‘Uber, iFood e Rappi fazem o que querem em SP’, diz Boulos, em pré-campanha pela Prefeitura
21 de julho de 2020 | 09h59
Confirmado como pré-candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, o líder sem-teto Guilherme Boulos tem entre suas propostas uma regulamentação municipal do trabalho de entregadores e motoristas de aplicativos. As ideias vão de um teto para o repasse do valor de corridas à criação de um fundo, destinado a auxílio-doença e previdência, formado com dinheiro que hoje entra no faturamento das empresas.
“É um absurdo ganhar tudo isso só por oferecer uma tecnologia. Não faz nada, não tem um carro”, critica o pré-candidato.
Na entrevista ao Estadão, ele ainda prometeu um projeto de renda básica municipal, tarifa zero no transporte público e um modelo “radicalmente democrático, popular, socialista” de cidade, que atraia famílias mais pobres para o centro e, assim, retire a pressão das ocupações irregulares na periferia e às margens dos reservatórios de água da capital. Confira os principais trechos:
O sr. ainda se considera coordenador no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)? O movimento participará da campanha?
Nos últimos 20 anos da minha vida eu militei no MTST e isso, para mim, é um grande orgulho. É difícil encontrar uma causa mais justa e mais digna do que ter lugar para morar, um teto. Aqui na cidade de São Paulo, enquanto temos 25 mil pessoas morando nas ruas – mesmo no meio da pandemia – há mais de 40 mil imóveis abandonados só no centro expandido. Essa desigualdade gritante dá sentido da luta do MTST. Eu sempre estarei nessa luta, é de onde eu venho, é a causa em que eu acredito independente de me eleger prefeito de São Paulo, estar candidato a prefeito. Tenho meus princípios, eu não abro mão. Valorizar e fortalecer os movimentos sociais, e lutar por direitos sociais como a moradia digna é um desses princípios.
Mas o movimento terá algum papel na coordenação da campanha?
Certamente o MTST, como já aconteceu na minha campanha para presidente, será parte. Mas não só o MTST. Há uma série de movimentos feministas, movimentos negros, da comunidade LGBT e um conjunto de movimentos sociais populares que nós queremos que construam a campanha junto com a gente. Será uma campanha-movimento. Estamos construindo um caldo de cultura na cidade. Não é campanha eleitoral tradicional. Pelo contrário, a chance que nós temos de ganhar é ao mobilizar sonhos, mobilizar esperança, fazer uma campanha de rua, com brilho nos olhos, engajada. Para isso, os movimentos sociais são muito importantes. O MTST, inclusive, que é o maior da cidade de São Paulo.
O sr. já disse que quer regulamentar as condições de trabalho dos entregadores de aplicativo. Já há algum esboço de propostas para isso?
Queremos discutir essas propostas, inclusive, com o movimento de entregadores, que fez paralisações importantes e tem todo nosso apoio. Em primeiro lugar, não dá para admitir que a Prefeitura se omita enquanto nós temos milhares de jovens na cidade trabalhando 12 horas por dia para receber R$ 600. Cabe ao poder público municipal regulamentar transporte por aplicativo, como cabe em qualquer cidade do mundo. Há cidades, por exemplo, que definiram regras para que a Uber pudesse atuar nelas ou não. Em São Paulo, a Uber faz o que quer, o iFood faz o que quer, Rappi faz o que quer. Num governo nosso, não vai ser assim. Nós pensamos em estabelecer um teto para o ganho da empresa de aplicativo, o máximo que a empresa vai poder retirar. Hoje ganha até 25% de uma entrega ou de uma viagem. É um absurdo ganhar tudo isso só por oferecer uma tecnologia. Não faz nada, não tem um carro. Outra proposta nossa é que um porcentual, que hoje vai para a empresa, seja destinado para um fundo de direitos e seguridade desses trabalhadores. Isso vai garantir um auxílio-doença caso o motorista se acidente, garantir um fundo previdenciário. São condições mínimas de dignidade no trabalho. Agora, nós vamos entrar numa crise social e econômica gravíssima nos próximos meses e anos, como decorrência da pandemia. São Paulo, como cidade mais rica do País, vai sentir isso com muita força. A Prefeitura vai ter uma responsabilidade de combater a miséria, de combater a fome. Além dessa regulamentação, a Prefeitura vai construir frentes de trabalho para fazer estudos e gerar emprego. Vamos fazer um projeto de renda básica na cidade, para garantir renda e que ninguém passe fome na cidade.
Ceará tem 7.266 mortes pela Covid-19, com quase 150 mil casos confirmados
O Ceará chegou a 148.817 casos confirmados do novo coronavírus e 7.266 mortes em decorrência da infecção, segundo dados da plataforma IntegraSUS, atualizada pela Secretaria de Saúde do Estado às 9h desta terça-feira (21). A capital Fortaleza ultrapassou os 40 mil casos confirmados.
O número de pessoas recuperadas é de 123.996. Há ainda 72.952 casos suspeitos e 609 mortes em investigação. O Ceará já realizou 389.485 exames para detectar o novo coronavírus, sendo mais de 70% desses testes rápidos.
Fortaleza foi o primeiro epicentro da doença no Estado e concentra os maiores índices da doença: 40.015 casos confirmados e 3.612 óbitos. A marca de 30 mil casos foi ultrapassada na capital em 12 de junho. Em seguida está a cidade de Sobral, na Região Norte, que concentra 8.971 diagnósticos positivos e 267 mortes.
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Na Região Metropolitana de Fortaleza, Caucaia contabiliza 4.750 casos e 303 mortes. Maracanaú registra 4.677 confirmações e 219 óbitos. Maranguape foi a sexta cidade a ultrapassar os 3 mil casos confirmados, com 3.038 registros e 104 mortes.
Juazeiro do Norte, no Cariri, tem 4.779 casos confirmados e é a terceira cidade em número de casos. Na cidade, que está em lockdown, 177 pessoas não resistiram à Covid-19. O isolamento social mais rígido também vale para Crato, Barbalha, Brejo Santos e Iguatu.
O número de diagnósticos positivos também se destaca em Quixadá (2.401), Tianguá (2.107), Acaraú (2.078) Camocim (2.072) e Crato (2.020).
Leitos de UTI
A ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado está em 68,63%. Nos leitos de enfermaria, a ocupação é de 39,85%. O Hospital da Unimed de Sobral e o Hospital Universitário Walter Cantídio estão com lotação máxima nas UTIs.
A mortalidade da Covid-19, proporção entre os números de casos confirmados e mortes, é de 4,88%. COM DIARIONORDESTE
Brasil, ingovernável - Luiza Nagib Eluf, O Estado de S.Paulo
Começamos como colônia de Portugal. Antes disso, nosso território era ocupado por tribos indígenas, que viviam bem, dentro de seus padrões étnicos. Depois da chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1500, instalou-se o caos que perdura até os tempos de hoje. O Brasil tem problemas de governabilidade desde a sua descoberta. De lá para cá, 520 anos se passaram na mais pura confusão de ideias.
É bom lembrar que, de início, os colonizadores entraram dizimando índios e estuprando índias, numa guerra de séculos, até hoje disputada. A independência do País veio em 1822, mas após a morte de José Bonifácio de Andrada e Silva e de nossa sempre amada e respeitada imperatriz Maria Leopoldina, dois cérebros imprescindíveis, o gigante sul-americano perdeu as mentes mais lúcidas que lhe firmavam o prumo. Dom Pedro I voltou para Portugal e dom Pedro II, ainda criança, tornou-se imperador, sob regência de seus tutores. Foi um gestor inteligente, de quem nos podemos orgulhar, mas acabou deposto por um golpe militar e exilado, em 1889.
A República iniciou-se com o marechal Deodoro da Fonseca, que logo deixou o cargo presidencial para Floriano Peixoto, outro marechal. As forças internas, sempre em conflitos provocados por interesses pessoais e de classe, impediram que a Nação se desenvolvesse de forma harmônica, justa e segura. De lá para cá, nossa política alternou períodos de ditadura e de democracia até os tempos atuais.
Chegamos a pensar que poderíamos superar nosso atraso moral, intelectual e político quando findou a última etapa da ditadura militar iniciada em 1964 e Tancredo Neves foi eleito presidente do País. Um momento de esperança que durou pouco. Tancredo, um ex-promotor de Justiça de Minas Gerais, habilidoso político, sufragado pelo voto indireto, respeitado e amado pelo povo, faleceu antes de assumir o cargo, causando grande comoção nacional. José Sarney, o vice-presidente eleito, assumiu o mandato desde o primeiro dia até o fim, nos termos da lei e de um acordo político que ele costurou com sabedoria.
Naquela época, o otimismo trouxe-nos a esperança de uma vida melhor, sem a repressão imposta pelo regime militar, que havia destruído grande parte da nossa cultura, das nossas escolas públicas (com o desastroso acordo MEC-Usaid), arrasando também a produção literária, musical, teatral e cinematográfica. Sob os destroços de 30 anos de obscurantismo, a reconstrução democrática foi sofrida e precária.
Atualmente, colhemos os frutos da ignorância, do atraso cultural e político e do gangsterismo, que pareciam ter sido superados durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O excelente Plano Real, iniciado sob a regência do presidente Itamar Franco, um bom governo, aliás, acabou com a inflação galopante e deu rumo à economia, valorizou nossa moeda e resgatou a confiança do povo em seus governantes, dando dignidade à Nação. Naquela época, já haviam despontado grandes políticos, respeitáveis, cultos e bem preparados, como Ulysses Guimarães, Franco Montoro e Severo Gomes, entre outros. As mulheres, embora poucas, brilharam no Congresso Nacional, trazendo grandes avanços na igualdade de gênero. Temos saudades das décadas de 1980, 1990 e 2000.
Até 2010 ainda foi possível manter a esperança de consolidação do Estado Democrático de Direito, mas não foi assim. Acabamos caindo novamente em práticas inconfessáveis, decorrentes da imoral política do “toma lá dá cá”.
Adotamos um presidencialismo inconsistente, sem coalizão e dependente de medidas provisórias. Desde Fernando Collor e dos numerosos erros que ele cometeu, somos assombrados pelas ameaças de impeachment, que vitimou também nossa primeira presidenta, Dilma Rousseff, pois parece haver sempre uma ânsia incontida de derrubar governantes. Sofremos de instabilidade política crônica e, pior de tudo, não conseguimos obter resultados positivos duradouros. Somos uma sociedade que trabalha para atender a interesses pessoais, na base da barganha e da corrupção.
O Brasil é ingovernável por falta de moral, de responsabilidade e de inteligência. Fatos absurdos e por vezes caricatos se sucedem nas altas esferas administrativas sem que se possa chegar a uma solução que favoreça a coletividade. Os contemplados são sempre os mesmos, já desde sempre beneficiados.
Atualmente, retrocedemos a ponto de discutir se a Terra é plana, se as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, se meninos vestem azul e meninas vestem rosa, se devemos preservar o meio ambiente ou tocar fogo em tudo, se a expressão “povos indígenas” merece ser execrada, se vamos passar a boiada e destruir a floresta enquanto todos se distraem com as notícias da pandemia devastadora do coronavírus... O obscurantismo medieval está de volta, ideias desumanas renascem das cinzas, a repressão à sexualidade torna a vigorar e as religiões assumem papéis reservados, por lei, ao Estado. Cultua-se a ignorância, louvando-se o preconceito, a discriminação, as armas de fogo, o desrespeito, a prepotência e a injustiça.
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O Brasil pandêmico... Politicamente falando!
Mas a sociedade em seus vários aspectos locais, regionais e ideológicos, tem que sobreviver. E toca-se, à medida do possível, a vida.
Dois são os parâmetros que não entram em consonância com os governantes sobre as tratativas para “dominar” a pandemia; o isolacionismo e a medicação. Por fora, correm os trabalhos para que vacina seja disponibilizada. E todo cuidado é pouco.
No Brasil, não é diferente, pelo contrário, é bem pujante. Na politicagem que abunda Brasil afora, a banda que toca para derrubar o governo é muito afinada entre si. O coronavírus que se vire.
A questão se firma cada vez mais como falácia e manipulação à medida que dados e ações contradizem esses mesmos que tocam terror na população. Governantes, políticos, imprensa, e pasmem, até o judiciário entrou no baile.
Ciente que os dados não podem afiançar peremptoriamente a verdade, vez que são diversos os fatores que orientam a realidade, ou seja, cada cidade apresenta condutas diversas, e muitas vezes contraditórias, mas podemos trabalhar com as nuances que esses dados nos dão.
Por exemplo, ao cruzar informações do isolacionismo e a adoção do medicamento Hidroxicloroquina, ou Cloroquina, os resultados, se não são lineares, aplicados a depoimentos de médicos e cientistas, fica claro onde está o controle mais adequado.
Em minha opinião, não balizada tecnicamente, cientificamente, mas por acompanhar as performances e seus resultados, me dão a convicção de que o formato do isolacionismo não trouxe resultados e o uso da Cloroquina salva vidas. A quem se apoia no discurso de que a Cloroquina não tem comprovação científica para a cura do doente, não existe também a mesma comprovação de que não cura. Ou seja, é na alta de pacientes que podemos acreditar.
Apresento a todos um quadro que estabelece um conciso fator da parcela dessa verdade.
A partir de 20 de maio, quando o Ministério da Saúde do Brasil criou o protocolo da liberação e da prescrição do medicamento, notam-se, graficamente, os resultados. Os picos de alta em relação ao de baixa, em média, caíram.
Nada significativo, mas relevante, em função do que já haviam previsto muitos cientistas e médicos, dentre eles Dr. Antony Wong e Dr. Osmar Terra, no início da pandemia, ou seja, a flexibilização no isolamento social e a chegada do frio iriam potencializar o número de casos. Muitas vidas se perderam no caminho.
O Brasil pandêmico... Politicamente falando!
Leia mais: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/21884/o-brasil-pandemico-politicamente-falando
Juiz determina reabertura de bares e restaurantes de BH alegando 'tirania' de Kalil e 'desespero imposto pela mídia'
Por Thais Pimentel, G1 Minas — Belo Horizonte

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou nesta segunda-feira (20) a reabertura de bares, restaurantes e lanchonetes de Belo Horizonte. O juiz Wauner Batista Ferreira Machado suspendeu o decreto municipal do dia 8 de abril que suspendia as atividades.
A prefeitura informou que vai recorrer ainda nesta segunda-feira (20) para pedir a suspensão da liminar.
A decisão atende ao pedido da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel), que alega abuso de poder.
"O prefeito, paradoxalmente, exerce a tirania de fazer leis por decretos, ao bel prazer dele e de seus técnicos da saúde, sem qualquer participação dos cidadãos através de seus parlamentares, como se fossem os únicos que detivessem os dons da inteligência, da razão e da temperança e não vivessem numa democracia. Isso é grave. É muito grave. Mas parece que a maioria está cega pelo medo e o desespero, que diariamente lhe é imposta pela mídia com as suas veiculações", disse o magistrado.
O juiz ainda determina que o Ministério Público apure se há improbidade administrativa e crime de responsabilidade por parte do prefeito Alexandre Kalil (PSD) por legislar por decretos, “em clara afronta à Constituição Federal de 1.988, à Constituição do estado de Minas Gerais e à lei orgânica do município de Belo Horizonte”.
Belo Horizonte tem hoje 14.001 casos confirmados de Covid-19, de acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira. Até o momento, 343 pessoas morreram.
Segundo a decisão da Justiça, os estabelecimentos devem funcionar nas seguintes condições:
- distanciamento mínimo de dois metros de uma pessoa da outra;
- que seja considerado o espaço mínimo de treze metros quadrados por pessoa, para se quantificar quantas poderão adentrar o recinto do estabelecimento;
- que seja exercido o controle do fluxo de acesso aos seus estabelecimentos evitando aglomerações de espera do lado de fora, caso esgotado o seu espaço interno;
- privilegiar as vendas por encomendas previamente acertadas, além dos atendimentos com hora marcada;
- disponibilizar máscaras de proteção a todos que estiverem dentro de seu estabelecimento (funcionários e clientes), à exceção dos clientes que já as possuírem;
- disponibilizar as mesas, para o uso individual, com a distância mínima de dois metros, umas das outras, em todos os sentidos;
- excetua-se o uso individual da mesa quando a pessoa necessitar da ajuda de outra para se alimentar, como as crianças de tenra idade, as pessoas muito idosas, ou deficientes;
- é vedada a confraternização de pessoas dentro do estabelecimento, permitindo-se as pessoas ali permaneceram apenas pelo necessário para fazerem as suas refeições;
- ias crianças que não tenham o discernimento para permanecerem sentadas enquanto se alimentam, deverão estar no colo de seus pais e, se isso não for possível, não poderão permanecer dentro do estabelecimento;
- clientes não poderão servir-se pessoalmente dos alimentos destinados a todos, mas apenas daqueles que lhes forem individualmente preparados;
- fica vedado o fornecimento de alimentação através do sistema “self-service”, permitindo que um funcionário exclusivo sirva o prato dos clientes, a uma distância mínima de dois metros das comidas;
- clientes deverão permanecer utilizando as máscaras até o início das refeições,recolocando-as logo após terminarem;
A decisão começa a valer assim que for publicada no Diário do Judiciário.
Minas Consciente
No dia 9 de julho, o mesmo Tribunal de Justiça havia determinado que os municípios que não aderiram ao plano “Minas Consciente”, programa do governo do estado que dá diretrizes para flexibilização, cumpram normas de distanciamento social e permitam apenas o funcionamento de serviços essenciais. A Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) foi impetrada pelo Ministério Público.
“A situação que vivemos no estado é muito preocupante. Nós precisamos reformar esse apoio para que haja isolamento social. A Justiça reconheceu isso e concedeu a liminar. Quem estiver fora do Minas Consciente vai ter que abrir apenas serviços essenciais”, disse à época o procurador-geral de Justiça Antônio Sérgio Tonet.
Nesta segunda-feira, ao ser questionado sobre a decisão de reabertura dos restaurantes, o Ministério Público disse que "as condições e as diferentes realidades espalhadas pelo Estado é que irão balizar a intensidade e a urgência da atuação do MPMG. Cada promotor de Justiça vai se valer de sua sensibilidade, do permanente diálogo com a comunidade e de seu conhecimento para identificar as particularidades de sua comarca e definir o melhor caminho para que aquelas cidades se ajustem às normas, minimizando os riscos para as pessoas".
Veja outras decisões do juiz Wauner Batista Machado durante a pandemia
No dia 16 de abril, o juiz Wauner Machado determinou que a Prefeitura de Belo Horizonte deixasse de proibir a entrada de ônibus vindos de cidades sem isolamento social. Ele ainda estipulou multa de R$ 250 mil em caso de descumprimento da medida.
A proibição da entrada dos ônibus havia sido publicada no "Diário Oficial do Município" no dia 8 de abril. Alexandre Kalil havia determinado “a proibição da circulação no território do Município de Belo Horizonte de transporte público coletivo oriundo de municípios que interromperem as medidas de isolamento social”.
No dia 24 de abril, o mesmo juiz suspendeu o decreto da Prefeitura de Belo Horizonte que restringia o horário de gratuidade de idosos no transporte público. A medida foi uma das ações do Executivo da capital para conter a circulação de pessoas por causa da pandemia do novo coronavírus.
Na decisão, o juiz Wauner Batista Ferreira Machado disse que a decisão não é um desrespeito às medidas tomadas pela prefeitura para o enfrentamento da Covid-19, mas sim a garantia da “cláusula pétrea do direto de ir e vir das pessoas, fora da hipótese do Estado de Sítio”.
Alunos resistem ao sono e são agredidos por professores em berçário na China

Câmeras de segurança de um berçário na China registraram dois professores agredindo alunos por eles resistirem ao sono. A polícia abriu uma investigação para analisar o caso dos educadores.
Nos vídeos, os professores empurram as crianças em dão tapas em vários momentos em um berçário da província chinesa de Zhejiang.
Dois professores de jardim de infância na China estão enfrentando uma investigação policial depois de supostamente terem agredido seus jovens alunos que lutaram para adormecer durante a soneca.
A conduta dos professores foi descoberta após o pai de um menino perceber um corte no rosto do filho de três anos, conforme apuração da mídia local.
Ao solicitar as imagens do monitoramento interno do Huibo Early Education, o pai ficou horrorizado, segundo a Zhejiang Television.
“Meu filho estava deitado, tentando dormir. Um dos professores estava repreendendo outra criança. Meu filho sentou-se para olhar porque as crianças estão curiosas sobre tudo. O outro professor pegou um travesseiro e jogou no rosto do meu filho. O garoto cobriu o rosto e não se mexeu mais”, disse Sun.
Em outras imagens também é possível ver outros professores batendo em um garoto após ele resistir ao sono.
O dono do berçário informou que as educadoras continuam empregadas até a conclusão das investigações.
“Depois que a investigação terminar, rescindiremos seus contratos de acordo”, disse Qiu .ISTOÉ

