'Moto voadora' cai em Dubai; veja o vídeo do acidente
Por Rafael Miotto, G1
Uma "moto voadora" em testes sofreu acidente em Dubai, como mostra vídeo divulgado pela empresa Hoversurf. O modelo foi anunciado para ser utilizado pela polícia da cidade dos Emirados Árabes em 2017.
De acordo com fabricante da Scorpion 3, o piloto não sofreu ferimentos com a queda. Não está claro de quando são as imagens, mas o vídeo foi divulgado nesta terça-feira (9).
Anunciada para patrulhas da polícia de Dubai, a moto voadora da Hoversurf parece um "drone gigante". A ideia é utilizar o modelo para passar por cima do tráfego de veículos ou transpor outros tipos de obstáculos.
Em sua página no Facebook, Alexander Atamanov, CEO da empresa, explicou como foi a queda. "O barômetro não funcionou em Dubai. Graças aos sistemas de segurança automáticos e passivos, o piloto sobreviveu", disse Atamanov.
Como é a Scorpion 3?
Com quatro hélices, a Scorpion 3 pode levar um motociclista aos céus. Ele utiliza dois joysticks para controlar o voo. Sua velocidade máxima é de 70 km/h, podendo chegar a cinco metros de altura e com uma autonomia de voo de 25 minutos.
É moto ou é drone?
Os protótipos mostrados de "motos voadoras" pelo mundo indicam que existem duas direções para o modo como eles vão se movimentar. Em algumas, a impulsão é feita por motores a jato, mas outros modelos, como o veículo da polícia de Dubai, utilizam hélices.
'Moto voadora' da polícia de Dubai tem 4 hélices e parece mais um drone — Foto: Hoversurf
Um ponto que ainda não está certo é de como serão estes veículos voadores no futuro, se eles terão efetivamente rodas e poderão ter uso híbrido, voando e rodando nas estradas, como fazem alguns carros voadores.
Além disso, não está claro quais serão as regulamentações para que esses veículos possam trafegar.
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Protótipo como a Jetpack tem turbinas a jato — Foto: Reprodução/Youtube
Tirem o joelho do nosso pescoço!
09 de junho de 2020 | 03h00
Com os caronas da rebelião pela morte de George Floyd “quebrando tudo”, cá estava eu terça passada exortando o Brasil a imitar os Estados Unidos.
“Mas eles estão piores que nós”, “aquilo está um pandemônio”, “quem precisa de um Bolsonaro se já tem um Donald Trump?” são algumas das reações que colhi.
A cena e o ato são hediondos. Tinham mais é de pôr os Estados Unidos em peso nas ruas. E há uma eleição no horizonte. Na luta pelo poder, lá ou onde for, nada se perde, tudo se transforma. É o que move as manifestações-carona. Mas o que explica que elas “viralizassem” por tantos países?
Existem uns Estados Unidos da América como os olhos dos que nascem e morrem abusados pelo Estado os vêm, e existem os Estados Unidos da América. É gente que manda no seu governo, escolhe suas leis, aprova as obras públicas que quer, escorraça seus ladrões e decide que impostos quer pagar, tudo no voto que pode ser sacado e disparado por qualquer cidadão e a qualquer momento. É gente que vive esse sonho de toda a humanidade. São estes que podem gritar e gritaram esse “não ouse meter o joelho no nosso pescoço!”. Mas são estes também, os nunca pisados, que as privilegiaturas, mundo afora, precisam provar que não existem. O alvo dos movimentos que tentam cavalgar a indignação autêntica para dar George Floyd como “prova” de que a democracia real não existe porque enquanto ela existir o sonho não acaba e as privilegiaturas não podem dormir em paz.
A exacerbação que vai por aí responde ao efeito pendular. Não se rompe impunemente uma hegemonia centenária em torno da qual se estruturou uma rede multitrilionária e globalizada de “direitos adquiridos” criada e sustentada pelo monopólio do diktat comportamental e do discurso político com acesso aos centros de decisão agora ameaçados de disrupção pela internet.
Em 2016 a Universidade de Oxford elegeu “pós-verdade” como a palavra do ano e definiu a expressão como “um substantivo que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. A eleição do alvo – bem precisa nessa definição – aponta para uma “anteverdade” que é essencial para se entender a “pós”. Sim, é de mentira que se trata, mas do uso dela com o objetivo específico de minar a democracia, o único sistema de constituição do poder do Estado em que a “opinião pública” é o fator determinante.
A paulatina conversão da luta contra a “democracia burguesa” de uma disputa entre verdades concorrentes para a destruição do próprio conceito de verdade inclui o reconhecimento da relação indissolúvel entre democracia e verdade. Admitir que onde está bem plantada ela só pode ser destruída por dentro, a partir de uma deliberação da maioria contra si mesma, e que só uma trapaça (a sistematização “orgânica” da censura e da mentira propostas por Antonio Gramsci) pode produzir esse efeito, homenageia a superioridade moral que seus inimigos sempre negaram a essa democracia em que o povo manda no Estado.
É onde se agarra a nossa privilegiatura. É triste ver provectos senhores e venerandas instituições perderem a compostura e se desnudarem em público em apopléticas tempestades de adjetivos diante das cópias da direita, nuas e cruas, desprovidas da graxa dialética dos originais burilados ao longo de um século de poder pela esquerda para enganar os trouxas, agora que elas ameaçam seus privilégios.
O problema é velho como a humanidade: defender-se contra a mentira é uma tarefa para cada indivíduo porque a alternativa é dar a alguém o papel de fiscal da verdade, “solução” que conduz diretamente às fogueiras da Inquisição. Fiquemos, pois, com os clássicos nesse assunto: “Se todos os homens menos um partilhassem da mesma opinião, e apenas uma única pessoa fosse de opinião contrária, a humanidade não teria mais legitimidade para silenciar esta única pessoa do que ela, se poder tivesse, para silenciar toda a humanidade” (John Stuart Mill).
Com a correria para inventar uma legislação contra fake news para depor Bolsonaro a qualquer custo, o STF e cia. ameaçam expor novamente a Nação ao risco que lhe impôs ao devolver chefões do PCC às ruas para conseguir soltar Lula. Com a diferença nada desprezível da exclusão da tolerância com a roubalheira perpetrada contra a lei, mas mantendo a defesa intransigente do “direito” de uma privilegiatura de roubar o povo com a lei, o que temos hoje no Brasil é uma guerra da alta nobreza dessa privilegiatura – o Judiciário e a elite dos “servidores” que se apropriaram do Estado – contra a baixa nobreza da mesma privilegiatura – as polícias e os militares recém-saídos de 35 anos de ostracismo que têm aberto a fila dos “fura reformas” de estimação de Jair Bolsonaro – pelo comando da exploração vil do resto de nós.
Esqueçam o século 20. Só há uma atitude decente, só há um “lado certo da História” da luta da humanidade contra a opressão. O que se abriu lá atras, no século 17. “Tirem (vocês todos, os indemissíveis que exigem aumento até nas pandemias) o joelho do nosso pescoço! O Brasil não consegue mais respirar!”
JORNALISTA, ESCREVE EM WWW.VESPEIRO.COM
‘Não é mais possível atitudes dúbias’, diz Toffoli a Bolsonaro
No ato que marca a entrega de um manifesto em apoio ao STF e ao Poder Judiciário realizado na tarde desta segunda-feira, o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, falou diretamente a Jair Bolsonaro:
“Não é mais possível atitudes dúbias. Eu tenho certeza de que o presidente Jair Bolsonaro, em todo o relacionamento harmonioso que tenho com seu governo, como tenho com o vice, eles juraram defender a Constituição e são democratas. Merecem o nosso respeito”, disse.
O presidente do STF continuou: “Mas algumas atitudes têm trazido certa dubiedade e essa dubiedade impressiona e assusta a comunidade brasileira, também a economia internacional, nós precisamos de paz institucional”.
Toffoli, ao receber um manifesto da Associação de Magistrados Brasileiros, defendeu uma “trégua”. VEJA
Bolsa Ditadura - O Globo – 08/07/2009
Quando regimes ditatoriais se esgotam, e há uma ponte de transição, costuma-se sacramentar uma anistia, em meio à reconciliação política e sedimentação de um novo pacto. Com frequência, é prevista alguma indenização a quem foi vítima da violência de Estado no período de ausência da democracia, no ciclo de supressão de direitos. O Brasil, com o fim do regime de 64, sacramentado na Constituinte de 1987, seguiu o roteiro. Inovou, porém, no tamanho das indenizações pagas e na extensão dos benefícios.
Chamadas de Bolsa Ditadura, as generosas pensões e indenizações definidas pela Comissão de Anistia, desde 2002, já subtraíram do Tesouro R$2,5 bilhões. E a cifra deve continuar em ascensão, podendo chegar a R$4 bilhões, por causa da fila ainda existente e da eficiência com que a indústria criada entre políticos e advogados com passado de militância na esquerda consegue descolar essas “bolsas” em Brasília. Um dos traços de parte da sociedade brasileira – mais visível ou menos, a depender da região do país – é praticar o esporte de caça ao dinheiro público. É como se dinheiro do Estado não tivesse dono; logo, ganha quem chegar primeiro e pegar mais.
Não se imaginava que esta cultura contaminaria o pagamento de indenizações para quem se considerou prejudicado pela ditadura militar. Há casos clamorosos em que existe evidente desproporção entre a indenização paga e o dano alegado. Um deles é o do próprio presidente Lula, beneficiado por uma pensão vitalícia de R$5 mil mensais – muito acima do que recebe um aposentado do INSS -, para compensar 31 dias de prisão em 1979, cumpridos sem maiores riscos, pois o país tinha a atenção voltada para ele, e o regime já não era o mesmo. Aquela detenção até serviu para ajudar na carreira política do presidente. Há inúmeras histórias como a de Lula, de enrubescer sobrevivente de campo de concentração nazista. E não é figura de linguagem, como demonstram indenizações pagas pela Alemanha.
Em entrevista recente ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Glenda Mezarobba, da Unicamp, apontou para um erro grave na legislação: o pagamento é feito em função de renda não recebida, sem considerar a violência cometida pelo Estado. Surgiu daí o absurdo de se calcular quanto um repórter preso pelo regime militar no fim da década de 60 ganharia se chegasse a diretor de redação, para se definir ressarcimentos, como se ele fosse galgar ao posto máximo na profissão. Enquanto isso, a família de um metalúrgico espancado até a morte fica na miséria. Por ironia, a esquerda instituiu a “indenização por classe”, e no pior sentido.
Damares anula 295 anistias concedidas a cabos por perseguição na ditadura
O governo federal anulou 295 anistias concedidas a ex-cabos da Força Aérea Brasileira (FAB) por perseguição política na época da ditadura militar (1964-1985). A lista com as nulidades foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 8, e faz parte da força-tarefa criada pelo governo com o intuito de reavaliar esses benefícios.
As portarias extinguindo as concessões foram assinadas pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que alegou não haver comprovação da existência de perseguição política. Em relação às verbas indenizatórias já recebidas, os agora ex-anistiados não serão obrigados a devolvê-las.
No bastidores, o governo tem falado em cortar na própria carne. Mas a força-tarefa foi implantada após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a revisão pela administração pública, e até a anulação, de anistias concedidas a um grupo de cerca de 2,5 mil ex-cabos da FAB.
A deliberação do STF, de outubro de 2019, foi comemorada pelo governo na época, pois comprovaria a tese de que houve excessos na concessão de anistias nos governos anteriores.
Os ministros do STF analisaram o ato da Comissão de Anistia, então vinculada ao Ministério da Justiça, que concedeu indenizações a esses militares licenciados pela portaria nº 1.104-GM3, de 1964, sob o fundamento de perseguição política durante a ditadura.
O grupo de trabalho que está revisando as anistias é composto por membros da Advocacia Geral da União (AGU), Controladoria Geral da União (CGU), além de representantes do próprio ministério comandado por Damares, que coordena a equipe.
Para a AGU, os pagamentos são indevidos porque a portaria que os licenciou se baseou em tempo de serviço, e não em perseguição política. Boa parte deles, informou o MDH à coluna, foi condecorada por serviços prestados na carreira militar.
Segundo o MDH, o Ministério da Defesa, que é o responsável pelo pagamento de anistias a militares, desembolsaria de uma só vez R$ 13 bilhões em pagamentos retroativos, caso o STF tivesse decidido pela não revisão e anulação das anistias aos ex-cabos.
Para o advogado dos ex-militares, Marcelo Torreão, o valor que seria pago era menor, algo em torno de R$ 900 milhões, mas com a liberação do dinheiro em partes, escalonada entre os anistiados da força militar. VEJA



