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Previdência: governo vence em plenário com apoio integral de 8 siglas e votos da oposição

Vinte e dois anos depois de perder por apenas um voto a reforma da Previdência proposta pelo governo Fernando Henrique Cardoso, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10), em primeiro turno, importantes mudanças nas regras para aposentadoria no país, com uma larga margem de votos - 379 a favor, ou 71 a mais do que o quórum necessário.

O mais significativo é que oito partidos votaram fechados com a proposta da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro. Além do partido dele, o PSL, também votaram a favor o DEM de Rodrigo Maia, o grande vencedor da noite; MDB, Novo, PHS. PTB, Patriota e Podemos.

O PL só não gabaritou a favor da reforma por conta da defecção do deputado Tiririca, que votou contra. O PSDB, que fez a primeira reforma da Previdência, também teve um voto contrário.

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Votação da reforma é vitória para o governo Bolsonaro, e não do governo

Leandro Colon / FOLHA DE SP
FERNANDA COM CONSTITUIÇÃO ILUSTRADA COM RATOS
BRASÍLIA

aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara é sem dúvida uma vitória para o governo de Jair Bolsonaro, mas não propriamente do governo dele.

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A votação prova a força do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e confirma que o toma lá dá cá com emendas parlamentares está mais vivo do que nunca. A velha política entrou em campo no governo Bolsonaro na hora da decisão.​

Maia e seus aliados do centrão mostraram ao Palácio do Planalto que a reforma saiu do papel na hora em que eles bem entenderam.

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Aprovação da reforma sacramenta momento de derrota da esquerda

Igor Gielow / FOLHA DE SP
A DERROTA DA ESQUERDA
SÃO PAULO

Se vários atores da centro-direita poderão reivindicar os louros pela aprovação de forma esmagadora em primeiro turno da reforma da Previdência, Jair Bolsonaro (PSL) e Rodrigo Maia (DEM) à frente, caberá à esquerda o papel de principal derrotada no conflituoso processo. 

É claro que o texto ainda pode ser bastante mexido, com propostas inclusive do conflituoso partido do presidente, e o parlamentarismo branco que se insinua mais forte é um problema sério para Bolsonaro. Mas, ao fim do dia, ele estava no campo dos vitoriosos.

A aprovação é uma espécie de terceiro turno perdido para o campo liderado pelo PT. Como nas ocasiões anteriores, o fracasso poderia ensejar reflexões e modulações de discurso; até aqui, o que houve foi a repetição de padrões que não mais funcionam.

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Recapitulando, o ocaso da esquerda brasileira teve pelo menos dois episódios centrais anteriores. O impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016, após a debacle econômica promovida pela presidente e a saraivada da Lava Jato sobre o que sobrou do edifício ético petista, foi essencialmente desestabilizador.

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Uma boa reforma - FOLHA DE SP

COMEMORAÇÃO NA CÂMARA

 

O texto da reforma da Previdência aprovado em primeiro turno pela Câmara dos Deputados prevê a mais ampla alteração já feita nas aposentadorias do país.

Marco histórico à parte, mais importante é assinalar que, embora contenha falhas, a reforma significa inegável avanço rumo à racionalidade orçamentária e à justiça social —e merece ter seus dispositivos centrais preservados nas próximas etapas da tramitação.

Sua inovação mais importante, a fixação de idades mínimas para a obtenção dos benefícios, constitui prática corriqueira no mundo. Segundo estudo publicado pelo Ipea há dois anos, 164 de 177 países pesquisados aplicam tal exigência.

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Em grande parte deles, aliás, o piso etário tem subido para acompanhar a tendência de aumento da longevidade da população, também observada no Brasil.

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Reforma da Previdência mudará contribuição ao INSS

RIO — A reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro vai alterar as alíquotas de contribuição pagas todos os meses pelos trabalhadores ao INSS. O desconto no contracheque passará a seguir uma tabela progressiva, similar à adotada pelo Imposto de Renda. Assim, cada faixa salarial pagará uma alíquota diferente que, no caso do INSS, vai variar de 7,5% a 14%. Para os servidores públicos, a cobrança também será progressiva, e as alíquotas vão de 7,5% a 22%.

A ideia é que quem ganha mais pague proporcionalmente uma contribuição maior. 

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IPCA de junho sobe e atinge 0,01%, diz IBGE

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2019 | 09h06 

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 0,01%, ante uma alta de 0,13% em maio, informou nesta quarta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a menor variação mensal do indicador desde novembro de 2018, quando houve queda de 0,21%.  

Dinheiro
IBGE divulga taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)  Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADAO

O resultado veio pouco acima da mediana (-0,03%) das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de -0,07% a 0,08%. 

A taxa acumulada pelo IPCA no ano de 2019 foi de 2,23%. O IPCA em 12 meses ficou em 3,37% (ante 4,66% em 12 meses até maio). Essa foi a menor variação desde maio de 2018, quando o índice atingiu 2,86%.  O acumulado em 12 meses até junho de 2019 tira da conta a variação registrada em junho de 2018. Naquela ocasião, o IPCA avançou 1,26%, por causa dos efeitos da greve dos caminhoneiros, que parou o País em maio do ano passado. 

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