Brasil ultrapassa 70 mil mortes e 1,8 milhão de casos
SÃO PAULO, 10 JUL (ANSA) – O Brasil registrou mais 1.214 mortes pelo novo coronavírus em um período de 24 horas, ultrapassando a marca de 70 mil óbitos, informou o levantamento do Conselho de Secretários de Saúde (Conass) nesta sexta-feira (10). Com o novo número, o país totalizou 70.398 vítimas, com uma taxa de letalidade de 3,9%. Este é o quarto dia seguido que o Brasil soma mais de 1,2 mil falecimentos diários.
De acordo com o balanço, existem 1.800.827 pessoas contaminadas com a Covid-19, com um acrescimento de 45.048 contágios registrados nas últimas 24 horas. A taxa de incidência continua crescendo, passando de 835,5 para 856,9 por cada 100 mil habitantes. Já o índice de mortalidade é de 33,5 indivíduos por cada 100 mil pessoas. O estado de São Paulo, epicentro da doença, contabilizou mais 324 mortes em um dia, acumulando 17.442 óbitos desde o início da pandemia. Com os novos números, o governador João Doria afirmou que a região começou a entrar no platô, o que significa uma estabilidade seguida da redução moderada dos contágios, mas estende a quarentena até 30 de julho. Hoje, inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que é pouco provável que o novo coronavírus seja eliminado.ISTOÉ
Esperando o japonês da Federal
O ministro da Justiça, André Mendonça, diz que pedirá a abertura de um inquérito para que eu seja investigado por violação ao artigo 26 da velha LSN dos tempos dos militares, que imaginávamos já ter ido para a reserva.
Não sei bem o que há a investigar. Acreditava que o texto falasse por si só. Mas vou colaborar, prestando esclarecimentos. O artigo foi escrito na manhã do dia 7/7, num processador Word. Eu me encontrava sobre o deck da piscina sem nenhuma companhia que não a de uma incontrolável matilha de cães. Ah, o computador era um Dell.
É preciso muita criatividade jurídica para ver na minha coluna original alguma calúnia ou difamação, que é o que possibilitaria o uso do artigo 26. E o ministro Mendonça, sempre cioso de agradar ao patrão, deveria ser mais cauteloso. Se conseguir emplacar sua tese de que desejar a morte de alguém é crime, então seu chefe poderá encrencar-se. Bolsonaro, afinal, torceu pela morte de Dilma, “infartada ou com câncer”, e defendeu o fuzilamento de FHC.
Fui bem mais gentil com o presidente do que ele fora com seus predecessores. Afirmei textualmente que sua vida tem valor e que sua perda seria lamentável. O ponto é que, no consequencialismo (assim como na República, se levássemos seus princípios a sério), seu valor não é maior do que o de qualquer outra vida.
Assim, se estamos convencidos de que as atitudes negacionistas de Jair Bolsonaro dão causa a um excesso de óbitos na pandemia, torcer por seu desaparecimento é não só lógico como ético, na perspectiva consequencialista.
Quando o problema é apresentado de forma abstrata, sem o nome Bolsonaro, como ocorre na literatura dos dilemas morais (“trolleyology”), a maioria das pessoas não pestaneja antes de puxar uma alavanca que sela o destino de uma pessoa para salvar a vida de um número maior de indivíduos. E eu não acionei nenhuma alavanca. Até onde sei, o vírus é indiferente a meus desejos.
MP apreende mais de R$ 6 milhões em dinheiro nos endereços de ex-secretário de Saúde do Rio
Juliana Dal Piva / o globo
RIO - Ao efetuar a prisão do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, os promotores do Ministério Público do Rio apreenderam na manhã desta sexta-feira um total de mais de R$ 6 milhões em dinheiro nos endereços relacionados a ele que também foram alvo de busca e apreensão. O ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 10, em sua casa, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.
O mandado de prisão foi cumprido pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Delegacia Fazendária da Polícia Civil, em um desdobramento da Operação Mercadores do Caos.
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A Justiça determinou também o arresto de bens e valores de Edmar Santos até o valor de R$ 36.922.920, que, de acordo com o MP, é equivalente aos recursos públicos do estado desviados em três contratos fraudados para aquisição dos equipamentos médicos durante a pandemia do novo coronavírus.

Líder de esquema, diz MP
A prisão do ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos, na manhã desta sexta-feira, é mais um desdobramento da Operação Mercados do Caos, deflagrada em maio pelo Ministério Público, após as denúncias de fraudes envolvendo contratos para construção de hospitais de campanha e compra de respiradores. Nas investigações do Ministério Público do Rio (MPRJ), o ex-secretario estadual aparece como um dos líderes do esquema de desvio de recursos na pasta, mas sempre alegou desconhecer a existência da prática.
Mesmo após a prisão preventiva de membros da organização da qual fazia parte, o ex-secretário continuou no cargo de secretário por algumas semanas, até ser exonerado pelo governador Wilson Witzel, em maio. Além dele, o outro líder do esquema era o ex-subsecretário executivo Gabriell Neves, que já está preso.
O "01" da Saúde no Rio de Janeiro
O ex-secretário de Saúde Edmar Santos, de 51 anos, passou, há dois meses, do posto de 01 no combate à pandemia do novo coronavírus do estado às páginas policiais, acusado de envolvimento em desvios de recursos públicos. Afastado da pasta do governo Wilson Witzel em 17 de maio, o médico foi proibido pela Justiça de assumir outro cargo no primeiro escalão.
Em 25 de junho, segundo a PM, Santos foi disponibilizado para a Universidade Estadual do Rio (Uerj) para exercer função no Hospital Universitário Pedro Ernesto para o período de dois anos. No entanto, a transferência ainda não aconteceu. O ex-secretário já atua na instituição como professor associado.
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Edmar Santos assumiu o cargo de secretário estadual de Saúde desde o início da gestão de Wilson Witzel, em janeiro de 2019. Ele teve que deixar a direção-geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, em dezembro de 2018. Permaneceu na pasta por um ano e cinco meses, sendo exonerado após as crescentes investigações sobre fraudes e superfaturamento em licitações para a compra de equipamentos para enfrentar o coronavírus.
Médico anestesista, Santos contou das dificuldades no enfrentamento à doença em entrevista exclusiva oa GLOBO. Na época, o número de infectados no estado ainda era inferior a 2 mil. Ele chegou a comparar o momento com uma guerra - até mesmo as lições passíveis de serem aprendidas - e afirmou estudar o vírus desde janeiro, com o aparecimento dos casos na China.
Taxa de mortalidade por Covid-19 cresce 14,8% em 7 dias no Ceará
O novo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), divulgado nesta sexta-feira (10), indica que a taxa de mortalidade da Covid-19 subiu de 62,6 para 71,9 por 100 mil habitantes, o que representa uma alta de 14,8% em relação ao último levantamento detalhado da semana passada.
O percentual aponta que 71 em cada 100 mil cearenses, perdem a vida em razão das complicações clínicas provocadas pela infecção do novo coronavírus SARS-CoV-2.
O cenário de aumento também ocorreu em todas as 22 Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS), com destaque negativo para Crato, que 51,4% de incremento no intervalo, seguido por Icó (30,8%), Juazeiro do Norte (28,4%), Tauá (21,7%), Russas (18%) e Iguatu (17,9%).
Por outro lado, as ADS de Fortaleza (2,8%), Maracanaú (3,3%) e Aracati (4,2%) apresentaram os menores acréscimos em uma semana.
No Ceará, 41 cidades, incluindo Região Metropolitana (RMF) e interior, apresentam índice de letalidade superior à média estadual, atualmente em 5,1%. Somam os maiores percentuais: Orós (27,3%), Redenção (17,1%), Limoeiro do Norte (13,2%), Apuiarés (11,1%) e Ererê (10,1%).
"Os óbitos por COVID-19 ocorreram, na sua maioria (77,3%), em pessoas de 60 anos ou mais (mediana de 72; idades entre 1 mês e 109 anos) e no sexo masculino (57,4%), 4.643 (71,2%) apresentavam doenças crônicas pré-existentes, 9 (0,14%) estavam gestantes e 12 (0,18%) puérperas", detalha o boletim. diarionordeste
Linha Sul do Metrô de Fortaleza vai ofertar 116 viagens por dia a partir de sexta-feira (10)

Em meio ao processo de retomada das atividades econômicas, o sistema de transporte por metrô na Capital ampliará a oferta de viagens na Linha Sul. A partir desta sexta-feira (10), a linha passará a realizar 116 viagens por dia, operando de 5h35 até 20h56.
O novo fluxo representa um aumento de 41% nos percursos ofertados, e, com o novo horário, deixa de existir a pausa operacional no período da tarde. De acordo com a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, a mudança visa atender o aumento natural de demanda conforme a disponibilidade gradual dos trabalhadores do Metrô de Fortaleza, considerando o atual momento da pandemia no Estado.
A operação nas linhas de VLT e metrô na Capital foi retomada no dia 1º de junho, seguindo o Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais, do Governo do Ceará.
A Linha Oeste, por sua vez, segue no horário de 5h20 às 10h15, e de 15h50 às 20h, enquanto o VLT Parangaba-Mucuripe continua funcionando de 5h50 às 10h10 e de 16h10 às 20h10. Os VLTs de Cariri e de Sobral continuam suspensos, atendendo aos decretos estaduais.
O uso de máscaras é obrigatório durante as viagens nas linhas, assim como a manutenção do distanciamento entre os usuários, atenção às marcações para que os assentos sinalizados permaneçam livres e higienização das mãos antes e após os percursos. Com Diarionordeste
Brasil retoma posto de maior produtor de soja do planeta
Com a supersafra deste ano, revisada para cima pelo IBGE ontem, o Brasil retoma dos Estados Unidos o posto de maior produtor mundial de soja. As projeções americanas indicam que o Brasil se consolidará na posição também na próxima safra, reforçando o bom desempenho da agropecuária brasileira, mesmo em meio à pandemia de covid-19.
No total, o Brasil deverá colher um recorde de 247,4 milhões de toneladas de grãos na safra que se encerra neste ano, 2,5% acima de 2019, conforme o IBGE. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cujas estimativas atualizadas foram divulgadas também ontem, a produção total da safra 2019/2020 deverá atingir o recorde de 251,4 milhões de toneladas. O IBGE espera as maiores safras da história também para o café e para o algodão.
A produção de soja será a principal responsável pela supersafra deste ano. Na estimativa do IBGE, foram colhidas 119,9 milhões de toneladas na safra encerrada ainda no primeiro semestre, 5,6% acima da produção de 2019. Já nos cálculos da Conab, foram 120,88 milhões de toneladas, aumento 5,1% ante a safra de 2018/2019.
Em 2018, o Brasil já havia batido os Estados Unidos como maior produtor mundial de soja, mas por uma diferença muito pequena. Ano passado, os produtores brasileiros de soja enfrentaram problemas climáticos e perderam para os americanos – o recorde na produção nacional total foi garantido pelo milho. Agora, a produção americana de soja na safra 2019/2020 foi de 96,68 milhões de toneladas, na estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês, equivalente a um ministério).
Para a próxima safra, 2020/2021, o Brasil deverá ficar novamente na frente, já que os Estados Unidos deverão produzir 112,3 milhões de toneladas de soja, enquanto os produtores brasileiros deverão colher 131 milhões de toneladas, renovando o recorde, ainda nas projeções do USDA, que abrangem o mercado global – as primeiras projeções do IBGE e da Conab para a safra 2020/2021 deverão sair no fim deste ano.
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de junho, do IBGE, elevou em 0,5% a estimativa do total de soja colhido no Brasil este ano. A produção recorde de soja só não foi ainda maior porque, nos últimos meses, o LSPA veio reduzindo suas estimativas para a colheita no Rio Grande do Sul. Na estimativa de junho, a produção gaúcha ficou em 11,2 milhões de toneladas, tombo de 39,3% em relação a 2019.
“Era para o Brasil ter colhido uma safra muito maior de soja. O problema todo foi que o Rio Grande do Sul sofreu muito com a falta de chuvas, de dezembro a maio”, afirmou Carlos Antônio Barradas, analista de agropecuária do IBGE. “Não fosse a seca no Rio Grande do Sul, a produção de soja passaria de 125 milhões de toneladas”, completou o pesquisador.
A disponibilidade de terras e a tecnologia de ponta, que leva eficiência ao campo, ajudam a explicar os sucessivos recordes na produção agrícola nos últimos anos, segundo Barradas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo./ istoé

