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Rota Mirantes da Ibiapaba projeta receber 1 milhão de turistas até 2025

BONDE DA SERRA

 

Receber 1 milhão de turistas por ano, até 2025, é a meta dos organizadores da Rota Mirantes da Ibiapaba, região que se destaca por suas elevações de terra e pela beleza de suas cachoeiras e bicas, ideais para a prática de esportes como o voo livre, o rapel, o montanhismo e as escaladas.

"Nos próximos meses, quando houver a reinauguração do Bondinho de Ubajara – desativado em maio de 2015 por problemas de segurança –, teremos um incremento muito grande de turistas. A Ibiapaba é uma região serrana, com mananciais de água, grandes produtores de hortaliças, várias belezas naturais e atrativos turísticos, como parques, fazendas de flores e produtores de cachaça, preparados para receber um sem número de turistas", avalia Francisco das Chagas Terceiro Magalhães, Analista Técnico do Sebrae-CE.

As cidades de Viçosa do Ceará, Tianguá, Ubajara, Ibiapina e São Benedito, além de Guaraciaba do Norte, Ipu, Carnaubal e Croatá – integrados ao roteiro no último ano – fazem parte dessa Rota, estabelecida pelo Sebrae-CE por meio do seu Escritório Regional Tianguá.

O teleférico do Parque Nacional de Ubajara foi reformado, com a recuperação e a modernização das estruturas metálicas e do acesso, com novas rampas e escadas. Antes da interdição, o Parque recebia cerca de 100 mil visitantes por ano, número que caiu para cerca de 60 mil sem o equipamento.

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Por memória de JK, família faz de casa em Goiás museu por conta própria

 
 
LUZIÂNIA (GO)

"Dia 21 de novembro de 1971. Fiz Royal de Copas. Jogaram: Odete, Sarah, Paulo Nonato e Chalaça." 

A mensagem, escrita a caneta com letras tortas no tampo de uma caixa de jogos, parece comum a um jogador afortunado em uma rodada de pôquer.

Não fosse a assinatura logo abaixo: JK, iniciais que entregam que o vencedor daquela partida foi Juscelino Kubitschek.

As memórias do presidente que governou o país de 1956 a 1961 estão por todos os lados de uma fazenda localizada em Luziânia (GO), cidade a 60 km de Brasília, capital planejada e inaugurada por ele.

Última residência do médico e político mineiro, a chamada Fazendinha JK fica hoje aos cuidados de um casal que luta por conta própria pela preservação do local —a ponto de usar apenas 30% do espaço que pertence a eles mesmos.

Sentar no sofá? Nem pensar. Usar a mesa de vidro de JK? Só uma vez ao ano, no Natal, e apenas após tirar de lá as cadeiras onde ex-presidente e amigos costumavam sentar.

"Na prática, acabamos ficando mais do lado de fora do que dentro da casa", relata Antônio Servo, que cuida de toda a área com a mulher, Rosana.

A rotina também é imposta aos filhos e à mãe, de 85 anos –a única com algumas exceções.

Não faltam motivos para tamanho cuidado.

Comprada por Juscelino em 1972, a área, inicialmente com 310 alqueires, era parte do sonho do ex-presidente de ser fazendeiro em Goiás.

"Ele queria mostrar que plantar no cerrado era viável", conta Rosana. Também queria ter um lugar que o deixasse próximo de Brasília, mas o lembrasse de Minas Gerais.

As obras no espaço duraram dois anos. O jardim foi feito pelo paisagista Burle Marx. Já o projeto da casa, que remete às casas mineiras, é do arquiteto Oscar Niemeyer.

Dentro, há três salas. Uma delas é revestida em um papel de parede que imita palha e bambu e voltada a jogos. Em outra, fica a TV. Já a terceira abriga biblioteca e a mesa de jantar.

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'Se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro', diz Bolsonaro sobre ação do MP contra Flávio

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2019 | 13h16

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro convidou jornalistas para uma visita ao Palácio da Alvorada um dia depois de ofender repórteres na porta do local. Se na sexta-feira, 20, o presidente se exaltou ao ser questionado sobre a operação de busca e apreensão que teve como alvo seu filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), neste sábado, 21, evitou elevar o tom de voz. Bolsonaro chegou a dizer que questionamentos sobre o processo não teriam réplica, mas acabou respondendo às demais perguntas.

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O presidente Jair Bolsonaro convidou jornalistas para uma visita ao Palácio da AlvoradaFoto: Mateus Vargas / Estadão

Caso Flávio

Na conversa, em tom informal, Bolsonaro usava uma camiseta do Flamengo - que disputa neste sábado, 21,  a final do Mundial de Clubes no Catar - e afastava moscas com tapas no ar.  Ele disse que a condução da investigação contra Flavio pelo Ministério Público do Rio  “está sendo um abuso” e que, se teve um “estardalhaço enorme”, pode ter sido por falta de materialidade do processo. "O processo tá em segredo de Justiça. Tá, né. Quem é que julga, o MP ou o juiz? Os caras vazam e julgam. Paciência, pô, qual a intenção, um estardalhaço enorme, será porque falta materalidade para ele. E que vale o desgaste agora. Quem está feliz com essa exposição absurda na mídia? Alguém está feliz com isso. Agora, se eu não tiver a cabeça no lugar, eu alopro", afirmou o presidente. 

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Deslocamentos, falta d'água e desmate: os impactos da transposição do São Francisco nas comunidades rurais e indígenas

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Imagem de arquivo de fevereiro de 2019 mostra um trecho da transposição do Rio São Francisco, em Sertânia, Pernambuco. — Foto: WhatsApp/TV Globo

Imagem de arquivo de fevereiro de 2019 mostra um trecho da transposição do Rio São Francisco, em Sertânia, Pernambuco. — Foto: WhatsApp/TV Globo

 

A transposição das águas do Rio São Francisco é a maior obra de infraestrutura do Brasil, mas depois de 12 anos de trabalho, sendo 7 de atraso, a esperança de abastecimento garantido para mais de 2 milhões de pessoas deixou cicatrizes na caatinga e em comunidades rurais e territórios indígenas. Ao todo, 848 famílias foram reassentadas e realocadas em 18 novas comunidade. Para muitos, a readaptação não foi concluída.

Nesta edição do Desafio Natureza, o G1 aborda os impactos na região de influência do São Francisco, que ao todo tem uma extensão de 2.800 km e abrange diferentes ecossistemas e comunidades.

Em Sertânia (PE), lavradoras como Rosilene Pinheiro de Sousa e Edilma Pinheiro dos Santos contam que a perda da ligação com a terra onde nasceram apagou a esperança de ver de perto os benefícios da transposição. Já os relatos do povo indígena Pipipã em Floresta (PE) são de lamento pelo corte de árvores e ocupação dos territórios para os quais eles não tinham conseguido obter a demarcação.

Nas reclamações dos afetados e na constatação de pesquisadores aparecem reclamações diversas sobre os efeitos sociais e culturais da transposição. Os principais são rompimento com a identidade sertanejaescassez de água para a agricultura e animais, perda da terraimpacto psicológico e depressão, desmatamento de árvores sagradas para indígenas e até o abandono de filhos por trabalhadores das obras.

"É preciso rever a lógica desenvolvimentista dos megaprojetos que atropelam vidas, desterram sujeitos e violentam tradições", afirma Clarissa Marques , professora da Universidade de Pernambuco e integrante do Programa TransVERgente, que há 1 ano e meio acompanha moradores de Sertânia, uma das áreas afetadas, a 315 km de Recife.

“A identidade desta população é o trabalho, o mexer com a terra, lidar com animais. A paisagem em si também é algo que forma a identidade deles” afirma André Monteiro, pesquisador da área de Saúde Coletiva da Fiocruz, integrante do Programa TransVergente, e diretor do documentário "Invisíveis", lançado em 2017 com depoimentos de moradores que relataram como a obra afetou a vida deles.

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Com mais de 90% da transposição concluída, impactos ambientais no Rio São Francisco ainda são incertos

Por Filipe Domingues, G1

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A obra da transposição do Rio São Francisco está perto da conclusão após 12 anos de trabalho e 7 de atraso. O investimento estimado é de R$ 12 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O megaprojeto destina, desde o início, R$ 1 bilhão para mitigar impactos ambientais.

Pesquisadores defendem que é preciso monitoramento de longo prazo para determinar o impacto na fauna e na flora das áreas envolvidas, mas alegam que cortes de verbas públicas já estão limitando essa ação.

A transposição do Rio São Francisco é a construção de dois grandes canais (um Eixo Norte e um Eixo Leste, totalizando 477 km em obras) que levam águas desse rio essencial para o Nordeste brasileiro até outra área, tradicionalmente bem mais seca.

Nesta edição do Desafio Natureza, o G1 resume o que já se sabe e o que falta saber sobre os impactos na região de influência do São Francisco, rio que passa por cinco estados brasileiros e, numa extensão de 2.800 km, abrange diferentes ecossistemas.

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Falta de decoro - O ESTADO DE SP

O presidente Jair Bolsonaro faltou com o decoro necessário para o exercício do cargo ao reagir raivosamente ao noticiário sobre as suspeitas envolvendo seu filho Flávio.

Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro, sob aplausos dos simpatizantes que ali estavam, ofendeu jornalistas que o questionaram, acusou sem provas o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de manipular o caso para prejudicá-lo e insinuou que o juiz do processo tem interesse em fazer as vontades do governador, já que uma filha do magistrado é funcionária do Estado.

A reação truculenta do presidente surpreendeu mesmo aqueles que acompanharam sua trajetória política até aqui e testemunharam seu destempero em diversas ocasiões.

É fato que Bolsonaro transformou sua retórica inflamada e muitas vezes ofensiva em uma marca pessoal, vista por seus apoiadores como sinal de sua “autenticidade” como político, destacando-se dos demais por ter a coragem de dizer em voz alta, em público, o que os demais não sussurram nem quando estão sozinhos. Foi dessa maneira que Bolsonaro construiu a imagem de um outsider político, a despeito do fato de estar na política há três décadas.

Também é fato que Bolsonaro, desde que assumiu a Presidência, costuma recorrer à agressividade sempre que precisa mobilizar a militância bolsonarista para intimidar adversários políticos. A esta altura está claro que Bolsonaro não conhece outras formas de fazer política.

No entanto, o que se testemunhou ontem à saída do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, foi muito além do tolerável até para o grosseiro padrão do bolsonarismo. Já seria indecoroso mesmo se Bolsonaro fosse apenas um deputado federal do baixo clero; como presidente da República, tal comportamento envergonha os cidadãos e enxovalha o País.

Nada justifica que o presidente tenha se dirigido a jornalistas da forma como fez, com ofensas ginasianas a respeito da sexualidade de um repórter e do comportamento da mãe de outro. Que Bolsonaro tem dificuldades em lidar com a imprensa já está claro a esta altura – e não é o primeiro nem, provavelmente, será o último presidente a ter rusgas com jornalistas e veículos. Tampouco é segredo que Bolsonaro antagoniza a imprensa com o objetivo de desmoralizar o noticiário que lhe é desfavorável – e isso também não é novidade no mundo da política. Desta vez, porém, não há cálculo político que desculpe ou relativize o tom de Bolsonaro, próprio de arruaceiros que chamam desafetos para uma briga de rua.

Ao agir dessa maneira, Bolsonaro não apenas se apequena como presidente, como dá a entender que está acuado diante das suspeitas que recaem sobre seu filho Flávio – o senador teria se beneficiado de esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O caso todo ainda tem muitos pontos obscuros e é preciso aguardar que a polícia e o Ministério Público concluam seu trabalho e os tribunais punam quem deve ser punido, quando for a hora. No momento, o interesse no caso é basicamente político, com potencial para prejudicar o presidente – razão pela qual Bolsonaro faria bem se tratasse o noticiário com a maior discrição possível, pois é preciso preservar a Presidência, da qual depende a governabilidade do País.

Mas o presidente parece simplesmente incapaz de se comportar de acordo com o cargo que ocupa e de compreender que esses maus modos, ao criar atritos e cizânias, podem prejudicar a recuperação do País justamente no momento em que se verificam bons sinais na economia.

O decoro no exercício da Presidência não é um capricho; é, antes, a consciência da responsabilidade – e dos limites – de quem conduz os rumos da nação, como chefe de Estado e de governo. Não é qualquer um que pode ocupar a cadeira presidencial, por mais que o atual presidente queira apresentar-se como um homem comum. A deferência ao cargo de presidente da República é, antes de mais nada, deferência à própria noção de República, em que todos devem se submeter à lei – e mesmo a mais alta autoridade do País não pode fazer ou dizer o que lhe dá na cabeça. Honestidade e compostura devem emanar da cadeira presidencial.

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