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Gleisi posta vídeo de confusão com bolsonaristas: ‘Respondi às agressões’

gleisi video

Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann se envolveu em um bate-boca com um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no sábado 29. Em suas redes sociais, a parlamentar divulgou um vídeo que mostra parte da confusão. O episódio se deu quando ela saía de um hotel no Rio de Janeiro.

No vídeo de sete segundos, é possível ouvir os manifestantes gritando “Vai para Cuba” para a parlamentar, que estava acompanhada de sua filha de 14 anos. Em resposta, a petista respondeu: “E você vai para o inferno!”.

Nas redes sociais, Gleisi escreveu que se tratou de “uma provocação armada previamente” e que as ofensas se estenderam ao ex-senador Lindbergh Farias. “Pessoas que estavam no local reagiram e também enfrentaram os fascistas. Os agressores tentaram usar cadeiras e objetos para atingir quem nos defendia, e foram revidados. Instalaram um tumulto que foi contido pelos funcionários do hotel e seguimos para o aeroporto”, relatou.

A deputada escreveu ainda que “política pra mim é confronto de ideias, não físico, como pretendem eles”. “Respondi às agressões porque não aceito e não podemos aceitar esse método fascista de intimidação, pregado e estimulado pelos Bolsonaro.”  VEJA

Globonews e G1 destacam pesquisa da CNM sobre calamidade financeira nos Municípios

Reprodução/GlobonewsO canal Globonews e o portal G1 divulgaram com destaque, nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) que reúne informações sobre calamidade financeira. Em 2019, 69 Entes locais recorreram à medida diante das dificuldades financeiras e, ainda segundo a pesquisa, 229 Municípios avaliam seguir o mesmo caminho em 2020. A pesquisa está disponível aqui.

reportagem reforça que o pedido de calamidade financeira “é só a ponta de uma profunda crise enfrentada pelos Municípios brasileiros”. Isso porque as prefeituras, como sempre alertado pela CNM, acumulam responsabilidades crescentes sem o repasse financeiro suficiente.

Presidente da CNM, Glademir Aroldi explicou que a Constituição de 1988 estabeleceu o compartilhamento de impostos da União com Estados e Municípios. “De lá para cá, houve a criação de outras arrecadações que não são compartilhadas com Estados e Municípios. Em uma proporção ainda maior, a União e os Estados se afastaram da prestação de serviços públicos à população e transferiram isso para a gestão local”, apontou.

Em geral, os Municípios justificaram, na pesquisa da Confederação, que o decreto é uma resposta para o desequilíbrio entre receitas e despesas, as dificuldades de pagamento de pessoal e o fornecimento de serviços essenciais como saúde e educação. O decreto de calamidade financeira é um ambiente formal de comunicar a sociedade sobre os cortes que precisão ser feitos pelas prefeituras.

Da Agência CNM de Notícias, com informações do G1 e da Globonews
Foto: Reprodução/Globonews

 

Mais de 2,5 mil Municípios podem ter recursos bloqueados por falta de dados no Siops

Reprodução siteA Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que até esta sexta-feira, 21 de fevereiro, 2.516 Municípios não homologaram as informações do sexto bimestre de 2019 no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). Esses Municípios devem alimentar o sistema com as informações até 29 de fevereiro, pois os que não enviarem as informações ficam sujeitos ao bloqueio das transferências de recursos constitucionais a partir de 1º de março.

A área técnica de Saúde da Confederação lembra que o prazo para entrega dessas informações era 30 de janeiro, conforme calendário estabelecido pela legislação vigente. Diante disso, a entidade ressalta aos gestores municipais a importância de regularizarem a situação tanto de entrega das informações do sexto bimestre quanto dos bimestres anteriores.

É fundamental o alerta da CNM, uma vez que pendências foram identificadas em diversas prestações de contas das prefeituras, conforme dados do Ministério da Saúde. Entre elas: não homologação dos dados do primeiro bimestre por 458 Municípios; do segundo bimestre por 504; do terceiro bimestre por 604; do quarto bimestre por 768; e do quinto bimestre por 1135 Municípios.

A Confederação lembra que manter as informações atualizadas é essencial para regularidade dos repasses federais de financiamento da saúde. O atraso ou a não homologação dos dados implicam na inscrição do Município no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (Cauc) e em bloqueios no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Por isso, a entidade reitera ainda a importância da verificação da qualidade da informação a ser transmitida, de forma periódica e em prazo oportuno, para evitar perda de informações ou atraso no envio, e assim evitar transtornos e sanções para a gestão municipal. Para verificar a situação de entrega das informações ao Siops do seu Município, acesse o portal do sistema. Em caso de dúvidas ou informações complementares sobre o Siops, os municipalistas podem entrar em contato com a área técnica da CNM pelo e-mail  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  ou pelos telefones (61) 2101-6005 / 21016090.

Da Agência CNM de Notícias

Politicagem abafa o melhor na crise da PM no Ceará... - JOSIAS DE SOUZA

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

02/03/2020 19h15

 

viaturas da policia militar do ceara em frente a batalhao durante greve de policiais em fortaleza 1582310696594 v2 900x506

Mesmo quem não entende nada de política é capaz de enxergar a politicagem quando a vê. E ela está presente na crise policial do Ceará.

A boa notícia é que o motim da Polícia Militar cearense terminou sem que a exigência de anistia de amotinados fosse atendida pelo governador Camilo Santana (PT).

A má notícia é que autoridades e políticos decidiram sapatear ao redor da memória dos 241 cadáveres que desceram à cova vítimas de homicídios durante o motim.

Se anistiasse policiais que se fecharam nos quarteis de armas na mão e capuz na cabeça, o governador assinaria sua capitulação.

Pior: se vergasse o governo estadual transformaria em sócio de uma palhaçada o governo federal, que enviou a cavalaria da Força Nacional e do Exército.

Num cenário ideal, os amotinados teriam sido retirados dos quarteis sem negociação. Negociar com tropa rebelada é ofensa à ordem democrática.

Entretanto, o que resultou do entendimento, segundo se anuncia, foi a garantia dada aos amotinados de que seus processos serão justos.

A coisa toda será acompanhada por comissão externa com gente da OAB e da Defensoria Pública. Ou seja: didaticamente, assegurou-se garantia legal a quem violou a lei.

O desfecho teria sido ainda melhor se agentes públicos e políticos tivessem feito uma greve verbal antes e depois do motim.

No sábado, Sergio Moro disse que o motim era ilegal. Mas ponderou que os policiais, por dedicados, tinham de ser valorizados. Ora, como valorizar policial fora da lei?

No domingo, falando aos amotinados, Antônio Aginaldo de Oliveira, diretor da Força Nacional de Segurança, foi ainda mais generoso.

O subordinado de Moro chamou os policiais sublevados do Ceará de "gigantes" e "corajosos". Ao agigantar os amotinados, reduziu o pé-direito da pasta da Justiça.

Depois, no Twitter, Moro festejou o fim do motim realçando o papel do governo federal. "Prevaleceu o bom senso, sem radicalismos", ele escreveu.

Vestindo a carapuça, Ciro Gomes soou como Ciro Gomes. Referindo-se a Bolsonaro, seu "capanga Moro" e os generais, disse que no Ceará "manda a Lei!". Será?

Se a Lei prevalecesse no Ceará, Cid Gomes, o irmão de Ciro, estaria respondendo a algum processo criminal. Não há lei que autorize senador a tratorar pessoas.

Suave com os amotinados, Moro foi mordaz com Ciro. A crise foi solucionada "apesar dos Gomes", ele escreveu nas redes sociais.

Jair Bolsonaro ironizou Ciro: "Não somos psiquiatras". Quando se está lidando com um insano, o melhor é se fingir de são, mesmo que você também seja meio tantã.

É uma pena que depois de assistir à desordem, o país não possa celebrar em paz o que houve de melhor no motim do Ceará: a ausência de anistia.

De resto, é lamentável que, além de suportar os efeitos da fuzarca, as vítimas dos amotinados tenham de suportar a exploração politiqueira do seu drama.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Fortaleza tem maior chuva do ano entre domingo e segunda; precipitações atingem mais de 100 cidades

CHUVAS EM FORTALEZA

Fortaleza registrou, entre as 7h de domingo (1º) e 7h desta segunda-feira (2), a maior chuva do ano, com um acumulado de 85,4 milímetros no posto pluviométrico do Castelão, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).  

Conforme prognóstico do órgão, todas as regiões do Ceará voltaram a registrar chuvas nestes primeiros dias de março. No período, mais de 100 cidades contabilizaram eventos chuvosos. Os municípios com maiores precipitações foram Santa Quitéria (90 mm), Coreaú (87 mm) e Beberibe (85.5 mm).

Conforme balanço inicial, a macrorregião com maior acumulado é Jaguaribana, com média de 19,5 mm. Na sequência estão Ibiapaba (18,5 mm) e Cariri (15,8 mm). As boas precipitações corroboram com o prognóstico da Funceme. Na última sexta-feira (28), o órgão divulgou previsão para os meses de março, abril e maio, que prevê que o Estado tem 40% de probabilidade de receber chuvas acima da média no período.

As boas precipitações fizeram com que o nível dos reservatórios cearenses chegasse a marca de 16%, maior índice dos últimos cinco anos, conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). 

PREVISÃO

Ao longo desta segunda-feira, a previsão é de que o Estado apresente nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões, situação que deve permanecer até quarta-feira (4). Com isso, o céu pode variar entre parcialmente nublado e claro, mas com precipitações intermitentes atingindo mais de 50% da área das macrorregiões cearenses. As expectativa é que as chuvas fiquem concentradas nos períodos da tarde e noite.

As exceções devem ser Fortaleza e Região Metropolitana, onde é esperado que os principais acumulados aconteçam entre madrugada e manhã. No entanto, a Funceme não descarta chuvas isoladas ao longo do dia.

Nas imagens de satélite do órgão, é possível observar que as nuvens mais desenvolvidas, associadas à chuva, estão sobre o oceano, próximas à costa do Ceará. Além da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de precipitações neste período do ano, um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) pode favorecer a formação de áreas de instabilidade e, consequentemente, ocasionar chuvas no Estado.

10 maiores chuvas, por posto, até as 11h15:

  • Santa Quitéria (Posto: Lisieux) : 90.0 mm
  • Coreaú (Posto: Sitio Urubu) : 87.0 mm
  • Beberibe (Posto: Lagoa Funda) : 85.5 mm
  • Fortaleza (Posto: Castelao) : 85.4 mm
  • Tauá (Posto: Santa Tereza) : 82.0 mm
  • Trairi (Posto: Fazenda Lages) : 70.0 mm
  • Granja (Posto: Granja) : 70.0 mm
  • Viçosa Do Ceará (Posto: Lambedouro) : 69.0 mm
  • Amontada (Posto: Barra Das Moitas) : 68.0 mm
  • Granja (Posto: Ibuguacu) : 67.3 mm

Três crianças ou adolescentes são abusadas sexualmente no Brasil a cada hora

Thiago Herdy / O GLOBO

SÃO PAULO - O Brasil registrou ao menos 32 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em 2018, o maior índice de notificações já registrado pelo Ministério da Saúde, segundo levantamento obtido pelo GLOBO.

Leia mais:Saiba quando e como falar sobre sexo com seu filho adolescente

O índice equivale a mais de três casos por hora — quase duas vezes o que foi registrado em 2011, ano em que agentes de saúde passaram a ter a obrigação de computar atendimentos. De lá para cá, os números crescem ano a ano, e somam um total de 177,3 mil notificações em todo o país.

Meninas são principal alvo
VÍTIMAS DE
0 A 9 ANOS
VÍTIMAS DE
10 A 19 ANOS
Total de notificações de crime sexual
contra crianças e adolescentes
GÊNERO
76,4%
23,6%
92,2%
7,8%
Meninos
Meninos
Meninas
Meninas
0 A 9 ANOS
10 A 19 ANOS
ÍNDICE DE
REPETIÇÃO
TOTAL
2011
35,6%
45,3%
7.702
13.378
5.676
LOCAL DE
OCORRÊNCIA
2012
9.846
17.336
7.490
Residência
9.362
11.817
Escola
690
324
2013
Via pública
12.106
20.561
8.455
296
2.021
Outro
1.422
2.518
2014
Ignorado
12.981
21.361
8.380
1.639
1.993
AGRESSOR
2015
Pai/padastro
3.904
3.490
12.407
21.165
8.758
Amigo/conhecido
3.264
5.014
2016
Mãe
417
401
13.734
23.490
9.756
Desconhecido
805
3.291
2017
Irmão
569
368
16.696
27.971
11.275
Cuidador
234
2018
Namorado e cônjuge
3.099
18.673
32.082
13.409
Outros
430
3.286
Fonte: Ministério da Saúde

Especialistas na área de defesa dos direitos da infância atribuem o aumento ao investimento em campanhas, abertura de canais de denúncia e formação de profissionais para a identificação de situações de abuso.

Mas também apontam para uma preocupação futura: segundo eles, o recorde coincide com um momento crítico no enfrentamento deste tipo de violência. Ao longo de 2019, programas federais foram descontinuados, e a desarticulação entre entidades da sociedade civil e entes governamentais vive momento crítico.

e Protege”, por exemplo, foi encerrado pelo Ministério da Educação, e não há previsão de volta, de acordo com a pasta. Outra iniciativa, a Comissão Intersetorial de Enfrentamento a Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil — que articulava iniciativas dos ministérios dentro do governo — não se reúne desde 2018, e está sem previsão de retorno.

Nova diretriz

A defesa pública do presidente Jair Bolsonaro — no cargo desde janeiro de 2019 — para que não se discuta sexualidade em escolas, mas apenas no ambiente familiar, é apontada pelos especialistas como fator que pode agravar o quadro de abuso na infância.

Segundo os números do Ministério da Saúde, dois terços dos episódios de abuso registrados em 2018 ocorreram dentro de casa. Em 25% dos casos, os abusadores eram amigos ou conhecidos da vítima, em 23%, o pai ou padrasto.

— Foi um desafio construir nos últimos 20 anos uma perspectiva de trabalho sobre prevenção a partir da educação sexual desde a primeira infância. A criança deve aprender a identificar sinais de abuso — diz Karina Figueiredo, secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

A formação de professores e alunos sobre a temática, propiciando um ambiente seguro para denúncia, é considerada estratégia fundamental para romper a barreira de silêncio e interromper ciclos de violência na família. Estimular a autodefesa de jovens e educá-los para que tenham maturidade no momento de descoberta da própria sexualidade também são citadas como medidas importantes.

— Falar em educação sexual não significa ensinar à criança o ato sexual. Você pode ensinar como se nominam as partes do corpo, que ele tem partes públicas e privadas. A uma criança de cinco anos, por exemplo, já é possível dizer o que são situações de risco e que ela pode dizer não a cada desconforto — diz Itamar Gonçalves, gerente de programas da Childhood Brasil, para quem medidas preventivas devem ser adequadas a cada faixa etária.

Direito de falar

Para Vicente Faleiros, sociólogo e autor de livros sobre o tema, o discurso governamental trata a educação para sexualidade como algo “imoral”.

— A vítima de abuso precisa de informação. Precisa saber reagir, contar, dialogar, e não ser silenciada. Caso contrário, ela é silenciada duas vezes: pelo abusador e pela política pública, que determina que não se fale sobre o assunto — afirma.

O MEC confirmou ao GLOBO ter extinguido as políticas com a temática e argumentou que agora elas estão concentradas no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves. Essa pasta, por sua vez, informou que ainda não formulou um programa substituto para atuação nas escolas. Uma iniciativa semelhante estaria em negociação, mas é voltada para agentes de saúde.

As principais entidades de enfrentamento à violência têm se reunido para discutir estratégias face ao que consideram novas dificuldades. O incremento de parcerias com estados e municípios é apontado como alternativa.

Planos federais

Subordinado à ministra Damares, o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha, diz considerar o enfrentamento à violência sexual uma prioridade do governo.

Prova disso seriam melhorias implementadas no serviço de denúncias Disque 100 — que passou a ter mais atendentes — e a recente adesão a uma coalizão de organizações que combatem a exploração sexual contra crianças e adolescentes na internet. Uma conferência internacional sobre o tema deve entrar na agenda.

Segundo Cunha, Damares solicitou a reativação da comissão interministerial que cuidava do tema, mas ainda aguarda uma resposta da Casa Civil. O ministério não quis informar a data da solicitação.

— Não acho que o presidente seja contra falar de sexualidade em escolas. Ele só entende que deve ser em linguagem adequada e com respeito à família — diz.

Para ele, o que vinha acontecendo nos últimos anos era uma “supervalorização do Estado” no trato de questões da infância.

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