em 2018, o fator familiar foi central para demover Huck: além do bombardeio pessoal que sofreria, ambos os apresentadores teriam de renunciar a seus postos milionários na Globo.

Segundo a Folha ouviu de executivos ligados à emissora, isso agora está superado.

Se antes a Globo não gostaria de ter um candidato associado à sua imagem, a animosidade com o governo Bolsonaro praticamente obriga o oposto: o presidente promete complicar o máximo possível a renovação da concessão pública da TV em 2022, ainda antes da eleição.

Com tudo isso, o jogo Doria-Huck-Moro está apenas começando.

Todos concordam no básico: denunciar o que consideram autoritarismo do governo Bolsonaro, defender uma agenda econômica liberal e enfatizar o combate à pobreza e à corrupção.

Se tantos egos e projetos cabem no mesmo escaninho, é algo ainda incerto. Por ora, todos concordam que não se deve falar num nome para encabeçar a tal frente, e ninguém falará sobre o assunto publicamente.

 

RealTime Big Data divulga pesquisa da disputa em Canindé

O Instituto RealTime Big Data divulgou nesta terça-feira (10) os números da corrida à Prefeitura de Canindé, no Sertão Central cearense. Segundo o levantamento, a candidata Rozário Ximenes lidera com folga a disputa com o Professor Luiz Damião.

A pesquisa foi realizada entre os dias 04 a 06 de novembro. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o número CE-01033/2020.

 

 

Confira os números

Pesquisa Ibope no Crato: Zé Aílton Brasil tem 44%; Doutor Aloísio, 18%

A pesquisa Ibope com as intenções de voto para a Prefeitura do Crato nas eleições 2020, divulgada neste domingo (8) pelo Diário do Nordeste, aponta o atual prefeito Zé Aílton Brasil (PT) na liderança, com 44%; seguido pelo Doutor Aloísio (Pros), com 18%; Arthur de Zé Adega (PSL), com 17%; e Professora Zuleide Queiroz (Psol) com 11%. 

Veja os números: 

  •  Zé Aílton Brasil (PT): 44%
  • Doutor Aloísio (Pros): 18% 
  • Arthur de Zé Adega (PSL): 17% 
  • Professora Zuleide Queiroz (Psol): 11% 
  • Branco/nulo: 7% 
  • Não sabe/Não respondeu: 4%  

  A pesquisa Ibope também perguntou em quem os eleitores da cidade não votariam de jeito nenhum. Confira os resultados:  

  • Arthur de Zé Adega: 40% 
  • Zé Aílton Brasil: 35% 
  • Professora Zuleide Queiroz: 24% 
  • Doutor Aloísio: 20% 
  • Poderia votar em todos: 2% 
  • Não sabem ou preferem não opinar: 9% 

O levantamento do Ibope foi encomendado pelo Diário do Nordeste e registrado na Justiça Eleitoral com o número de identificação CE-03552/2020.  

A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou mais menos. Foram ouvidos 602 eleitores da cidade do Crato. 

A pesquisa foi realizada nos dias 5 e 6 de novembro, e o nível de confiança é de 95%. Isso significa que há probabilidade de 95% dos resultados retratarem o atual momento, considerando a margem de erro. DIARIONORDESTE

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