Ilhas artificias, criadas por indígenas, são encontradas na Amazônia

Depois de uma intensa pesquisa sobre histórias antigas de ribeirinhos, somadas a longas viagens de barco na floresta amazônica, o arqueólogo brasileiro Márcio Amaral, pesquisador do Instituto Mamirauá, do Amazonas, descobriu 13 ilhas criadas artificialmente por tribos indígenas. Segundo o estudo divulgado na segunda-feira, 20, todas as estruturas estão localizadas na região por onde corre o rio Içá, no Alto Solimões, na Amazônia.
As construções, com idades estimadas acima de 500 anos, chamadas de “aterrados” pelos locais, foram erguidas ao lado de cavadas, que são áreas com depressões, das quais o material para a construção das ilhas foi retirado, há centenas de anos. As estruturas são atribuídas aos antigos omáguas, povo indígena do tronco tupi que figura também nas crônicas antigas de navegadores espanhóis e portugueses que passaram pela região entre os séculos 16 e 19. Acredita-se que os omáguas são ascendentes dos atuais kambebas, etnia amazônida com aproximadamente 1.500 indivíduos em território brasileiro.
Cada uma das ilhas foram erguidas nos períodos pré-colonial e colonial, conta com uma área entre um e três hectares e tem entre seis e sete metros de elevação em relação à área alagada ao redor. Especula-se que elas foram feitas em regiões estratégicas para alimentação, onde são encontrados muitos peixes, quelônios e jacarés. E, de acordo com os cientistas, sem o projeto das estruturas, a área onde estão ficaria completamente inundada, impedindo cultivos tradicionais da Amazônia, como o açaí.
Outras estruturas parecidas já foram encontradas na Amazônia — na Ilha do Marajó, no Pará, e em Llanos de Mojos, na Bolívia. No Médio Solimões, um aterrado foi encontrado em 2018, ao mesmo tempo em que mais três no rio Jutaí e outras cinco nos rios Japurá e Auati-Paraná foram descobertas.
Aprovação do governo Bolsonaro vai a 34,5%, aponta pesquisa CNT/MDA
A aprovação do governo Jair Bolsonaro (sem partido) foi de 29,4% para 34,5% nos últimos cinco meses, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quarta-feira (22) em Brasília. A reprovação do governo caiu de 39,5% para 31%.
A pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes foi encomendada ao instituto MDA. O levantamento ouviu 2.002 pessoas, de 15 a 18 de janeiro, em 137 municípios de 25 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Consideram regular o desempenho do governo 32,1% dos entrevistados —eram 29,1% em agosto.
Entre os entrevistados, 30,1% consideram que a área com melhor desempenho do governo é o combate à corrupção, seguido por economia (22,1%) e segurança (22%), entre outros. As áreas com a pior avaliação são saúde (36,1%), educação (22,9%) e meio ambiente (18,5%).
A pesquisa concluiu que os dados indicam expectativas positivas de melhora do país e de recuperação dos índices de avaliação pessoal de Bolsonaro.
A aprovação pessoal do presidente cresceu de 41% em agosto para 47,8%. A reprovação, no entanto, também cresceu, de 47% para 53,7%.
"Houve aumento da aprovação em todos os estratos socioeconômicos (sexo, idade, renda, escolaridade, região, porte do município e região). A melhoria do desempenho da economia é muito desejada pela população e saúde é o maior desafio", informou o levantamento.
A pesquisa também apurou a intenção de voto espontânea dos entrevistados para a eleição presidencial de 2022, caso o pleito fosse agora. Não sabem ou não responderam 30,2%.
Bolsonaro lidera com 29,1% das intenções. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 17%, seguido de Ciro Gomes (PDT), com 3,5%, Sergio Moro (sem partido), com 2,4%, e Fernando Haddad (PT), com 2,3%.
Julgamento de Trump no Senado começa com derrota democrata
O Partido Democrata sofreu sua primeira grande derrota no processo de impeachment contra o presidente americano, Donald Trump, nesta terça-feira (21).
No primeiro dia de julgamento no Senado, dominado pelos republicanos, os senadores negaram, por 53 votos a 47, três pedidos de intimação para apresentar documentos —dois dirigidos à Casa Branca e outro, ao Departamento de Estado.
Por volta das 21h30 (23h30 em Brasília), os senadores rejeitaram, com o mesmo placar, um pedido para que o chefe interino de gabinete de Trump, Mike Mulvaney, fosse intimado a prestar depoimento.
Os senadores argumentaram que a responsabilidade pela produção de provas era da Câmara dos Deputados. No entanto, a Casa intimou o Executivo várias vezes —todas as requisições foram negadas pela equipe do presidente.
Mulvaney foi intimado a depor pela Câmara dos Deputados quando o processo do impeachment tramitava na Casa, mas ele descumpriu a ordem.
Os democratas poderão refazer os quatro pedidos negados nesta terça somente em outro momento do julgamento —após acusação e defesa apresentarem seus argumentos e a subsequente fase de perguntas se encerrar.
A obtenção de documentos, assim como a convocação de novas testemunhas, tornou-se um dos pontos centrais do impeachment. Uma das acusações que pesam contra Trump é justamente a de impedir que a Câmara investigasse o episódio envolvendo Kiev.
O republicano teria usado o cargo para pressionar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a reabrir uma investigação sobre os negócios de um filho do ex-vice-presidente Joe Biden —o democrata é pré-candidato à eleição presidencial deste ano, na qual Trump disputará a reeleição.
O americano teria condicionado o envio de um pacote de ajuda militar de mais de US$ 390 milhões ao anúncio do inquérito de corrupção envolvendo o rival. O episódio veio à tona graças a uma denúncia anônima.
Outras regras que definirão o rito do julgamento do impeachment no Senado foram motivo de confronto entre democratas e republicanos nesta segunda.
Nos Estados Unidos, as poucas normas sobre a condução do impeachment no Senado são omissas em pontos-chave do processo, como a convocação de novos depoimentos, o que faz com que os senadores tenham o poder de definir tanto o rito quanto o desfecho do julgamento.
Em um cenário de polarização partidária —o impeachment foi aprovado na Câmara sem o apoio de nenhum deputado do partido do presidente, o Republicano—, a definição dessas regras se tornou a principal ferramenta para dar legitimidade ao processo e, assim, evitar a acusação de perseguição política.
A proposta inicial, divulgada na noite de segunda (20) pelo presidente do Senado, o republicano Mitch McConnell, previa que houvesse uma votação para decidir se seriam admitidos pedidos de convocação de testemunhas e de intimação de documentos após a apresentação dos argumentos da acusação e da defesa.
O plano também estipulava que cada uma das apresentações duraria 24 horas, distribuídas por dois dias, seguidas de 16 horas para perguntas.
Além da questão das novas provas, os senadores votariam para decidir se seriam incluídos no processo perante o Senado os autos do procedimento que tramitou na Câmara, onde estão registradas todas as evidências reunidas pelos deputados.
Prognóstico mostra 45% de chance de chuvas acima da média entre fevereiro e abril no Ceará
A quadra chuvosa no Ceará deste ano promete começar bastante positiva principalmente em relação aos três primeiros meses: fevereiro, março e abril. Segundo Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o prognóstico indica 45% de probabilidade de chuvas acima da média nesse período.
Os dados foram divulgados durante entrevista coletiva realizada pelo órgão na manhã desta terça, 21. O número é resultado da análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala (vento em superfície e em altitude, pressão ao nível do mar, temperatura da superfície do mar, entre outros) e dos resultados de modelos numéricos globais e regionais e de modelos estatísticos de diversas instituições de Meteorologia do Brasil.
De forma geral, a pesquisa apontou o seguinte prognóstico climático para o trimestre fevereiro, março e abril de 2020 no estado do Ceará: 45% de probabilidade para a categoria acima da normal, 35% para a categoria em torno da normal e 20% para a categoria abaixo da normal. Ou seja, há mais chance de chover acima da média no estado do que as outras categorias.
Os modelos indicam, no entanto, uma tendência de redução das chuvas ao longo da estação chuvosa.
Importante ressaltar, também, a presença de um gradiente de chuvas norte-sul, esperando-se, na região sul do estado, menores anomalias de chuva no trimestre fevereiro, março e abril de 2020.
Veja como foi a participação do ministro Sergio Moro no ‘Roda Viva’

Nesta segunda-feira, 20, a IstoÉ acompanha o programa “Roda Viva”, da TV Cultura, com o ministro da Justiça e Segurança Publica, Sergio Moro. Esta edição marca a estreia da jornalista Vera Magalhães no comando da atração, exibida a partir das 22h.
A bancada de entrevistadores é formada pelo diretor de redação do jornal O Globo, Alan Gripp; pela diretora da sucursal de Brasília do Estadão, Andreza Matais; pelo diretor da sucursal de Brasília da Folha de São Paulo, Leandro Colon; pela repórter da revista Piauí, Malu Gaspar; e pelo diretor de jornalismo da Jovem Pan News, Felipe Moura Brasil.
“Esse é um episódio menor. Nunca entendi a importância daquilo. Foi usado politicamente. Para soltar prisioneiros condenados. Tenho a consciência tranquila do que fiz como juiz.”
Resposta à apresentadora Vera Magalhães sobre Vaza Jato
“Dá-se a esse áudio uma importância que ele não tem. Existe ali uma tentativa de obstrução da justiça naqueles áudios. Foi uma decisão fundamentada e tornei o áudio público. Não houve manipulação. Aqueles áudios revelavam uma tentativa de obstrução da justiça.
Resposta ao diretor da sucursal de Brasília da Folha de São Paulo, Leandro Colon, sobre o vazamento do áudio de conversa entre Lula e Dilma
“Havia uma percepção do presidente de que havia excesso de multas nas rodovias. Eu não contrario publicamente o presidente. Houve a decisão da Justiça e foram retomadas as multas.”
Resposta ao diretor de redação do jornal O Globo, Alan Gripp, sobre decisões contrárias ao seu entendimento no governo
“O episódio do Palocci é superdimensionado. O que ele falou em audiências públicas está no depoimento dele por escrito. No depoimento do Lula, teve toda uma mobilização. Correligionários ameaçavam violência. Aquilo galvanizou a atenção do país. É uma diferença de grau.”
CE deve ter investimento de até R$ 8 mi em usina híbrida de energia

O Ceará poderá ter uma usina híbrida de geração de energia (solar e biogás) operando já nos próximos seis meses. O novo equipamento deverá ter uma potência instalada de 1 megawatt (MW) e teria o objetivo de abastecer a demanda de pelo menos 3 mil casas ou algumas indústrias locais. Com um investimento inicial entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões, o projeto oferecerá energia por assinatura de forma mais barata do que as fontes convencionais, com a economia que pode chegar a 30% para consumidores residenciais e de 5% a 10% para empresas.
De acordo com Alexandre Brandão, CEO do Grupo Alexandria, idealizador do projeto, não há, ainda, uma previsão do local onde será construída a nova usina de biogás. Atualmente, a empresa está em processo de negociação com os produtores locais para solucionar questões da logística do abastecimento dos insumos usados na geração.
Brandão explicou que a operação dependerá do ciclo de produção da indústria sucroalcooleira já que a geração da energia a partir do biogás utilizará os rejeitos da fabricação do etanol, por exemplo. A ideia do Grupo Alexandria é mesclar a infraestrutura já existente e instalada de geração de energia solar fotovoltaica aos investimentos em biomassa em quatro estados do Nordeste. Inicialmente, os planos contam com, pelo menos, quatro usinas, uma em cada Estado diferente na Região.


