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Fachin suspende operações policiais no Rio durante a pandemia

O GLOBO

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta a suspensão das operações policiais em favelas do Rio até o fim da pandemia do coronavírus.

Em decisão liminar, o ministro afirmou que as operações só deverão ocorrer "em hipóteses absolutamente excepcionais, que devem ser devidamente justificadas por escrito pela autoridade competente, com comunicação imediata ao Ministério Público".

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Nesses casos, a polícia terá que adotar "cuidados excepcionais" para "não colocar em risco ainda maior a população, a prestação de serviços públicos sanitários e o desempenho de atividades de ajuda humanitária".

No último dia 20, uma operação da PM causou pânico na Cidade de Deus enquanto voluntários distribuíam cestas básicas e itens de higiene. A ação matou João Vitor Gomes da Rocha, de 18 anos. Segundo a polícia, ele era investigado por suspeita de roubo de veículo.

Fachin atendeu a pedido do Partido Socialista Brasileiro, que recorre ao Supremo contra a política de segurança de Wilson Witzel desde novembro passado.

A decisão é mais uma derrota política para o governador, que já perdeu seis secretários desde que foi alvo de buscas na Operação Placebo, no último dia 26. A Polícia Federal investiga se ele participou de um esquema de corrupção na saúde.

Moro equipara PT e Bolsonaro e acena pela primeira vez a movimentos contrários ao presidente

Leandro Colon / FOLHA DE SP
BRASÍLIA

ex-ministro Sergio Moro acena pela primeira vez aos recém-criados movimentos que se autodenominam pró-democracia e equipara o PT (Partido dos Trabalhadores) ao presidente Jair Bolsonaro.

Para Moro, o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não reconhece erros cometidos durante seu período no governo federal em relação aos desvios na Petrobras. Isso equivale, nas palavras do ex-juiz da Lava Jato, ao discurso negacionista de Bolsonaro sobre a pandemia do coronavírus. "É um erro isso", diz.

Em entrevista à Folha, Moro diz que está "em aberto" a possibilidade de ele aderir a esses movimentos em defesa da democracia e contra o governo.

Afirma não ver constrangimento em integrar manifestos que possam ter membros críticos a seu trabalho como juiz da Lava Jato, apesar das resistências de alguns setores a seu nome. "Na democracia temos muito mais pontos em comum do que divergências. As questões pessoais devem ser deixadas de lado", disse. "Não fui algoz de ninguém".

No dia 23 de abril, a Folha revelou que Moro havia pedido demissão do Ministério da Justiça após ser avisado por Bolsonaro da troca no comando da Polícia Federal.

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Ele deixou o governo acusando o presidente de interferência na PF. Na entrevista, disse esperar que o procurador-geral da República, Augusto Aras, atue com independência na investigação que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o caso.

O ex-ministro da Justiça fala em "arroubos autoritários" por parte de Bolsonaro, mas diz não ver nas Forças Armadas espaço para um golpe.

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Grupo que inspirou #Somos70PorCento é heterogêneo, mas crítico a Bolsonaro, indica Datafolha

SÃO PAULO

No último final de semana uma hashtag se espalhou pelas redes sociais do país com base na mais recente pesquisa nacional do Datafolha sobre a avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O movimento #Somos70PorCento leva em conta o percentual aproximado de brasileiros que não aprova o governo em contraposição aos 33% que o consideram ótimo ou bom.

A iniciativa se diz suprapartidária e se coloca em defesa da democracia. Seu cálculo, que soma taxas de avaliação regular com as de reprovação, no entanto, merece nota técnica.

A pergunta que mede a popularidade do presidente é uma variação de escalas aplicadas internacionalmente há décadas em pesquisas de mercado e opinião para se medir satisfação quanto a um determinado tema.

O objetivo é dar conta do gradiente de sentimentos da população, com simetria entre respostas positivas e negativas, contemplando-se um ponto intermediário neutro.

Nas pesquisas de avaliação de governantes, o Datafolha historicamente utiliza uma escala de cinco pontos, dois positivos (ótimo e bom), dois negativos (ruim e péssimo) e um neutro (regular). Além disso, há o percentual residual dos que espontaneamente dizem não saber se posicionar.

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Nada garante que, diante de uma pergunta dicotômica (que apresenta duas alternativas para a resposta –aprova ou desaprova, por exemplo), a maioria da população se posicionaria da forma como defende o movimento #Somos70PorCento.

De qualquer forma, ao separar apenas o grupo que avalia o governo como regular, nota-se tendência preponderante de concordância com temas negativos ao atual governante.

Feita a ressalva, para verificar se de fato há uma tendência contrária ao governo nesse contingente e revelar o perfil do conjunto que ele representa, o Datafolha elaborou um exercício de recodificação de sua última pesquisa, somando os 43% que avaliam o governo como ruim ou péssimo aos 22% que o consideram regular e aos 2% que não se posicionaram.

Reuniu o grupo sob o rótulo de “não aprovam o governo Bolsonaro”. E os resultados trazem contrastes marcantes em comparação com o estrato que apoia o governo –há realmente uma postura bastante crítica ao presidente entre os que não o consideram ótimo ou bom.

É um conjunto mais feminino do que o dos que avaliam Bolsonaro positivamente (57% são mulheres, taxa que corresponde a 46% entre os que consideram o presidente ótimo ou bom).

O grupo é mais jovem, tem menor renda e a participação de empresários no estrato é inferior em seis pontos percentuais em relação ao estrato que aprova Bolsonaro.

Nos demais aspectos, o estrato se mostra diverso e heterogêneo como a população –quanto à escolaridade, cor e ocupação, por exemplo, não há variações significativas.

Cerca de um em cada quatro integrantes desse grupo votou em Bolsonaro na última eleição, mas a maioria não (74%). Quase metade do segmento (47%) é composto por antibolsonaristas heavy (intensos), isto é, além de não terem votado no presidente, reprovam o desempenho de seu governo e nunca confiam em suas declarações.

Na escala de avaliação de Bolsonaro, 52% citam o extremo negativo –péssimo— como resposta para qualificá-lo. Para 54%, Bolsonaro nunca se comporta como um presidente da República, índice que corresponde a 37% entre os brasileiros de um modo geral e apenas a 3% entre os que o consideram ótimo ou bom.

A grande maioria do estrato afirma que Bolsonaro não tem capacidade para liderar o país e as taxas de apoio ao impeachment e à renúncia do presidente superam a média em 20 pontos percentuais.

Ao contrário dos que aprovam Bolsonaro, o grupo acredita muito mais no ex-ministro Sergio Moro do que no presidente no episódio sobre a interferência na Polícia Federal, assim como, na grande maioria dos casos, critica a presença de militares no governo e enfatiza o descumprimento de promessas da campanha na negociação de cargos e verbas com o centrão em troca de apoio político.

Sobre a epidemia do novo coronavírus, a taxa dos que reprovam Bolsonaro no combate à doença é superior em 21 pontos percentuais à verificada na média da população e chega a 71%. Por outro lado, no grupo que o considera um presidente ótimo ou bom, o resultado é o inverso –69% aprovam seu desempenho na crise sanitária.

A tendência não se repete em relação ao Ministério da Saúde (as opiniões do grupo se dividem): 38% aprovam a atuação da pasta, 35% a consideram regular e 25% ruim ou péssima. Entre os que avaliam positivamente Bolsonaro como presidente, a maioria aprova seu ministério.

O resultado muda quanto aos governadores –a maioria dos que não aprovam Bolsonaro avaliam positivamente o desempenho dos gestores estaduais enquanto as opiniões se dividem no grupo dos que classificam o presidente como ótimo ou bom.

É fácil entender o motivo dos contrastes –o conjunto dos que não aprovam o presidente se coloca muito mais favorável ao isolamento social do que seus antagonistas, mesmo enxergando (mais do que eles) reflexos nocivos à economia do país por um longo período.

E estão mais pessimistas do que os apoiadores do presidente –ao contrário desse estrato, a maioria dos que não o apoiam se diz desanimada, com medo do futuro, triste e insegura, todas as percepções em patamares próximos ou muito superiores a 70%.

Como se vê, o desalento que predomina nesse contingente, somado a seu peso quantitativo, o torna objeto de cobiça para a oposição. Sua heterogeneidade social não anula a coesão que demonstram na crítica ao governo. Agora a comunicação que os reuniu sob um mesmo rótulo terá o desafio de definir a mensagem direta que determinará ou não o engajamento almejado.​​

 

'Bolsonaro vai de rival da quarentena a quarentenado isolado', diz psicanalista Christian Dunker

Marcella Franco / FOLHA DE SP
 
PSICOLOGO DO LIVRO
SÃO PAULO

Excetuando-se os raros centenários espalhados pelo mundo, praticar quarentena com isolamento social devido a uma pandemia é algo inédito para todos. Com isso em mente, fica óbvio o humor no título de Christian Dunker, “A Arte da Quarentena para Principiantes” (Boitempo, 77 páginas): não há peritos entre nós.

Psicanalista e professor titular da USP, Dunker mira o momento atual sob dois recortes. Um, da saúde mental; outro, da regionalização do enfrentamento ao coronavírus. E conta à Folha que arrisca, mesmo no caos, tentar fazer rir.

Para ele, o Brasil é um país onde a produção de inimigos foi retórica de campanha e virou método de governo. Aqui, portanto, a estratégia de enfrentamento de um adversário real – “uma forma de vida composta de uma capa de gordura com proteína” – acaba contaminada e menos eficaz.

No livro, o psicanalista avalia como a pandemia vem para destruir o engrandecimento narcísico da sociedade atual, e fala em “oniropolítica”, conceito em que o futuro é feito de solidariedade e sonho, e onde “Bolsonaro não governa mais este país”.

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“A Arte da Quarentena para Principiantes” é um livro sobre a quarentena, um livro sobre o governo ou um livro sobre o governo na quarentena? É um livro sobre o governo na quarentena, e eu diria que é um governo sob o risco de entrar em quarentena ele próprio, no sentido de se isolar, de perder contato com as instituições. Basicamente, tento ajudar as pessoas a interpretar essa situação inédita, em que a gente vai buscar referências para lidar com isso, para tornar o desconhecido um pouco mais conhecido, e não encontra. Elas são ou muito antigas, do tempo da peste, ou não são suficientemente fortes para falar da mudança que realmente aconteceu.

Você menciona que, no Brasil, havia “uma produção contínua de inimigos imaginários”. Com quais sentimentos um indivíduo afeito a essa prática tem de se deparar quando finalmente surge um inimigo real?

É um sentimento de extrema contrariedade, porque cada país foi atravessado pelo coronavírus a partir do seu próprio processo. No Brasil, a polarização exigia das pessoas que se eliminasse a posição do terceiro. Só existia ser a favor ou ser contra.

Quando você tem um terceiro, que não é vermelho, nem azul, você introduz um lugar, e isso coloca a gente em contato com o resto do mundo. Isso dá mais valor para a comunidade de cientistas, pesquisadores, que estavam envolvidos justamente nessa produção de inimigos. Eles tinham se tornado verdadeiros inimigos inclusive do ministro da Educação, como se fossem inconsequentes, plantadores de maconha, de quem se deve tirar bolsas, insumos e financiamento.

É muito contraditório quando você tem a aparição de um terceiro que nega essa lógica. As pessoas eventualmente vão cair desse negacionismo quando forem elas mesmas contaminadas ou perderem um familiar.

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Risco de confronto entre manifestantes em Brasília leva a reforço de segurança

André Borges e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 21h33

BRASÍLIA – O risco de haver confronto entre manifestantes em Brasília neste domingo, 7, levou o governo do Distrito Federal a reforçar o monitoramento da Polícia Militar. O governo federal também acompanha a movimentação de manifestantes contra e a favor do governo Bolsonaro. Um contingente de 300 policiais da Força Nacional de Segurança Pública estará de prontidão na Esplanada, caso tenham de entrar em ação. 

Durante a semana, Bolsonaro chegou a pedir, em sua “live”, que manifestantes pró-governo evitassem ir às ruas. Esse pedido, no entanto, não será atendido por alguns pessoas que apoiam o governo e que prometem marcar presença na Praça dos Três Poderes, em defesa do governo. O próprio presidente é assíduo frequentador de todas as mobilizações que acontecem em Brasília em defesa de seu governo, as quais são organizadas por grupos de extrema direita e que pedem o fechamento do Supremo Tribunal Federal e a saída de Rodrigo Maia da presidência da Câmara.

Ato em Brasília
Manifestação contra STF em Brasília.  Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO
 

O presidente se referiu às mobilizações contra seu governo como ações “terroristas”, emulando as palavras do presidente americano Donald Trump. 

A mobilização deste domingo deve marcar uma mudança de postura em Brasília em relação ao governo Bolsonaro que, até então, não assistiu grandes mobilizações contra o seu governo na capital federal.

Os últimos domingos em Brasília têm sido marcados por manifestações a favor do presidente. Um grupo de extrema direita autodenominado “300 do Brasil” tem feito diversas manifestações antidemocráticas e de cunho fascista na Praça dos Três Poderes. Há receio de que esses manifestantes entrem em choque com grupos que pedem o impeachment de Bolsonaro.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) declarou que “está preparada para orientar a população e garantir a segurança e o direito à manifestação das pessoas” e que as Forças de Segurança e os demais órgãos do DF estarão presentes com o “efetivo necessário”.

Por questões de segurança, haverá mudanças no trânsito da Esplanada e não será permitido o acesso de veículos à Praça dos Três Poderes, somente o de pedestres.

A SSP declarou que “conta com a compreensão e colaboração de manifestantes e moradores do Distrito Federal para que os atos deste domingo transcorram sem incidentes” e que “terminem como uma bela demonstração de nosso espírito democrático”.

Comércio, indústria e escritórios: saiba quais setores voltam a funcionar na segunda (8)

shopping

Comércios e shoppings começam a reabrir na Capital a partir desta segunda-feira (8), que avança para a fase 1 do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais do Governo do Estado do Ceará. Todos os estabelecimentos deverão respeitar protocolos sanitários para prevenir a disseminação da covid-19.

Entre as determinações para o retorno dos shoppings, especificamente, está o horário reduzido, das 12h às 20h. Além disso, medidas como: restrição do fluxo de pessoas no interior dos shoppings, obrigatoriedade do uso de máscaras, redução das vagas de estacionamento e disponibilização de álcool em gel, são alguns dos cuidados previstos.

Serviços de contabilidade, auditoria e advocacia também podem retomar as atividades, desde que repeitado o limite de três trabalhadores por escritório.

Shoppings preparam reabertura de lojas para fase 1 da retomada; veja as medidas preventivas

Expectativa pela reabertura de lojas dá fôlego na semana de transição​

Novo normal ainda é desafio para operários na construção civil

Segmentos que já vinham funcionando desde o período de transição, na semana passada, poderão operar com o dobro do efetivo - passando de 20% para 40% da força de trabalho de forma presencial, caso da construção civil (limitado a 100 operários por obra), indústria de calçados, têxtil e confecção.

Fase 1 - Indústria, serviços e comércio

Indústria de químicos inorgânicos, plástico, borracha, solventes, celulose e papel

Artigos de couros e calçados  (indústria e comércio)

Fabricação de ferramentas, máquinas, tubos de aço, usinagem, tornearia e solda e comércio atacadista

Saneamento e reciclagem - recuperação de materiais

Cadeia energia elétrica - construção para barragens e estações de energia elétrica, geradores

Construção - até 100 operários por obra, cadeia produtiva com 40% do efetivo

Têxteis e roupas (indústria e comércio)

Comércio de livros e revistas

Comércio de artigos de escritório, serviços de manutenção. Contabilidade, auditoria e direito (máx. 3 trabalhadores por escritório)

Artigos do lar (indústria e comércio)

Comercialização de flores, plantas e couros

Cadeia moveleira (indústria e comércio)

Tecnologia da informação (indústria e comércio)

Comércio de bicicletas

Cadeia automotiva (indústria, comércio e serviços)

Comércio de saneantes, doces, brechós, papelarias e caixões

Comércio de higiene e cosméticos

Fabricação e comércio de aparelhos esportivos, instrumentos e brinquedos

Primeira semana

Segmentos que já voltaram na fase de transição, na semana passada, como o da construção civil, indústria de transformação e comércio focaram principalmente na adaptação dos estabelecimentos aos protocolos de higiene e distanciamento social, bem como no treinamento dos funcionários para lidar com os clientes.

“Nesta semana, as pessoas ainda estavam adequando os canteiros, instalando mais lavatórios, adquirindo os EPIs (equipamentos de proteção individual) necessários, como máscaras, para que a gente mantenha a segurança dos trabalhadores”, disse Patriolino Dias, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), sobre o retorno das atividades.

O setor da indústria de transformação, que estava parcialmente paralisado, aproveitou a primeira semana para elaborar seus protocolos para evitar o contágio do coronavírus dentro das unidades fabris.

“Esses protocolos vão dizer como o colaborador vai ser recebido dentro da indústria, com medição da temperatura”, disse Ricardo Cavalcante, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). De acordo com Cavalcante, alguns segmentos da indústria voltaram com 20% da força de trabalho e outros com 30%, e a expectativa é que toda a indústria volte com 40% a partir do dia 8.

Já no segmento do comércio e serviços, se destacaram na primeira semana os segmentos de material de construção e de de óticas.

“Esses setores retomaram aos patamares que estavam antes, porque há uma grande demanda reprimida”, disse Freitas Cordeiro, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE). Já Maurício Filizola, presidente da  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), considerou a primeira semana de retorno como “positiva”. “Vimos um movimento razoável para os setores”. DIARIONORDESTE

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