Presidente do MDB descarta participação do partido em federação
SÃO PAULO. O presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), afirmou na noite desta quinta-feira que o partido não fará federação com outras elegendas para as eleições deste ano. A sigla estava em ngeociação com o União Brasi, mas as chances de um acordo já eram consideradas remotas.
"Na condição de presidente nacional do MDB, comuniquei aos diretórios estaduais, senadores e deputados que o nosso partido não fará nenhuma federação para as eleições de 2022", escreveu Baleia, no Twitter.
No começo do mês passado, o presidente do MDB também havia admitido a possibilidade de abrir conversas para formar uma federação com o PSDB, mas lideranças dos dois partidos consideravam a possibilidade da união muito difícil. Os tucanos já anunciaram que formarão uma federação com o Cidadania.
Ao descartar a entrada do MDB em uma federação, Baleia, porém, ressaltou que o partido continuará a discutir a união das legendas de centro em uma única candidatura presidencial. "Manteremos as conversas com os partidos do centro democrático para a construção de uma candidatura única à Presidência da República", destacou.
No final do ano passado, a legenda lançou a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MS) e ela será a porta-voz do partido na propaganda partidária que vai ao ar este mês. "Respeitando os demais pré-candidatos, o MDB seguirá na defesa da capacidade e viabilidade do nome da senadora Simone Tebet. No próximo dia 10, ela será a porta-voz do MDB nas inserções do partido na TV", disse o Baleia.
A unidade na eleição presidencial está sendo discutida com o União Brasil, que não tem nenhum nome colocado para a disputa pelo Planalto, e com o PSDB, que tem o governador de São Paulo, João Doria, como pré-candidato.
Lula lidera com 42%, contra 27% de Bolsonaro, diz EXAME/IDEIA
Por Gilson Garrett Jr / EXAME
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida ao Palácio do Planalto, com 42% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa EXAME/IDEIA. O presidente Jair Bolsonaro (PL) está em segundo lugar, com 27%, seguido de Sergio Moro (Podemos), com 10%, e Ciro Gomes (PDT), com 8%.
A sondagem ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 e 22 de fevereiro. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-05955/2022. A pesquisa EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Leia o relatório completo aqui.
Estimulada

Espontânea
- (Arte/Exame)
Se comparada com a última pesquisa, publicada há um mês, Bolsonaro cresceu no limite da margem de erro - na época estava com 24% das intenções de voto no primeiro turno -, o que pode indicar um aumento. Apesar disso, Maurício Moura, fundador do IDEIA, reforça que se fizer um paralelo a outros presidentes que tentaram reeleição o atual ocupante do Palácio Planalto está em situação pior.
“Os indicadores de Bolsonaro continuam piores comparados aos pares que tentaram reeleição, como a avaliação de governo, que melhorou um pouco, e a intenção de voto espontânea. Vale ressaltar que a gente vê indicadores de rejeição muito altos”, afirma o fundador do IDEIA.
A eleição vai ser decidida na vida como ela é
24 de fevereiro de 2022 | 14h20
O mês de fevereiro vai chegando ao fim e, agora, faltam apenas sete meses inteiros até as eleições presidenciais de outubro. O tempo voou; eis aí o Brasil, mais uma vez, às vésperas de escolher seu presidente para os quatro anos que começam em 2023. Está na hora de ir anotando com muita atenção, assim, o que vai acontecer não nos palanques, na discurseira e no noticiário político – Doria vai desistir? Moro vai liderar “o centro”? Alckmin vai ser o vice de Lula? – e sim na vida real da economia. A esse propósito, esqueça a maçaroca de algarismos que jogam todo dia em cima do público, as previsões dos economistas e as mesas redondas depois do horário nobre; raramente sai alguma coisa útil disso aí tudo. O que interessa, pois é isso que realmente vai decidir a eleição presidencial, é o resultado visível da atividade produtiva – aquele que cada um pode verificar por conta própria, no seu mundo, no seu dia a dia e na sua realidade.
Nessas coisas não adianta nada, de um lado ou de outro, torcer, e muito menos trocar realidades por desejos. A performance vai ser o que ela é – e não o que os economistas, a mídia ou os candidatos querem que seja. A aposta do governo é num ano com mais produção, mais emprego, mais investimento privado, e com menos inflação, menos juro alto e menos fábrica fechada. A aposta da oposição é num desastre – o maior cabo eleitoral que poderia ter. Se a economia for bem, o atual presidente é um candidato muito forte. Se for mal, ou muito mal, a força eleitoral passa para o outro lado. O certo é o seguinte: não há crise com crescimento, bolsa subindo e dólar baixo, como não há salvação para nenhuma reeleição com a economia indo para o fundo da lagoa.
Vai crescer, afundar ou ficar andando de lado? Mais do que nunca, vale olhar para o que está acontecendo, e não para o que lhe dizem. Organizações que hoje estão se reinventando como bancos de esquerda, por exemplo, garantem, já agora em fevereiro, que o Brasil fechará o ano com recessão em dezembro. Como é que eles sabem? Não sabem; estão apenas dando como análise econômica o que na verdade são anseios. É a mesma coisa com a maioria dos economistas que aparecem nos meios de comunicação; seja lá o que estiver acontecendo, eles dirão que vai mal. Depois, se as previsões forem a pique, todos mudam de assunto, ou dizem que o país teve sorte e passam a prever calamidades novas. O público esquece. Sai tudo de graça.
A eleição vai ser decidida na vida como ela é.
Nova pesquisa mostra Bolsonaro na frente de Lula
Uma pesquisa feita pelo banco Modal, em parceria com o Futura Inteligência, mostrou o presidente Jair Bolsonaro na frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para a Presidência. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (23) e aponta Bolsonaro com 34,3% das intenções de voto na pesquisa espontânea. Já Lula aparece com 33,3%.
A pesquisa espontânea é realizada quando um entrevistado aponta um candidato sem que seja apresentado nenhum nome
Na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos, o levantamento também apontou um cenário semelhante, com o ex-presidente Lula com 35% das intenções de voto, e Bolsonaro com 34,7% .
Já nos cenários do segundo turno, a pesquisa aponta vitória de Lula em relação a diversos outros candidatos:
- contra Bolsonaro, por 48% a 40,1%;
- contra Ciro, por 46% a 23,2%;
- contra Moro, por 46% a 29,7%;
- e contra Doria, por 47,7% a 16,9%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 a 17 de fevereiro, com 2 mil pessoas. As entrevistas foram realizadas por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Ela foi registrada com o número BR-03014/2022 na Justiça Eleitoral.
Projeto estabelece requisitos para circulação de ambulâncias nas vias públicas
O Projeto de Lei 4140/21 estabelece explicitamente, no Código de Trânsito Brasileiro, os requisitos especiais destinados à condução e à circulação de ambulâncias nas vias públicas do País, com o objetivo de diminuir a ocorrência de acidentes envolvendo tais veículos.
A proposta, do deputado Dr. Leonardo (Solidariedade-MT), tramita na Câmara dos Deputados.
Conforme o texto, as ambulâncias só poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão de trânsito dos estados ou do Distrito Federal. Para tanto, deverão ser registrados como veículo de emergência e passar por inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança.
Além disso, deverão ser afixados nas partes laterais, frontal e traseira dos veículos letreiros refletivos com a palavra “Ambulância”. Deverão ainda ser instaladas lanternas de luz intermitente vermelha na parte superior do veículo.
Por fim, as ambulâncias deverão conter cintos de segurança em número igual à lotação, além de cinto de três pontas na maca.
A proposta inclui um artigo no Código de Trânsito Brasileiro, a exemplo do que já acontece com os veículos escolares.
Dr. Leonardo afirma que tem recebido reclamações de prefeituras que colocam ambulâncias para circular em vias públicas "sem as devidas identificações e sinalizações e sem os equipamentos mínimos necessários para uma circulação em segurança, o que coloca em risco a equipe de serviço e todos na via pública”.
Lei vigente
Atualmente, o Código de Trânsito estabelece que as ambulâncias, além de prioridade no trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência. A lei já exige o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação intermitente para que a livre passagem seja garantida.
Por sua vez, o condutor de ambulância deverá comprovar treinamento especializado e reciclagem em cursos específicos a cada cinco anos.
Portarias do Ministério da Saúde e normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) também trazem regras relativas a ambulâncias.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Agência Câmara de Notícias
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