Bolsonaro tira foto com taça e ouve 'mito' de jogadores do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ouviu vaias, aplausos e gritos de “mito” na sua ida ao Maracanã, onde entregou as medalhas aos jogadores brasileiros campeões da Copa América. O político foi convidado pela Conmebol (confederação sul-americana) para entregar a premiação aos atletas da seleção após a vitória por 3 a 1 sobre o Peru.
O presidente da entidade, Alejandro Dominguez, estava no mesmo camarote que Bolsonaro, assim como Rogério Cabloco, mandatário da CBF e diretor-executivo do Comitê Organizador Local da Copa América.
Durante a entrega da medalha, Bolsonaro tentou se aproximar de Tite, que se esquivou. Na sequência, o treinador deu um abraço em Caboclo. Depois, o político do PSL se juntou ao elenco que posava com o troféu para tirar fotos ainda no gramado.
PARABÉNS BRASIL! GRANDE DIA!
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Idiotas da autoestima - Luiz Felipe Pondé
Vou descrever uma cena e depois vou perguntar o que você acha dela. Cenário: um restaurante bem frequentado da zona oeste de São Paulo.
Uma criança com cerca de cinco anos corre perto da mesa onde se encontra sua família, com uma taça de vidro de vinho vazia nas mãos. A família conversa acaloradamente. O restaurante cheio, as mesas umas ao lado das outras. Sexta-feira à noite. De repente, um ruído de vidro quebrando. A criança, o que era óbvio de se esperar, derrubou a taça no chão.
Bases para uma agenda efetiva na educação básica
08 de julho de 2019 | 03h00
“Muitos países começaram as mudanças educacionais mais transformadoras durante crises econômicas.” A frase é de Andreas Schleicher, da OCDE , a organização dos países mais desenvolvidos, à jornalista Érica Fraga, da Folha de S.Paulo. Idealizador do Pisa, principal programa internacional de avaliação de estudantes, ele também aponta que avanços na educação básica estão altamente associados à capacidade dos líderes políticos de convencerem os cidadãos a valorizar o futuro. Em tempos de grave crise fiscal e de um debate nacional sobre reformas estruturais, essas considerações sugerem que pode haver uma janela de oportunidade para fincar pilares que sustentem um desenvolvimento duradouro – entre eles, educação de qualidade.
Santas Casas
08 de julho de 2019 | 03h00
As Santas Casas de Misericórdia no Brasil são verdadeiramente “santas”. Prestam inestimável serviço à população brasileira, não recebendo em contrapartida, do governo federal e de outras instâncias da Federação, a remuneração correspondente ao seu trabalho e seu mérito. São “santas” ainda por continuarem prestando um auxílio indispensável aos brasileiros, sob chuvas e trovoadas que ameaçam até mesmo sua sustentabilidade.
O número de hospitais filantrópicos no Brasil é impressionante: 2.172. Sua rede estende-se por todo o País. Em 968 municípios só ela presta atendimento hospitalar, não há outra opção. Saúde ali significa presença de um hospital da Santa Casa. Atende, portanto, cidades que, sem ela, estariam totalmente ao desamparo.
Não deixa de existir aí um paradoxo. O serviço prestado é claramente público, enquanto a sua fonte de financiamento estatal é insuficiente para cobrir os seus custos. Os hospitais filantrópicos cuidam dos mais desfavorecidos de forma deficitária, enquanto o Estado se faz ausente. E, como se sabe, não são poucos os desperdícios nos hospitais públicos. Há um notório desequilíbrio.
Falta de gasolina arruína safra de legumes na Venezuela
07 de julho de 2019 | 05h30
CARACAS - Na Venezuela, onde a fome é cada vez maior, um fazendeiro teve de abandonar toda sua plantação de cenouras. Os caminhões que viriam buscá-las nunca chegaram. Estavam sem gasolina. A crise de combustível que atinge o país desde maio trouxe o setor agrícola, já combalido, à beira do colapso, em uma ameaça direta à fome e à desnutrição que já atingem metade do país.
“Foi tudo perdido”, disse Joandry Santiago, ao mostrar os legumes estragados – um desperdício de meses de trabalho.
O que faz um estadista
07 de julho de 2019 | 03h00
Quem ambiciona ser estadista deve ter clara visão de mundo e deve se perguntar se essa visão é mesmo a melhor para o país que pretende governar. Há pessoas que, diante dessa questão, respondem, sem espírito crítico, que sua visão é não só a melhor, como é inquestionável. Na verdade, quem assim se apresenta não é um estadista, mas um político medíocre, que mede o mundo pela régua curta de seus preconceitos e não tem, como consequência, rigorosamente nada de grande a oferecer ao país em termos de política, de economia e do bom funcionamento das instituições.
Um verdadeiro estadista não é o que manda, mas o que governa – e governar é tomar decisões depois de ouvir as forças políticas e sociais legítimas e procurar saber quais são as autênticas prioridades das gerações atuais, mas, principalmente, das futuras. Desse modo, é capaz de inspirar os cidadãos, mesmo aqueles que não o escolheram como presidente, a trabalhar por um país melhor. Essa é a diferença entre um projeto de construção e um projeto de destruição. Um dos grandes males do Brasil após a redemocratização tem sido a política de terra arrasada: quem assume o poder anuncia que fará tábula rasa do que veio antes, sem se importar se aquilo que veio antes é essencial para o crescimento do País.



