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Mais sim, menos não / FOLHA DE SP

PROTESTO DENTRO DA CAMARA

 

Reformas previdenciárias, por mais bem desenhadas que sejam, sempre significam algum sacrifício para os segurados e, não por acaso, despertam resistências em qualquer lugar do mundo. Nada tem de corriqueiro, portanto, um deslocamento da opinião pública em favor de uma iniciativa do gênero.

Foi o que detectou o Datafolha, em pesquisa realizada neste início de julho. A proposta que avança na Câmara dos Deputados conta hoje com o apoio de 47% dos brasileiros, ante 41% em abril; a rejeição, por sua vez, recuou de 51% para 44%.

Evidente que não se está diante de uma clara maioria —a rigor, a  diferença entre os dois grupos está na margem de erro. Ainda assim, trata-se de evolução notável num país em que as aposentadorias ocupam espaço exagerado no Orçamento e no debate público.

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Recorde-se que, dois anos atrás, o projeto de reforma encaminhado pelo governo Michel Temer (MDB) enfrentava a oposição de nada menos de 71% do eleitorado. O texto de então era diferente do atual, decerto, mas nem tanto.

Houve mudança sensível, isso sim, de contexto político. Temer chegara ao Planalto como vice de Dilma Rousseff (PT), que renegara na campanha qualquer mudança em direitos e despesas sociais —e tentaria ela própria mexer na Previdência, antes de ser deposta.

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Com sinais favoráveis à aprovação, Câmara deve votar reforma da Previdência nesta 4ª

Após uma pressão de siglas do centrão, a Câmara encerrou à 0h43 desta madrugada a fase de debates da reforma da Previdência e convocou nova reunião para esta quarta-feira (10) para a votação da proposta, que é a prioridade legislativa do governo de Jair Bolsonaro.


A expectativa dos parlamentares é que às 10h30 haja quorum para retomada dos trabalhos.

Ao rejeitar no final da noite desta terça (9) um requerimento protelatório da oposição e ao aprovar na madrugada o encerramento dos debates, o plenário deu sinais favoráveis à reforma —331 votos a 117 e 353 votos a 118, respectivamente —é preciso 308 dos 513 votos para a aprovar a nova Previdência.

Apesar disso, a terça foi marcada por longas negociações que inviabilizaram a votação da proposta nesse dia, como era planejado inicialmente pelo governo.

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PDT ameaça expulsar Tabata Amaral caso vote a favor da reforma da Previdência

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2019 | 22h10

PDT ameaça expulsar a deputada Tabata Amaral (SP) se ela votar a favor da reforma da Previdência. Em reunião realizada nesta terça-feira, 9, com a bancada do PDT na Câmara, o presidente do partido, Carlos Lupi, disse que quem apoiar as mudanças na aposentadoria propostas pelo governo de Jair Bolsonaro será punido com o desligamento.

Tabata é favorável à reforma e lidera um grupo dentro do PDT que também promete acompanhá-la na votação. O ex-ministro Ciro Gomes, candidato derrotado do PDT à Presidência da República, chegou a telefonar nesta terça para a deputada, pedindo para que ela seguisse a orientação do partido, mas não obteve sucesso.

“Eu fiz um apelo humilde pelo voto dela, para que seja contrário à reforma da Previdência”, afirmou Lupi ao Estado. “O governo tem um poder de convencimento que a gente não tem. Nós temos as palavras e eles têm emendas. Eles têm olhos azuis e nós, negros. Então, muita gente usa a Tabata para se proteger da decisão, alguns por convicção e outros por utilidade pública.”

PDT ameaça expulsar Tabata Amaral caso vote a favor da reforma da Previdência
Tabata Amaral (PDT-SP) pode votar a favor reforma previdenciária, ao contrário das orientações do partido Foto: Dida Sampaio/Estadão

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BR18 Analisa: Governo acelera liberação de emendas e Câmara faz concessões para destravar reforma

Por Marcelo de Moraes

 

Como dizia Nélson Rodrigues, até as pedras sabiam que a reforma da Previdência enfrentaria dificuldades para ser aprovada quando o texto chegasse ao plenário da Câmara. E não deu outra. Foi um dia de negociações intensas e frenéticas para tentar amarrar os votos favoráveis para a proposta. Do lado do governo, foi preciso acelerar a autorização do pagamento de emendas impositivas. Esses recursos são legítimos e de pagamento obrigatório, mas o governo pode pagar quando achar melhor. Sob pressão dos deputados, o Planalto adiantou essas liberações de recursos. Com isso, garantiu o início da discussão da reforma, num processo que deverá se arrastar até a sexta-feira para conseguir concluir os dois turnos de votação.

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Agendas em disputa

Em seis meses de gestão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) matou o presidencialismo de coalizão e agora busca o respaldo das ruas para impor sua pauta. Toda ação causa uma reação e, em política, obviamente, não existe espaço vazio. Ao repudiar o presidencialismo de coalizão o governo visa criar um presidencialismo de agenda. Mas o efeito pode ser outro.


Até aqui os resultados positivos foram discretos. O governo avançou pouco em suas prioridades e viu o Legislativo ficar no controle da pauta. Fora a perda do protagonismo de agenda, o governo tem permitido que conflitos permanentes em seu interior fragilizem a narrativa de suas propostas.

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Apostar na infraestrutura é apostar no Brasil

Leonardo Vianna / FOLHA DE SP

Momentum, diz a literatura, “é impulso, quantidade de movimento, é o produto da massa pela velocidade do corpo”. E acrescenta: “produzido o momentum, ele deve ser imediatamente aproveitado quando está em ação”.

Os problemas que enfrentamos, como a Previdência, a educação, a desigualdade, os problemas fiscais, e a vontade de resolvê-los produziram um momentum que não pode ser desperdiçado. Está no ar um sentimento de urgência que não pode ser ignorado sob pena de vivermos a estagnação como condição natural.

Feita a reforma da Previdência, seremos incompetentes se não viabilizarmos projetos que ajudem o país a sair da letargia.

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