Ceará registra 840 novos casos de Covid-19 em 24 horas; mortes totalizam 849
Distribuídos em 163 municípios, os casos de Covid-19 no Ceará chegaram a 12.310, além de 849 mortes. Os dados constam no último boletim desta quarta-feira (6), publicado às 17h20. A taxa de letalidade da doença está em 6,9%.
Comparando com o acumulado dessa terça-feira (5), foram 840 novas confirmações e 54 óbitos no intervalo de 24 horas, segundo o informe da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).
A situação mais crítica continua em Fortaleza, que desde o início da pandemia no Ceará, acumula os maiores registros. A Capital tem 9.071 pessoas contaminadas pelo coronavírus e 652 óbitos.
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Diretor-geral da PF escolhe novo superintendente do Rio, fora da lista de Bolsonaro
O diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza, definiu na noite desta terça-feira (5) o delegado Tácio Muzzi como novo superintendente do Rio de Janeiro.
O nome do policial não estava entre indicados de Jair Bolsonaro.
Houve pressão interna para que o nome do novo superintendente não tivesse ligação com a família do presidente e que fosse de um delegado respeitado internamente, na tentativa de afastar suspeitas.
A escolha teve o aval do ainda atual chefe do órgão no estado, Carlos Henrique Oliveira, que foi promovido a número dois da PF em situação que gerou desconfiança.
Muzzi ficou de superintendente interino no ano passado por cinco meses após explodir a crise em agosto, quando o presidente da República pediu, pela primeira vez, a troca da chefia no Rio.
Na época, ele era o braço-direito de Ricardo Saadi, que deixou o cargo depois de Bolsonaro anunciar sua demissão em uma das entrevistas matinais no Palácio da Alvorada.
A troca da chefia no estado nesta segunda (4), revelada pelo Painel, foi um dos primeiros atos do novo diretor-geral e levou a mais um capítulo de crise no órgão.
Em depoimento no último sábado (2), Sergio Moro relatou pressão de Bolsonaro para mudanças na cúpula da PF e na superintendência do Rio.
O presidente havia sugerido nomes ao ex-ministro, Muzzi não estava entre eles.
Rolando está com sua diretoria definida.
O novo chefe do Rio tem no currículo investigações consideradas importantes, como a que terminou na prisão do deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Álvaro Lins. Durante a Lava Jato, ele chefiava a equipe de combate à corrupção.
Fora da PF, o delegado foi diretor do Depen (Departamento de Penitenciária Nacional) e diretor-adjunto do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).
Câmara aprova projeto de ajuda fiscal a estados e municípios
Por Fernanda Calgaro e Elisa Clavery, G1 — Brasília
PGR vai investigar motivos para troca de superintendente da Polícia Federal no Rio
Por Camila Bomfim e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília
A Procuradoria Geral da República (PGR) vai investigar as razões para a troca no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, confirmada mais cedo nesta terça-feira (5) pelo presidente Jair Bolsonaro.
Essa análise será um desdobramento dentro do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na autonomia da Polícia Federal.
A tentativa de Bolsonaro de interferir na PF foi denunciada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que atribuiu a essa ação do presidente a sua decisão de deixar o governo.
Ao anunciar sua demissão, e a investigadores, Moro afirmou que Bolsonaro tinha interesse em mudar o comando da PF no Rio para ter uma pessoa de sua confiança no posto.
O presidente já cobrou a troca do superintendente do Rio publicamente.
Mais cedo nesta terça, em declarações a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a negar que tente interferir na Polícia Federal. Ele informou que o delegado Carlos Henrique Oliveira está deixando a superintendência no Rio para assumir a diretoria-executiva da PF, segundo cargo mais importante na corporação. Com isso passará a atuar em Brasília.
Bolsonaro afirmou ainda que Oliveira está deixando o Rio porque aceitou convite do novo diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rolando de Souza, que tomou posse na segunda (4).
Ao sair da superintendência e assumir a diretoria-executiva da PF, Oliveira deixará a linha de frente de investigações. O diretor-executivo cuida de questões administrativas da PF e de áreas como imigração, estrangeiros, registro de armas, controle de produção de substâncias químicas, portos e aeroportos.
Nesta terça, o presidente falou sobre a mudança na chefia da PF no Rio, berço eleitoral dele e seus filhos, ao criticar diante de apoiadores manchete desta terça do jornal “Folha de S. Paulo”, que diz: “Novo diretor da PF assume e acata pedido de Bolsonaro”.
Ao deixar o cargo, o ex ministro Sergio Moro denunciou que um dos motivos da insatisfação do presidente com o ex-diretor geral da PF, Maurício Valeixo, era a resistência dele em trocar o superintendente do Rio.
“Para onde é que está indo o superintendente do Rio de Janeiro? Para ser o diretor-executivo da PF. Ele vai sair da superintendência, são 27 superintendentes no Brasil, para ser diretor-executivo. Eu estou trocando ele? Eu estou tendo influência sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria, é uma patifaria”, afirmou Bolsonaro.
Questionado se solicitou a substituição de Oliveira, Bolsonaro mandou os repórteres calarem a boca. E prosseguiu:
“Cala a boca! Cala a boca! Está saindo de lá para ser diretor-executivo a convite do atual diretor-geral. Não interfiro em nada. Se ele for desafeto meu e se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá. É a mensagem que vocês dão. Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro. E não interfiro na Polícia Federal. E ele está sendo convidado para ser diretor-executivo. É o 02”, disse.
Amante provoca queda do profeta do apocalipse do vírus

Saber quem está dormindo com quem é uma das mais irresistíveis tentações humanas. Tem que ser forte para não cair nela.
Mas quando quem está dormindo com quem envolve o “homem mais importante” no processo de decisões sobre o novo coronavírus, como foi definido o epidemiologista inglês Neil Ferguson, o cientista que mudou a cabeça do primeiro-ministro Boris Johnson, nem vamos tentar resistir.
Ferguson dançou por um motivo banal, tão humano que só mesmo nessa época em que “fiscais do isolamento” estão sempre na porta ao lado para virar assunto de estado.
Ele tem uma amante, Antonia Staats, e “permitiu” – segundo o termo paternalista usado por jornais ingleses – que em pelo menos duas ocasiões ela saísse da própria casa e atravessasse Londres para encontros amorosos.
A mulher é casada, tem dois filhos, marido rico e tempo para militância em causas progressistas. Além de um casamento aberto.
O que os estranhos aos arranjos sexuais de adultos conscientes têm a ver com isso?
O escândalo objetivo vem do fato de que Antonia rompeu as regras da quarentena, o lockdown que limita os deslocamentos à compra de produtos básicos e de exercícios, fora trabalho que não pode ser feito de casa.
Quantas outras pessoas entram num carro ou no metrô e fazem exatamente a mesma coisa? Certamente muitos milhares.
Mas nenhuma delas vai ter um encontro amoroso com o epidemiologista conhecido como Professor Lockdown por causa dos números catastróficos que seu modelo epidemiológico projetava: sem quarentena, haveria 500 mil mortos no Reino Unido, mais 2,2 milhões nos Estados Unidos e exatos 529 mil no Brasil, caso apenas os idosos fossem isolados.
Quatro perguntas deixadas pelo depoimento de Moro que investigadores terão que responder
Aguirre Talento / O GLOBO
BRASÍLIA — O inquérito que apura as supostas tentativas de interferências indevidas do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) entra nesta quarta-feira em uma nova fase, a partir da autorização de diversas diligências que buscam comprovar as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Apesar de ter dado indicações do caminho a ser seguido, o depoimento de Moro deixa perguntas a que os investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da PF terão que responder para que o caso avance.
Leia: A íntegra do depoimento prestado por Sergio Moro
Por que Bolsonaro tinha tanto interesse na superintendência da da pf no Rio de Janeiro?
O real motivo pelo qual Bolsonaro tem se esforçado para indicar uma pessoa de sua confiança para a Superintendência da PF no Rio é um dos principais pontos a ser elucidado. A expectativa dos investigadores era que a questão pudesse ser respondida por Moro, o que não aconteceu. O ex-ministro se limitou a dizer que Bolsonaro deveria ser questionado sobre o tema.
Nesta terça-feira, ao conversar com jornalistas, o presidente justificou: “O Rio é meu estado”. Ele citou, na sequência, a menção ao próprio nome feita por um porteiro na investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e cobrou da PF apurações sobre o episódio. A corporação, no entanto, não atua diretamente no caso, apenas o tangencia. O mesmo ocorre em outra investigação que interessa a Bolsonaro, sobre suspeitas de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro no Legislativo fluminense.

